Carlos Lopes
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O autor destas linhas tem já idade para ter (algum) juízo, e isso deve notar-se, assim o espero. Os seus gostos variam, como será fácil perceber. Para além da paixão pela música, o escriba deste texto é professor de Português e Literatura Portuguesa, e é assim que ganha a vida. Com a música ganha o céu, o que já não é pouco. Tem um blog há já seis anos (http://i-blog-your-pardon.blogspot.pt/) onde escreve alguma coisa para pouca gente ler.

Jesca Hoop – Memories Are Now (2017)

Memories Are Now é surpreendente. Com este álbum, Jesca Hoop faz-nos ganhar o céu, e isso é coisa rara de acontecer.

“The World’s Strongest Man” – Scott Walker

Agora entramos no plano das vozes e das canções míticas, aquelas que nos podem salvar do mundo em apenas dois ou três versos: “And didn’t you know that I’m not the world’s strongest man / When it comes to you and your world I’m lost”. É tudo tão bonito e simples, que parece fácil. Mas não é. Nem é sequer humano o que aqui se ouve: é divino!

“Espíritu Olímpico” – Los Planetas

Canção do Dia: “Espíritu Olímpico” – Los Planetas

“Um Índio” – Caetano Veloso

Depois da distante data do “achamento”, os índios foram sofrendo na pele os massacres que desumanamente lhes foram impostos. Mas um dia, mais cedo ou mais tarde, eles regressarão “Em átomos, palavras, alma, cor / Em gesto, em cheiro, em sombra, em luz, em som magnífico”.

“Los Ídolos No Comen” – Sr. Chinarro

Gosto desta canção. Gosto muito. Pelo embalo, pela sombra na voz de Antonio Luque, que mais se insinua do que canta. Gosto dos meus ídolos, alimento-me deles e daquilo que eles me dão.

“Terra das Palmeiras” – Taiguara

Taiguara é um monstro esquecido da música popular brasileira. “Terra das Palmeiras” é apenas um bom exemplo desse escandaloso esquecimento. Um tesouro. Há outros, muitos outros igualmente capazes de “em outras línguas te acordar”.

Playlist da Semana: Diversidade

Los Planetas, Sr. Chinarro, Julian Cope, Manu Chao, Benjamin Biolay, Caetano, Tom Zé, Milton, Kevin Ayers, Robyn Hitchcock, Blondie e Creedence Clearwater Revival. Há espaço para muita e boa música. É só dar-lhe som…

Taiguara – Imyra, Tayra, Ipy (1976)

Imyra, Tayra, Ipy é um assombro! Um disco verdadeiramente único, um autêntico ovni que surgiu no panorama da MPB em 1976, para ir desaparecendo quase sem deixar rasto.

Pedro Luís e A Parede – Astronauta Tupy (1997)

Astronauta Tupy é um bloco de som que não larga os ouvidos que lhe quiserem dar a devida atenção. Tudo nele mexe, tudo nele salta, tudo nele se ajeita para uma festa carioca que vale um tesouro.

GNR || Casino Estoril

Ontem, a noite foi feita a olhar para trás, para os 35 anos de carreira da melhor banda pop-rock da nossa história elétrica. E foi muito bom, efectivamente.

Julian Cope – Drunken Songs (2017)

É sempre um prazer voltar a Julian Cope! No caso específico de Drunken Songs, o prazer expande-se por canções etílicas, todas elas com aromas e sabores muito particulares, produtos de destilações sonoras sóbrias e tranquilas.

Egberto Gismonti, Charlie Haden e Jan Garbarek – Folk Songs (1981)

Há que reconhecer que um trio como este – Gismonti, Haden e Garbarek – só pode produzir coisas boas e surpreendentes. Folk Songs é a prova disso mesmo. Quando nos metemos com os grandes, saímos sempre vitoriosos.

Lula Pena – Archivo Pittoresco (2017)

Lula Pena voltou, e isso é sempre um acontecimento. Com Archivo Pittoresco muda-se um pouco a geografia sonora, mas o destino é sempre o mesmo: um passeio pelo seu mundo.

Conversas Valencianas

O Altamont entrevistou Alceu Valença, músico, poeta e cineasta que nos próximos dias se apresenta em Lisboa e Porto para nos mostrar o show Vivo! Revivo!

Carne Doce revelam vídeo bastante íntimo

A canção “Eu Te Odeio” consta do segundo disco da banda (Princesa, 2016), e é uma delícia de se ouvir e de se ver. O casal Salma Jô e Macloys Aquino vão trocando a (pouca) roupa que têm no corpo, sempre em slow motion, exibindo a nudez dos corpos molhados pela água do chuveiro.

Brian Eno – Reflection (2017)

Brian Eno volta às brincadeiras sérias ao redor dos silêncios. Reflection abriu 2017 propondo-nos um caminho de paz e reconciliação.

Amon Düül II – Yeti (1970)

Yeti é um monstro sonoro que precisa de amigos. É, igualmente, uma explosão de sons, um cardápio de experimentalismo musical, um festim psicadélico e um banquete de drogas lisérgicas.

The Moody Blues – Long Distance Voyager (1981)

Quando os anos oitenta ameaçavam muitos daqueles que nas décadas passadas haviam produzido os seus melhores discos, Os The Moody Blues fizeram-se ao caminho, e ao décimo álbum deram uma enorme prova de vida.