Noir é um novo disco de Tóli César Machado. Esse facto, por si só, merece-nos todo o respeito. No entanto, Noir não é tão dark quanto gostaríamos, nem se projeta como banda sonora imprescindível das nossas vidas em 2023.
O que aí vem – alguns dos discos da nossa banda sonora de 2024
Nos próximos doze meses, muitos e bons discos vão fazer-se ouvir. Estamos à espera deles, pois claro, de coração e ouvidos bem abertos. Esta é apenas uma primeira aproximação sonora ao ano de 2024.
Surma – if i’m not home: i’m not far away (2023)
Surma está de volta neste final de ano. Traz-nos um inesperado pequeno presente para iluminarmos a nossa árvore de Natal.
Expresso Transatlântico – Ressaca Bailada (2023)
Foram rápidos. Chegaram e impuseram-se de forma quase imediata. Aos poucos, vão-se tornando um caso sério da arte de bem fazer boa música. Há quem olhe para eles como os novos Dead Combo, mas dão pelo nome de Expresso Transatlântico.
Vanishing Twin – Afternoon X (2023)
A estranha beleza dos Vanishing Twin é contagiante. São como aliens que regressam à terra, volta e meia, convidando-nos a viajar por ondas e mares de sons que não são deste planeta. E nós, claro, tiramos sempre bilhete e lá vamos com eles, sem hesitações, por onde nos quiserem levar.
Marisa Monte || Altice Arena: portas, memórias e declarações de amor!
A rainha carioca é uma verdadeira deusa das canções. Marisa Monte sintetiza o passado, o presente e abre portas para o futuro da música popular brasileira.
Joni Mitchell – Don Juan’s Reckless Daughter (1977)
Ao seu nono disco de estúdio, Joni Mitchell trocou as voltas a muita gente, apresentando-nos uma obra-prima que talvez poucos aceitem como tal. Don Juan’s Reckless Daughter é um disco aventuroso, um disco que se atreve a ser tão belo quanto experimental.
Joni Mitchell – The Hissing of Summer Lawns (1975)
Já com grandes e cultuados discos na bagagem, Joni Mitchell estava disposta a fazer algo de novo. Sem grandes radicalismos, mas com vontade de experimentar e de usar novos recursos, veio ao mundo The Hissing of Summer Lawns.
Devendra Banhart – Flying Wig (2023)
Não dizer muito bem, como gostaríamos, de quem gostamos muito, é uma chatice. Mas, a ser feito, que se faça com o respeito que o músico nos merece. Devendra Banhart não fica bem de peruca.
Takashi Kokubo e Andrea Esperti – Music For A Cosmic Garden (2023)
É preciso respeitar o silêncio e as suas exigências. É preciso ouvir Music For A Cosmic Garden, dando-lhe tempo para crescer e florir cosmicamente.
Jorge Palma – Voo Nocturno (2007)
Este foi o disco que o salvou. Só por isso, merece um destaque especial. Voo Nocturno foi o início de um novo tempo para o nosso Jorge Palma. Encostou-se a nós e assim ficou até hoje.
Jorge Palma – Jorge Palma (2001)
Passaram muitos anos até Jorge Palma dar corpo a um novo álbum. O primeiro longa duração de temas inéditos do presente século revelou um músico em muito boa forma e trouxe mais alguns clássicos para o futuro
Caetano Veloso || Coliseu dos Recreios – Lisboa despediu-se do deus maior da MPB
Meu Coco é o coco de Caetano Veloso, mas também de todas as cabeças que o acolhem há anos, há muitos anos e que ontem se despediram do mestre maior da música popular brasileira. Foi bonito e comovente, foi “celeste celestial”.
The Auteurs – New Wave (1993)
Foi uma estreia, como tantas outras. Foi uma banda, como tantas mais. Nunca tiveram o sucesso que mereciam, por isso faz todo o sentido recordar os The Auteurs e o seu New Wave inicial.
Playlist da Semana: We Gotta Love Hidden Tracks!
Menos conhecidas, claro. No entanto, e mesmo assim, há canções que são autênticas surpresas (e vão encontrar uma, pelo menos, que nem sabiam que era uma hidden track) e que merecem a pena a referência nesta Playlist: We Gotta Love Hidden Tracks!