Liquid Peace é uma pequena mas poderosa bomba. Quatro temas, pouco mais de 20 minutos de um bom e velho rock sónico a tresandar aos anos 90.
Hooton Tennis Club – Big Box of Chocolates (2016)
Inglaterra, pátria dos Smiths, dos Blur, dos Stone Roses, dos Pulp e de tantas outras coisas boas. A quantidade de boas e marcantes bandas vindas da grande ilha é impressionante, e de todos os estilos. No entanto, nada marcou tanto…
Kaiser Chiefs – Stay Together (2016)
Stay Together é um disco fraco e incaracterístico de uma banda agora mergulhada na irrelevância, que foi em busca de um novo começo mas que se limitou a perder o rumo.
Jorge Palma – Só (1991)
Só é um disco especial sob vários aspectos. Na prática, nessa altura, acabou por funcionar como um verdadeiro ‘best-of’, uma vez que é composto por alguns dos mais conhecidos temas da sua carreira até então. Com uma particularidade: foi todo gravado live, apenas voz e piano, ou seja, é um documento de uma reinterpretação dessas 15 músicas.
The Monkees – Good Times (2016)
Um disco pop muito fresco e estranhamente autêntico. Não sentimos aqui o efeito manta-de-retalhos nem notamos demasiado o dedo dos produtores. É um álbum de Verão que parece ter sido, de facto, gravado nos anos 60, com um cheirinho a hippie bem comportado. Na verdade, estamos perante um grupo de septuagenários num último esforço de leveza, ainda que não necessariamente de relevância.
Truth sets in – Avi Buffalo
Os Avi Buffalo são, na verdade, o projecto de Avigdor Zahner-Isenberg, guitarrista, vocalista, produtor, etc. Depois de dois discos, em 2015 fomos surpreendidos com a notícia de que os Avi Buffalo tinham terminado, com o seu criador a explicar que nunca…
Space to Bakersfield – Black Mountain
IV, o fresquinho último tomo dos Black Mountain, merece estar entre os melhores discos deste ano. Ao quarto álbum, os canadianos mudaram mas continuam relevantes, densos, fortes, mágicos. No disco deste ano, todo ele fantástico, destaca-se este “Space to Bakersfield”,…
Music Arcade – Neil Young
Ao longo de perto de 50 anos de carreira, Neil Young já fez de tudo um pouco e, tirando um breve período nos negros anos 80, conseguiu sempre ir mudando sem perder o seu carácter distintivo. Em 1996 lança Broken…
“La Baigneuse de Brighton” – Jane Birkin
Jane Birkin e Serge Gainsbourg foram, sem dúvida, o casal artístico mais famoso de França desde o final dos anos 60 até à sua separação, em 1980. Como acontecia sempre com o compositor e cantor, as suas relações amorosas eram…
“Hunger Strike” – Temple of the Dog
Estávamos em 1990 e estavam firmemente plantadas no solo as raízes profundas do que viria a ser o movimento grunge. Num mundo ensopado em heroína, o vocalista dos Mother Love Bone morria de overdose em Março, deixando uma nuvem negra…
Red Hot Chili Peppers – The Getaway (2016)
The Getaway é um disco que, ao contrário de alguns outros da banda, não tem grandes altos nem grandes baixos.
Canção do dia: Una Llamada a la Acción – Sr. Chinarro
Sr. Chinarro, ou melhor o cantor e compositor Antonio Luque, só tem uma regra: abrir todos os seus discos com uma canção infalível e irresistível. Felizmente, os álbuns estão carregados de músicas assim, mas enfim. A canção do dia que…
Canção do dia: Mañana, Tarde y Noche – Sr. Chinarro
Antonio Luque, a voz e a alma dos Sr. Chinarro, é um romântico. Cínico, sim, mas um romântico ainda assim. Este fenómeno do indie espanhol trata o tema do amor como poucos, sempre entre o sentimento elevado e as durezas…
Garbage – Strange Little Birds (2016)
Um disco que cairá às mil maravilhas aos fãs de antigamente que queiram reviver o seu amor pela banda.
Klaus Johann Grobe – Spagat der Liebe (2016)
Spagat der Liebe, disco deliciosamente retro, é uma combinação psicadélica irresistível e uma das grandes surpresas deste ano.
Beth Orton – Kidsticks (2016)
O disco mais arrojado, arriscado e aventureiro disco da carreira de Beth Orton.
Vários Artistas – Day of the Dead (2016)
Day of the Dead é um colosso. 59 músicas, mais de cinco horas de música distribuídas por cinco CDs, um luxo. De facto, não seria fácil encontrar uma forma mais apropriada de homenagear uma banda como os Grateful Dead, que durante cinco décadas simbolizaram na perfeição o mito hippie, a liberdade do rock n’ roll e a estrada aberta em busca de mais um concerto de um grupo mítico.