Com o cartaz inteiramente composto por mulheres, foram (sobretudo) canções clássicas escritas por homens que se ouviram no Festival Jardins do Marquês.
Gisela João – Inquieta (2025)
Em 2025, Gisela João mostra-se Inquieta e recupera clássicos que infelizmente estão na ordem do dia pela sua temática, mas que são sempre bons para ouvir e especialmente apetecíveis com estas novas roupas.
Júlio Pereira – Fernandinho vai ó vinho (1976)
A estreia a solo de Júlio Pereira é uma “opereta-rock” cheia de grandes convidados e de um humor e uma ternura irresistíveis. Quando pensamos em Júlio Pereira vem-nos imediatamente à cabeça a imagem do músico de cabelo longo com o…
Fausto Bordalo Dias, o Navegador Solidário
Deixou-nos Fausto, um dos maiores criadores da música portuguesa. Fica a breve crónica de um viageiro da canção e da palavra
A história do único encontro entre Amália e Zeca Afonso
Só em 1984, Amália Rodrigues e José Afonso se encontraram, pela primeira e única vez.
Grupo de Acção Cultural – A Cantiga É Uma Arma (1975)
No pós-revolução viveram-se tempos férteis para a criação artística e tiveram-se muitas discussões e muitas lutas – A Cantiga É Uma Arma foi uma delas, materializando a inquietação da revolução
Fausto – P’ró Que Der E Vier (1974)
P’ró Que Der e Vier é um disco de fim de linha, uma explosão pouco contida de frustrações, ora lírico e metafórico, ora intransigente e pouco subtil na sua subversão e apelo às armas
José Mário Branco – Margem de Certa Maneira (1972)
Gravado ainda durante o exílio em França, o segundo disco de José Mário Branco mantém o dedo firmemente no pulso da realidade social do Portugal que o renegou.
“Cobradores de Impostos” – Allen Halloween
Que Allen Halloween não seja considerado um cantor de intervenção é uma injustiça que a sua mitologia (que cresceu aquando do seu hiato criativo) nunca conseguiu retificar.
Cara de Espelho em entrevista: “são canções de liberdade”
Entrevista com os Cara de Espelho, um supergrupo para agitar as águas
Jorge Palma – Jorge Palma (2001)
Passaram muitos anos até Jorge Palma dar corpo a um novo álbum. O primeiro longa duração de temas inéditos do presente século revelou um músico em muito boa forma e trouxe mais alguns clássicos para o futuro
Luís Varatojo em entrevista: “a ideia foi agora ir à bruta”
À boleia da edição do segundo disco de Luta Livre, Defesa Pessoal, estivemos à conversa com Luís Varatojo.
“Canção de Embalar” – José Afonso
Ao longo dos últimos 50 anos, “Canção de Embalar” foi usada para adormecer milhares de crianças por este país fora. Há-de embalar outras tantas no futuro. E continuar a comover todos aqueles que veneram o genial trovador.
Amélia Muge – Amélias (2022)
O novo álbum de Amélia Muge, Amélias, é uma bonita homenagem ao canto entre mulheres.
“Papuça” – José Afonso
Zeca escrevinhando a sua herança política, recordando o PREC com carinho: “a multidão na rua / ouve-se a banda tocando o MFA / a revolução é p’ra já”.
Alipio de Freitas – José Afonso
“Alípio de Freitas”, com as suas guitarras convictas, de quem sabe perfeitamente para onde vai, tem um travo épico, consentâneo com a homenagem ao valente padre transmontano, então preso pela ditadura militar brasileira.
“Ronda dos Paisanos” – José Afonso
“Ronda dos Paisanos” trata de uma forma leve e divertida um tema pesado e sombrio: a guerra colonial.
“Utopia” – José Afonso
À primeira audição, desconfiamos dos sintetizadores atmosféricos de “Utopia”, como se fosse um corpo estranho à obra do Zeca. Mas quando percebemos o quanto aquela electrónica nebulosa traduz o éter das próprias palavras, tudo, de repente, ganha sentido. Até os…