O regresso mais aguardado do ano deixa um sabor amargo. Ao mesmo tempo que criticam a sociedade de consumo, os Arcade Fire fazem o disco mais leve da sua carreira e, sobretudo, não conseguem manter o nível elevado ao longo do álbum.
Boogarins – Lá Vem a Morte (2017)
Em Lá Vem a Morte, os Boogarins abandonam a doçura e a inocência de outros tempos e dão-nos um disco mais difícil, mais claustrofóbico e com menos brilho do que os tiros certeiros anteriores.
Roger Waters – Is This the Life We Really Want? (2017)
O “homem mais zangado do rock” regressa com um disco profundamente político, uma obra maior que não tem medo de, musicalmente, recuperar algumas das muitas forças dos Pink Floyd.
Saint Etienne – Home Counties (2017)
Home Counties é o bem-sucedido regresso dos Saint Etienne, ingleses que nunca falham em entregar pop desenhada a regra e esquadro, com um irrepreensível bom gosto.
Chuck Berry – Chuck (2017)
Com Chuck, o pai do rock sai de cena e desta vida como sempre a viveu: a curtir, a rockar, a celebrar, chegando ao céu de guitarra em punho e a fazer o seu famoso “Duckwalk”.
“Sunshine of Your Love” – Cream
Em 1967, os Cream estavam em fase de transformação, na sua fugaz carreira. A base blues começava a ser contaminada por outras influências, a maior delas a emergência do rock psicadélico e o facto de o trio ter visto pessoalmente,…
Country Joe & The Fish – Electric Music for the Mind and Body (1967)
Obra máxima do rock psicadélico, Electric Music for the Mind and Body dá exactamente aquilo que promete: exploração e canções, tudo misturado num caldeirão de criatividade que reclama o seu justo lugar na História.
Vários – Língua Franca (2017)
“Língua Franca, a nossa língua portuguesa. Temos que dominar o mundo”. As palavras são do grande Senhor Caetano Veloso, a propósito deste novo disco de hip-hop.
Temple of the Dog – Temple of the Dog (1991)
Temple of the Dog é o elo perdido que juntou membros dos Soundgarden do que viriam a ser os Pearl Jam. Um disco fundamental para entender a explosão do grunge, poucos meses depois.
Kasabian – For Crying Out Loud (2017)
Uma das mais bem sucedidas bandas do indie-rock britânico da actualidade regressa com os argumentos de sempre, num disco que oscila entre uma energia contagiante e as soluções mais óbvias.
Future Islands – The Far Field (2017)
Em The Far Field, os Future Islands mostram que Singles não foi um acaso. Solidão e frustração sim, mas debaixo de uma pop irrepreensível.
Jamiroquai – Automaton (2017)
Ao oitavo disco e dez anos depois do último, o mundo parece finalmente ter vontade de voltar a ouvir a banda de Jay Kay. Pena que este Automaton fique muito aquém do que os Jamiroquai já fizeram ao longo de mais de 20 anos de carreira.
The Lazy Faithful – Bringer of a Good Time (2017)
Ao segundo álbum, os portuenses The Lazy Faithful continuam a dar-nos o abençoado rock, mas trazem na manga uma maior complexidade sonora e mais espírito exploratório. Depois da belíssima e certeira estreia com Easy Target, de 2014, os portuenses The…
Laetitia Sadier Source Ensemble – Finding Me Finding You (2017)
A voz dos Stereolab regressa com mais uma incursão por terrenos que lhe são musicalmente familiares. Kraut, pop, ié-ié e experimentação, num disco adulto, coerente e letrado.
Jarvis Cocker & Chilly Gonzales – Room 29 (2017)
Jarvis Cocker e Chilly Gonzales levam-nos numa viagem ao passado de excesso e glamour do hotel Chateau Marmont, convidando os fantasmas da era dourada de Hollywood para um disco de um extremo bom gosto. O Chateau Marmont, em Los Angeles,…
PZ – Império Auto-Mano (2017)
PZ quer expandir o seu Império Auto-Mano e volta a dar-nos um disco divertido feito de electrónica minimal, em parte iguais parvoíce e observação do quotidiano.
Sleaford Mods – English Tapas (2017)
No primeiro disco pós-Brexit, os Sleaford Mods dão-nos mais uma dose do seu minimalismo nervoso e urgente, num ataque cerrado de ira e humor corrosivo que não poupa ninguém, nem a eles próprios.