Ainda no rescaldo do falhanço de Smile e com as tensões que caracterizam este período da sua carreira, os Beach Boys presentearam 1968 com um álbum tão digno como obscuro.
The Beach Boys – Summer Days (And Summer Nights!!) (1965)
Cedendo a pressões da editora, os Beach Boys deram um passo atrás na sua ascensão ao Olimpo. Não queriam muito, mas aceitaram voltar a fazer um disco sobre noites de Verão e miúdas giras. Daqui resultaram vários singles intemporais, mas depois disto, deram dois passos em frente.
The Beach Boys – The Beach Boys Today! (1965)
Uma obra belíssima a dois andamentos, o primeiro alegre e rápido, o segundo lento e soturno, anunciando a melancolia gourmet de Pet Sounds.
The Beach Boys – All Summer Long (1964)
O verão são três de doze meses de cada ano, mas vive eternamente nesta meia hora que os Beach Boys, em 1964, forjaram com raios do sol californiano e melodias que sabem a lambidelas num gelado fresquinho.
The Beach Boys – Shut Down Vol. 2 (1964)
Shut Down Vol. 2 é inconstante, entre músicas absolutamente desnecessárias e momentos gloriosos, resultado da genica de gente que ainda nem chegara ao quarto de século.
The Beach Boys – Surfer Girl (1963)
Lançado em setembro de 1963, Surfer Girl, terceiro longa-duração da banda, marcou o momento em que os Beach Boys começaram a querer deixar de ser apenas “aqueles miúdos das harmonias sobre surf”, e começaram a mostrar ambições artísticas mais sérias.…
The Beach Boys – Surfin’ Safari (1962)
O álbum de estreia dos Beach Boys é um aperitivo do que poderia acontecer nos anos seguintes como legado para a História da Música. Mesmo que o génio de Brian Wilson não tenha (também) os créditos da produção, veio a saber-se que já nessa altura cuidava de tudo.
Mãeana – Mãeana 2 (2021)
O segundo rebento de Mãeana chega com a mesma dose de encantamento do seu primeiro momento de maternidade. Resta-nos recebê-lo de braços abertos.
The Velvet Underground – White Light/White Heat (1968)
Ainda as flower girls de Manson não haviam cortado Sharon Tate em pedacinhos, já os Velvet suspeitavam que havia algo de profundamente pueril na utopia hippie. White Light/White Heat nem chega a ser desencantado porque nunca teve ilusões.
Os olhos nas linhas de Steve Gunn
Foram duas, as vezes que o muito amável e respeitável Steve Gunn falou com o Made of Things/Altamont sobre o disco “Eyes on the Lines”. Com o lançamento recente do novo disco The Unseen in Between, relembramos o disco anterior…
TOY – Clear Shot (2016)
Ao terceiro álbum, os TOY penduram o casaco kraut/psych/shoegaze para vestir algo que é tudo isso e muito mais: em Clear Shot, a banda encontra uma voz que, já sendo muito sua, passa a sê-lo a 100%. É único, pessoal…
Playlist da Semana: 25-07-2016
A playlist desta semana, começando e acabando com retalhos de 2016, completada com caminhos que me trouxeram até aqui, aconselha-se para momentos esparramados numa cadeira em frente a uma ventoinha, corridas para dentro do mar, na praia, para o desenvolvimento de um amor…
Animal Collective – Strawberry Jam (2007)
Em 2007 os Animal Collective já tinham passado as fronteiras de fenómeno de nicho e, lentamente, faziam o seu caminho rumo ao reconhecimento generalizado e aos corações da comunidade melómana. Contudo, este foi um ano importantíssimo para o grupo de…
Animal Collective – Sung Tongs (2004)
Da fogueira acenderam canções, dos ramos que atiçavam as labaredas baquetas fizeram, em xamânicos rítmicos ritos desconcertaram e convocaram índios, bestas e fadas. Esse era a história até 2004. Com Sung Tongs, lançado nesse mesmo ano, os Animal Collective mudavam as regras do jogo:…
Canção do dia: I Just Wasn’t Made For These Times – The Beach Boys
Já muito foi dito sobre Pet Sounds. Também já se deve ter dito, provavelmente, que os Beach Boys devem ter tido dos três anos mais profícuos da História da Música (1966, 1967, 1968) – que curiosamente coincidiram com os anos…
The Polyphonic Spree – The Beginning Stages Of… (2002)
De quando em vez volto a ouvir este disco e todas essas vezes que o oiço um sorriso entreabre-se nos meus lábios. Há qualquer coisa de impoluto, ingénuo mas genuíno neste álbum. Se calhar é a minha costela de hippie…