O novo disco traz-nos os Thievery Corporation de sempre: competentes, com bom gosto e com um som que dá prazer aos headphones. Mas falta risco, surpresa, no fundo algo que os possa manter relevantes tanto tempo depois do auge. Com dois…
The Flaming Lips – Oczy Mlody (2017)
A banda de Wayne Coyne traz-nos um disco denso e intrincado, uma viagem lenta com ecos de kraut, isolamento e psicadelismo contido.
Sundara Karma – Youth is Only Ever Fun in Retrospect (2017)
O disco de estreia destes britânicos cumpre a elevada expectativa e deixa-nos sedentos de ver o que estes miúdos têm ainda para nos dar.
“59 Lyndhurst Grove” – Pulp
Como habitualmente nos Pulp, Jarvis Cocker traça, com poucas palavras, todo um conto, toda uma personagem, toda uma vida.
“Razor Love” – Neil Young
Uma balada extraordinária, ao mesmo tempo intensa e delicada, editada em Silver & Gold, de 2000.
“Loveblood” – Sundara Karma
Uma bomba de pop-rock de canções como só os britânicos sabem fazer.
“Hey Lucinda” – Tindersticks
Uma canção de amor e desamor, bonita e devastada, que nos permite ouvir, mais uma vez, a alma única de Lhasa.
Playlist da Semana: Altamont 70’s
Do experimentalismo europeu sob o formato kraut, passando por um Bowie em nova e acelerada mutação, recuperando até heróis dos 60’s que se mantiveram relevantes nos anos seguintes, estas canções são uma espécie de carta de amor do Altamont a algumas das mais estimulantes direcções sónicas dos anos 70.
“Under the Bridge” – Red Hot Chili Peppers
Um tema de solidão e alienação, uma carta de amor à cidade de Los Angeles.
Neil Young – Peace Trail (2016)
Um álbum que serve como banda sonora dos dias de Trump, embora nunca se assumindo totalmente, deixando-nos sempre com a incómoda dúvida sobre se Young está a apoiar o discurso do medo do novo presidente ou apenas a ser o cronista de receios que o americano médio rural sente.
Hope Sandoval and The Warm Inventions – Until The Hunter (2016)
Um disco íntimo, bonito, exploratório sem nunca perder a estrutura. Baladas de outro tempo, cantadas no escuro mas sem soturnidade.
The Lemon Lovers – Watching The Dancers (2016)
Com Watching the Dancers, os The Lemon Lovers cresceram e com isso, tornaram o seu som mais original e próximos de uma identidade própria.
Madness – Can’t Touch Us Now (2016)
Poucos dias antes da sua morte, Amy Winehouse cruzou-se na Dean Street com Suggs. Trazia uma guitarra por cima do ombro e ao ver o vocalista dos Madness atirou-lhe: “tudo bem, Nutty Boy?”. Este foi o termo que os Madness…
Sleaford Mods – TCR [EP] (2016)
Os nossos terroristas sonoros preferidos estão de volta e não podiam vir em melhor/pior altura. Os britânicos estão ainda em choque com o Brexit: os mais civilizados porque não queriam sair, os outros porque, em boa parte, também não queriam…
Sharon Jones, o adeus ao furacão da Geórgia
Num ano que fica tristemente marcado pela partida de muitos dos nossos heróis, a lista cresceu na sexta-feira com a morte da cantora de soul Sharon Jones. Tinha 60 anos e foi vitimada pelo cancro contra o qual lutava há…
White Light – Parable (1974)
Defendo que a música deve ser julgada por si, pelo seu resultado, independentemente da história ou do conceito por trás. Mas há histórias que são simplesmente demasiado boas para deixar passar. É esse o caso dos White Light, banda escocesa…
Green Day – Revolution Radio (2016)
Como tantas outras bandas, os Green Day vivem à sombra e na sombra de um grande disco que lhes mudou a vida. No seu caso é Dookie, de 1994, um portento de punk-pop que nos deu uma injecção de energia…
Anoushka Shankar – Land of Gold (2016)
Vivemos tempos difíceis e perigosos. O Brexit e a vitória do inenarrável Trump são sinais de desagregação social e vitórias do medo. A Rússia invade e anexa territórios alheios e a Europa responde com sanções económicas. Enquanto isso, todas as…