Tiago Freire
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O autor deste texto tem 39 anos mas um corpinho de 35. É jornalista há mais de 15 anos. É colaborador de vários blogs e parvoíces afins e já escreveu para a Blitz e para a FHM. Nasceu e cresceu em Carcavelos, fazendo aí o mestrado musical enquanto todos os seus amigos andavam de skate ou faziam surf. Hoje em dia, divide o seu tempo entre as notícias de Economia e a educação dos seus três filhos, enquanto o mundo não percebe que ele é o maior escritor vivo do planeta, coisa que terá inevitavelmente de acontecer. Na próxima encarnação desejaria ser uma mistura entre o Serge Gainsbourg e o Pablo Aimar.

Arcade Fire – Everything Now (2017)

O regresso mais aguardado do ano deixa um sabor amargo. Ao mesmo tempo que criticam a sociedade de consumo, os Arcade Fire fazem o disco mais leve da sua carreira e, sobretudo, não conseguem manter o nível elevado ao longo do álbum.

Boogarins – Lá Vem a Morte (2017)

Em Lá Vem a Morte, os Boogarins abandonam a doçura e a inocência de outros tempos e dão-nos um disco mais difícil, mais claustrofóbico e com menos brilho do que os tiros certeiros anteriores.

Roger Waters – Is This the Life We Really Want? (2017)

O “homem mais zangado do rock” regressa com um disco profundamente político, uma obra maior que não tem medo de, musicalmente, recuperar algumas das muitas forças dos Pink Floyd.

Saint Etienne – Home Counties (2017)

Home Counties é o bem-sucedido regresso dos Saint Etienne, ingleses que nunca falham em entregar pop desenhada a regra e esquadro, com um irrepreensível bom gosto.

Chuck Berry – Chuck (2017)

Com Chuck, o pai do rock sai de cena e desta vida como sempre a viveu: a curtir, a rockar, a celebrar, chegando ao céu de guitarra em punho e a fazer o seu famoso “Duckwalk”.

“Sunshine of Your Love” – Cream

Em 1967, os Cream estavam em fase de transformação, na sua fugaz carreira. A base blues começava a ser contaminada por outras influências, a maior delas a emergência do rock psicadélico e o facto de o trio ter visto pessoalmente,…

Country Joe & The Fish – Electric Music for the Mind and Body (1967)

Obra máxima do rock psicadélico, Electric Music for the Mind and Body dá exactamente aquilo que promete: exploração e canções, tudo misturado num caldeirão de criatividade que reclama o seu justo lugar na História.

Zanibar Aliens – Space Pigeon (2017)

Ao terceiro disco, os Zanibar Aliens confirmam tudo aquilo que esperávamos deles. Temos aqui uma grande máquina de rock n roll, transbordante de entusiasmo e energia, directamente do grande rio fundador dos anos 60 e 70.

Vários – Língua Franca (2017)

“Língua Franca, a nossa língua portuguesa. Temos que dominar o mundo”. As palavras são do grande Senhor Caetano Veloso, a propósito deste novo disco de hip-hop.

Temple of the Dog – Temple of the Dog (1991)

Temple of the Dog é o elo perdido que juntou membros dos Soundgarden do que viriam a ser os Pearl Jam. Um disco fundamental para entender a explosão do grunge, poucos meses depois.

Kasabian – For Crying Out Loud (2017)

Uma das mais bem sucedidas bandas do indie-rock britânico da actualidade regressa com os argumentos de sempre, num disco que oscila entre uma energia contagiante e as soluções mais óbvias.

Future Islands – The Far Field (2017)

Em The Far Field, os Future Islands mostram que Singles não foi um acaso. Solidão e frustração sim, mas debaixo de uma pop irrepreensível.

Jamiroquai – Automaton (2017)

Ao oitavo disco e dez anos depois do último, o mundo parece finalmente ter vontade de voltar a ouvir a banda de Jay Kay. Pena que este Automaton fique muito aquém do que os Jamiroquai já fizeram ao longo de mais de 20 anos de carreira.

The Lazy Faithful – Bringer of a Good Time (2017)

Ao segundo álbum, os portuenses The Lazy Faithful continuam a dar-nos o abençoado rock, mas trazem na manga uma maior complexidade sonora e mais espírito exploratório. Depois da belíssima e certeira estreia com Easy Target, de 2014, os portuenses The…

Laetitia Sadier Source Ensemble – Finding Me Finding You (2017)

A voz dos Stereolab regressa com mais uma incursão por terrenos que lhe são musicalmente familiares. Kraut, pop, ié-ié e experimentação, num disco adulto, coerente e letrado.

Jarvis Cocker & Chilly Gonzales – Room 29 (2017)

Jarvis Cocker e Chilly Gonzales levam-nos numa viagem ao passado de excesso e glamour do hotel Chateau Marmont, convidando os fantasmas da era dourada de Hollywood para um disco de um extremo bom gosto. O Chateau Marmont, em Los Angeles,…

PZ – Império Auto-Mano (2017)

PZ quer expandir o seu Império Auto-Mano e volta a dar-nos um disco divertido feito de electrónica minimal, em parte iguais parvoíce e observação do quotidiano.

Sleaford Mods – English Tapas (2017)

No primeiro disco pós-Brexit, os Sleaford Mods dão-nos mais uma dose do seu minimalismo nervoso e urgente, num ataque cerrado de ira e humor corrosivo que não poupa ninguém, nem a eles próprios.