Mavis Staples – Sad and Beautiful World (2025)

Sad and Beautiful World é um álbum coeso, que pega em boas músicas e transforma-as em novas músicas, tanto ou mais bonitas do que as originais.

2005 / 2025 – As Escolhas de: Ana Lúcia Tiago

Desafiámos os nossos escribas a fazer a difícil escolha de selecionar um álbum, uma banda/artista, uma música, um concerto e um artigo escrito no altamont que os tenha marcado, nestes últimos 20 anos. Poderão vê-las no decorrer das próximas semanas,…

Jorge Palma – Voo Nocturno (2007)

Este foi o disco que o salvou. Só por isso, merece um destaque especial. Voo Nocturno foi o início de um novo tempo para o nosso Jorge Palma. Encostou-se a nós e assim ficou até hoje.

Jorge Palma – Jorge Palma (2001)

Passaram muitos anos até Jorge Palma dar corpo a um novo álbum. O primeiro longa duração de temas inéditos do presente século revelou um músico em muito boa forma e trouxe mais alguns clássicos para o futuro

“The Piano Has Been Drinking (Not Me) (An Evening With Pete King)” – Tom Waits

Um desajustado com uma escrita vivida, uma entrega vocal única, uma capacidade para escrever canções altamente teatrais e um humor cáustico e bizarro.

“Town With No Cheer” – Tom Waits

A balada “Town With No Cheer” é tão linda como triste. Conta a história de uma cidade esquecida pelo mundo, onde nem sequer há o raio de um tasco onde se possa afogar as mágoas.

Tom Waits – Blood Money (2002)

Blood Money, o disco onde a voz, rouca e soturna, de Tom Waits, e o jazz espreitam por entre um ambiente teatral de fumo de cigarro e luz baixa.

“Soldier’s Things” – Tom Waits

“Soldier’s Things”, apesar de encontrar guarida no excêntrico Swordfishtrombones, é uma bonita balada que não destoaria em Blue Valentine. A vinheta é comovente: uma mãe vendendo os pertences do seu filho morto na guerra.

Tom Waits – Alice (2002)

Alice é um álbum muito especial na carreira de Tom Waits, pelo menos para nós, que o adoramos. Tem o superlativo génio que lhe reconhecemos e apresenta-nos baladas que parecem vir de outro mundo, de tão belas e de tão frágeis.

“You Can Never Hold Back Spring” – Tom Waits

Tom Waits foi fazendo, aqui e ali, aparições em filmes, e esta canção é uma que marca uma dessas aparições, já que a toca durante o filme, num momento incrível de “O Tigre e a Neve”, de Roberto Benigni.

Tom Waits – Mule Variations (1999)

Mule Variations é mais uma obra maestra da discografia de Tom Waits. Na transição do século, o mago norte americano fez-se a caminho numa mula sonora irrepreensível. Sorte a nossa, de podermos trilhar vezes sem conta todos os apeadeiros de tão maravilhosa viagem.

“Shore Leave” – Tom Waits

O chiar de uma cadeira a arrastar em “Shore Leave” sabe ao vanguardista Harry Partch. Narrada por um marinheiro desembarcado em Hong Kong, é a canção mais bonita que conheço sobre a saudade: “and I wondered now how the same…

Tom Waits – Bone Machine (1992)

O músico de Swordfishtrombones atirou-se a Bone Machine irritado com a vida – o normal, portanto – e ficou entusiasmado por gravar num estúdio de cimento pequeno e com uma caldeira.

Tom Waits – Night on Earth (1991)

Do jazz de valeta às valsas quebradas, na banda sonora de um excelente filme de Jim Jarmusch.

“Eggs And Sausage (In A Cadillac With Susan Michelson)” – Tom Waits

Um dos momentos mais icónicos de Tom Waits, ao piano com um jazz swingante de fundo em cima do qual Waits vai lançando o seu rap beat letrado mas humorístico (com inúmeras tiradas inesquecíveis), dando largas à sua vertente de…

Tom Waits – Franks Wild Years (1987)

O lado B do sonho americano, num disco que fecha talvez a triologia mais inspirada da carreira de Waits

“Walking Spanish” – Tom Waits

A groovy “Walking Spanish” – Captain Beefheart para o povo – tem uma bazófia irresistível. John Luria – líder dos Lounge Lizards e amigo de Waits – ajuda no saxofone.

Tom Waits – Rain Dogs (1985)

Rain Dogs é um Swordfishtrombones em esteróides, demente e circense como o seu antecessor mas agitado e nervoso como a Nova-Iorque onde foi gravado.