2005 / 2025 – As Escolhas de: Duarte Pinto Coelho

Desafiámos os nossos escribas a fazer a difícil escolha de selecionar um álbum, uma banda/artista, uma música, um concerto e um artigo escrito no altamont que os tenha marcado, nestes últimos 20 anos. Poderão vê-las no decorrer das próximas semanas,…

Rádio Clube Altamont #28 – Capitão Fausto | Nas | Capitães de Abril

Passou o mês de Abril e os capitães tomam conta do Rádio Clube Altamont – uns tais de Capitão Fausto decidiram trazer-nos uma Subida Infinita, já os de Abril ofereceram-nos a liberdade. Da terra do Capitão América trazemos Nas e…

A história do único encontro entre Amália e Zeca Afonso

Só em 1984, Amália Rodrigues e José Afonso se encontraram, pela primeira e única vez.

Vitorino – Semear Salsa ao Reguinho (1975)

Em pleno PREC, Vitorino estreia-se em disco com uma carta de amor ao seu Alentejo.

“Venham Mais Cinco” – José Afonso

“Venham Mais Cinco” quase serviu de segunda senha para a Revolução, não estivesse a música proibida pela censura. “Grândola, Vila Morena” tomou-lhe o lugar, mas não lhe tirou o estatuto de clássico. O Dia da Liberdade é de todos, mas…

Fausto – Por Este Rio Acima (1982)

Tanto tempo depois, Por Este Rio Acima continua o que sempre foi, uma obra absolutamente incrível de um músico genial, no seu topo de forma.

Rádio Clube Altamont #2: Zeca Afonso | Black Country, New Road | Dave Grohl

Rádio Clube Altamont, parceria Altamont.pt e Futura – Rádio de Autor coloca este mês em cima da mesa “Cantigas do Maio”, disco de Zeca Afonso que será alvo de re-edição, o novo disco de uma das bandas britânicas do momento…

José Afonso – Ao Vivo no Coliseu (1983)

A despedida de Zeca, já debilitado pela doença, dos palcos, numa noite de lágrimas e vozes ao alto.

“Grândola, Vila Morena” – José Afonso

O povo português, em forma de canção.

“Canarinho” – José Afonso

“Canarinho” é, provavelmente, o tema mais experimental em todo o cancioneiro de José Afonso: minimalista e hipnótico, repetindo-se de uma forma obsessiva, como quem desbasta caminho numa selva, encontrando sempre o mesmo estonteante calor húmido.

“Maio Maduro Maio” – José Afonso

A flauta de “Maio Maduro Maio” é delicada como uma brisa fresca.

José Afonso – Com as Minhas Tamanquinhas (1976)

Com as Minhas Tamanquinhas troca a poesia cuidada dos discos anteriores por um estilo panfletário mas imaginativo. Uma crónica vivida da revolução de Abril. Primeiro andamento: o sonho do PREC. Segundo andamento: o fim da festa.

José Afonso – Coro dos Tribunais (1975)

O primeiro disco de Zeca após o 25 de Abril é um dos seus melhores, mesmo que tenha resistido à tentação de, a quente, servir de crónica aos dias da Revolução.

José Afonso – Venham Mais Cinco (1973)

O disco mais arrojado de Zeca foi o último editado durante a ditadura. Trouxe uma revolução na secção rítmica e aperfeiçoou tudo o que o músico tinha fundado anteriormente.

José Afonso – Eu Vou Ser Como a Toupeira (1972)

A casa de “A Morte Saiu à Rua” é um tratado de como ser político sem ser panfletário, num disco que continua fresco, lírico e incontornável.

José Afonso – Cantigas do Maio (1971)

Cantigas do Maio não é só o melhor álbum do Zeca. É o nosso melhor disco, ponto. O momento em que o seu bonito projecto – de reinvenção profunda da música tradicional portuguesa – atinge o seu auge poético.

“Ronda das Mafarricas” – José Afonso

A profana “Ronda das Mafarricas”, com as suas quatrocentas bruxas e o chibo velho a dançar no adro, tem letra do pintor António Quadros. O berimbau de boca e as sílabas insólitas inventadas pelo Zeca acentuam a estranheza pagã de todo o imaginário.