Zeca Afonso vira o volante em Contos Velhos, Rumos Novos, álbum lançado no último ano da década de 60. Com um pé na tradição popular, o outro atira-o para longe, embora também bem perto: África surge como sotaque musical, e é essa novidade sonora do disco.
“Menina dos Olhos Tristes” – José Afonso
Tudo é de finíssimo recorte, aqui. A voz, a melodia e as palavras que lembram que há gente que não volta da guerra, gente que se perdeu num rumo que não escolheu, mas que lhe foi imposto.
José Afonso – Cantares do Andarilho (1968)
O segundo disco de Zeca Afonso é o alicerce para uma nova música popular portuguesa. E quando as raízes são fortes e profundas, a possibilidade de crescimento agiganta-se.
José Afonso – Baladas e Canções (1964)
Baladas e Canções tem os seus particulares encantos, mesmo que distante dos brilhos alcançados nos tempos futuros.
Cassete Pirata: semear ventos para colher a bonança
Entrevista com João Firmino, vocalista e compositor, sobre o disco conceptual que acaba de lançar com os Cassete Pirata.
Sérgio Godinho: uma vida a musicar as nossas vidas
Não há forma de pagar o tanto que Godinho nos deu, a banda sonora das nossas vidas, musicando com as suas palavras certeiras o nosso quotidiano, todas as nossas pequenas e grandes derrotas e vitórias diárias.
Sérgio Godinho – Aos Amores (1989)
Godinho volta ao amor, aos retratos sociais e aos grandes temas, no seu último registo da década de 1980 No final da década de 80, havia mudanças à vista. Depois da edição de Os amigos de Gaspar – uma espécie…
Sérgio Godinho – À Queima-Roupa (1974)
O disco mais político de Sérgio Godinho, nascido bem no meio do 25 de Abril de 1974.
“Cantares de José Afonso” já está disponível online pela primeira vez
Cantares de José Afonso foi editado pela primeira vez em vinil em 1964, e contém quatro temas originais, com destaque para “Ó Vila de Olhão”. O EP inclui ainda canções como “Coro dos Caídos”, “Maria” e “Canção do Mar”.
Luís Severo – Luís Severo (2017)
Em apenas oito canções, Luís Severo afirma-se como certeza cada vez maior da música nacional. Um disco simples, que parte da estreita relação entre piano e voz, mas rapidamente levanta voo e faz uma ponte entre a Lisboa de hoje e de há 40 anos.
Canção do dia: Já o Tempo Se Habitua – B Fachada
Para fechar a semana em jeito de pescadinha de rabo na boca, ficamos com outra faixa de Zeca Afonso, mas desta vez pelas mãos e voz de B Fachada. “Já o Tempo Se Habitua” é a cover com que o…
“Coro da Primavera” – Zeca Afonso
E com esta música nas orelhas, gritemos de peito cheio com a força renovada que a liberdade conquistada em 1974 nos deu: 25 de abril sempre! Fascismo nunca mais!
Altamont Entrevista: Beautify Junkyards
Já os conhecemos há quase dois anos, já os vimos ao vivo, já escutámos o primeiro álbum. Mas agora eles regressam, com o primeiro trabalho de originais (à venda a partir de 27 de Abril) e foi este o pretexto…
Reportagem: B Fachada || Salão Brazil
O papel a dizer “Lotação Esgotada” na porta do Salão Brazil fazia-nos prever uma noite animada, de uma maneira que só B Fachada conseguiria. E, claro, toda ela feita em fachadês. O concerto começou com uma versão de «Afro-Xula» ao piano, só…
Altamont Entrevista: Lavoisier
Fomos à cidade-natal – Odivelas – de Roberto Afonso e Patrícia Relvas (Lavoisier) ouvi-los dar uma lição sobre emigração, ser músico português (no estrangeiro) e como é sentir na pele o património da música tradicional e popular portuguesa. A hora…
B Fachada – B Fachada (2014)
Depois do intervalo intimista de O Fim, B Fachada apanha-nos onde Criôlo nos tinha deixado: uma caldeirada de folclore português, kizomba e electrónica qual Beck comendo uma dançarina minhota numa discoteca de Luanda. Fachada já explicara antes o empreendimento que…