“Anywhere I Lay My Head” – Tom Waits

“Anywhere I Lay My Head” é triste, quase dilacerante, por carregar a mágoa funda da sua personagem: “onde quer que eu pouse a minha cabeça é onde faço a minha casa”…

Tom Waits – Heartattack and Vine (1980)

Heartattack And Vine é o álbum de transição de Tom Waits onde descobrimos que o bardo maior dos vagabundos, dos bêbados e dos corações partidos afinal tem um coração doce e quer assentar.

“Alice” – Tom Waits

A suprema beleza de “Alice” esconde uma mente tortuosa, uma mente com terríveis instintos predadores. Esta é uma canção que trata do mais tenebroso dos assuntos, a pedofilia. No entanto, os versos e a melodia são de uma delicadeza poética…

Tom Waits – Blue Valentine (1978)

Pode não ser o disco de Tom Waits que todos se lembram. Mas Blue Valentine é importante na descoberta da beleza cacofónica da sua discografia. Só o tempo e o distanciamento ajudaram a percebermos isso.

“Downtown Train” – Tom Waits

“Downtown Train” sabe a Springsteen e é descaradamente pop. A sua voz, porém, é de gravilha e ferro enferrujado, e a letra tem negrume escondido: um doentio stalker perseguindo o seu “amor” para todo o lado.

Tom Waits – Small Change (1976)

Small Change é a lamúria de um bêbado. De bar em bar, lamenta “o seu mau fígado e coração partido”, chora “aquela que escapou”, faz tatuagens e paga lap dances, tudo para afogar as mágoas. Um diamante de Waits banhado…

Tom Waits – Nighthawks at the Diner (1975)

Um disco ao vivo que nos remete para o Waits contador de histórias, num bar fumarento a altas horas da noite

“Lie to Me” – Tom Waits

Já ninguém esperava nada de Tom Waits quando lançou, em 2006, um álbum triplo Orphans: Brawlers, Bawlers & Bastards. Uma incrível coleção de canções de todo o espectro de sonoridades, e do qual ficou especialmente na retina esta rockeira “Lie…

Tom Waits – Closing Time (1973)

Tudo começou em Março de 1973, há 50 anos da data em que vos escrevo este artigo, com o lançamento de Closing Time, que permanece um disco ao qual sempre podemos voltar para nos dar conforto e bem-estar.

“Singapore” – Tom Waits

“Singapore” tem uma teatralidade à Kurt Weill e versa sobre o rega-bofe de marinheiros aportados no extremo-oriente. A guitarra desengonçada de Marc Ribot evoca na perfeição os passos trôpegos dos seus protagonistas. Que delícia é saborear a sua sensibilidade anti-rock,…

Playlist da Semana: Especial Tom Waits

As próximas semanas serão dedicadas ao génio de Tom Waits, uma das personalidades mais intrigantes da música.

Rádio Clube Altamont #5 – Arcade Fire | Pavement | One From the Heart

Os Arcade Fire lançaram WE e é inevitável ser o fresquinho deste episódio. Os Pavement vêm a Portugal e é inevitável um dos seus discos (neste caso Wowee Zowee) ser o disco de estimação. E nada como Tom Waits para…

“Bella Ciao” – Marc Ribot & Tom Waits

Um dos temas que pode ser encontrado no disco Songs of Resistance, 1942-2018.

“I Never Talk to Strangers” – Tom Waits

Esta é uma semana de canções realmente estranhas, porque estranhos são os tempos em que vivemos. Fechamos a semana em beleza, com Tom Waits em dueto com Bette Midler, numa deliciosa canção em formato pergunta resposta, diálogo passado num piano…

“Frank’s Wild Years” – Tom Waits

“Frank’s wild years” fala-nos de um pai de família que, farto da sua vidinha suburbana, pega fogo à própria casa, desaparecendo estrada fora. Uma parábola sobre o desmembramento da sua própria família quando Tom Waits tinha 10 anos.

Playlist da semana: Hotel Europa 70

Esta semana, um pouco de escapismo. Imaginámos uma banda-sonora de um filme nunca feito, rodado num hotel na Europa onde todas as mulheres são bonitas e os homens prováveis espiões. Romance, suspense, elegância, cocktails e segredos quando a noite cai.

“Ice Cream Man” – Tom Waits

Uma música do homem que assumiu só cantar porque “ser canalizador daria muito trabalho”.

Howlin’ Wolf – Moanin’ in the Moonlight (1959)

Uma voz cavernosa na noite escura. O blues como transe e maldição.