Mais erótica do que temerosa, mais blasfema do que sagrada, Anna von Hausswolff faz do órgão um instrumento de auto-veneração. Mas Dead Magic é um requiem de música extrema que esmurra como se o ouvissemos da nossa própria sepultura. Do nascimento…
“Everything Means Nothing to Me” – Elliott Smith
E assim nasceu uma das maiores canções do novo milénio, do nada. Da indiferença.
Playlist da Semana: Os regressos de 2018
Entremos em 2018, mais um ano com certeza recheado de boa música.
Angus & Julia Stone – Snow (2017)
Snow é uma colecção agradável de 12 temas de folk orelhuda e sensível. Contudo, é tudo menos memorável.
“Bad Liver and a Broken Heart” – Tom Waits
Canção do Dia: “Bad Liver and a Broken Heart” – Tom Waits
“I Want It I Need It (Death Heated)” – Death Grips
Canção do dia: “I Want It I Need It (Death Heated)” – Death Grips
Canção do Dia: “La Prima Estate” – Erlend Øye
Canção do Dia: “La Prima Estate” – Erlend Øye
Playlist da Semana: Calor
É oficial: as festas começaram. Com a despedida da Primavera, as brisas acalmam-se e o sol fica mais vaidoso. Lisboa veste-se de Santo António – com sardinhas no prato, cerveja na mão e tonsura no couro cabeludo – e o Porto de…
Fleet Foxes – Crack-Up (2017)
Passados seis anos, o regresso dos Fleet Foxes é difícil e incrível. Crack-Up é a continuidade natural de Helplessness Blues, com tónica nos fragmentos mais atonais da banda. O bucolismo típico de músico-lenhador permanece, mas não há refrões.
Father John Misty – Pure Comedy (2017)
Father John Misty armadilhou Pure Comedy de desconforto, garantindo que um dia estaremos moribundos. Mas tal não passa de uma nota de rodapé: o que nos amarra à infelicidade não é a mortalidade, mas sim algumas formas de entretenimento que nos distraem de sermos livres. É a derradeira pregação que este pastor sempre quis apresentar ao seu caótico rebanho.
Thundercat – Drunk (2017)
Em Drunk, Thundercat compacta a fragilidade humana em 23 canções. Na companhia de amigos, como Kendrick Lamar e Pharrel Williams, o virtuoso baixista mostra ao terceiro disco como a neo-soul soa amarga quando não fala de amor.
Salto – Passeio das Virtudes (2016)
Com mais dois membros, os Salto tornaram-se orgânicos e ácidos. Falam menos de desamor e mais de vida/morte. Mas ainda falam de amor. Se a vida depois da morte for uma festa numa “cidade branca” repleta de música negra, então os Salto instituíram em 2016 um credo novo. Se substituir versículos por canções e vestes rasgadas por sintetizadores, verá que Passeio das Virtudes é uma epopeia (quase) bíblica.
Passatempo Altamont: Rama em Flor – dia 9
Entre os dias 7 e 17 de Setembro, Lisboa veste-se de todas as cores. A primeira edição do festival Rama em Flor, organizado pela Maternidade e pela ZDB, trará concertos, debates sobre identidade de género e sexualidade, e filmes sobre activismo…