O punk português, nascido timidamente em 77, foi quase sempre um fenómeno subterrâneo. No entanto, por um breve período, entre a segunda metade dos eighties e a primeira dos nineties, o punk emergiu à superfície com uma pujança surpreendente. Foi…
One Plus One [Sympathy For the Devil] (1968)
Era o tempo do do cinéma vérité e a câmara de Godard estava agora determinada em captar um pouco de verdade. Nada é programado, nada é ensaiado; e assim a dinâmica interna dos Stones no tumultuoso ano de ’68 vai sendo revelada.
Canção do Dia: Peste & Sida – Maldição
O ponto de partida foi um trocadilho com a canção dos Mão Morta “É Uma Selvajaria”, desabafo contra o primitivismo tribal do serviço militar obrigatório. Luís Varatojo começou a brincar com a frase até chegar a “Maldição na Cervejaria”. A…
“Com Um Brilhozinho nos Olhos” – Sérgio Godinho
uma canção de amor com a sua icónica referência ao consumo de haxixe. Roda o joint, Sérgio.
David Bowie – The Rise & Fall of Ziggy Stardust and Spiders From Mars (1972)
Por detrás da aparente inocência do mundo da pop, esconde-se uma cruel sociedade de castas. Na base da pirâmide, encontram-se milhares de discos tão saborosos como irrelevantes, usados e logo descartados, de tal maneira que ninguém se lembra deles na…
Canção do Dia: Lulu Blind – Rita Hot Pussy
Entre o experimentalismo dos Santa Maria Gasolina Em Teu Ventre e a sofisticação dos Dead Combo, Tó Trips teve ainda tempo para a rockalhada suja e crua dos Lulu Blind. “Rita Hot Pussy” era a sua canção-bandeira.
Canção do Dia: The Velvet Underground – Who Loves The Sun
Quando pensamos nos Velvet Underground, vêm-nos à cabeça guitarras sujas, violinos distorcidos e muito ruído. Mas os Velvet também tinham um lado pop e luminoso. “Who Loves the Sun” revela essa faceta doce da banda que inventou o underground.
Mão Morta – Pelo Meu Relógio São Horas de Matar (2014)
Não é comum uma banda sobreviver ao atrito de trinta anos. Menos comum ainda é uma banda nos surpreender depois de tantos anos e discos. Com o novo e polémico Pelo Meu Relógio São Horas de Matar, os Mão Morta…
Canção do Dia: Mão Morta – Lisboa
Em ’92, os Mão Morta fizeram o brilhante Mutantes S 21, álbum conceptual onde cada canção corresponde a uma cidade, um diário de viagens pela geografia da noite e do errado. A cidade portuguesa que abre o disco é “Lisboa”…
Canção do Dia: Elvis Presley – Heartbreak Hotel
Há muitas canções anglo-saxónicas que traduzidas para português perdem a sua força original. Pensem, por exemplo, no “Let It Be” dos Beatles que se transformaria num horrendo “deixa estar”. Outras canções, porém, ganham um glamour inesperado com a tradução para…
Canção do Dia: The Strokes – Tap Out
Se a banda de Angles e Come Down Machine continua a fazer boa música? Eu acho que sim mas com um pequeno grande problema: já não são os Strokes. O rock cru e sujo que os definia foi substituído por uma abordagem limpinha e…
“What’s He Building” – Tom Waits
Nesta spoken-word do álbum Mule Variations (’99), a simpatia de Waits não recai sobre o narrador (um cidadão normal, vigiando um vizinho misterioso) mas sim para o pobre do vizinho acossado pela sua vizinhança conservadora. Waits aponta assim a sátira…
Canção do dia: Life On Mars? – David Bowie
Se a obra de Bowie é plural na sonoridade e na encenação dramática, é surpreendentemente una a nível dos grandes temas que sempre o obcecaram: o isolamento, a desadaptação e a não pertença sempre acompanhados pelo desejo de escape e…
Canção do Dia: Pop Dell’Arte – Juramento Sem Bandeira
João Peste dos Pop Dell’Arte e Adolfo Luxúria Canibal dos Mão Morta sempre foram as duas figuras mais carismáticas do underground português. Peste representa o lado frágil e andrógino da equação, combatendo o sistema com flores e glamour. Adolfo dá…
Canção do Dia: David Bowie – Changes
Apesar do génio de Hunky Dory, ainda não foi em ’71 que Bowie conheceu o sucesso (este só chegaria no disco seguinte, o futurista The Rise And The Fall Of Ziggy Stardust And Spiders From Mars). Apesar disso, o seu…
Reportagem: A Naifa || Teatro Tivoli
Parece que foi ontem mas já cá cantam dez anos desde que A Naifa lançou o icónico Canções Subterrâneas. Tenho uma grande admiração por esta banda, talvez a mais conceptual das bandas portuguesas. O seu conceito é tão arrojado como…
Canção do Dia: Peste & Sida – Alerta Geral
“Alerta Geral” abre o segundo disco dos Peste – Portem-se bem. Estávamos em 89, auge do cavaquismo, e um ambiente carregado de autoritarismo bafiento pairava no ar. Cargas policiais ao despropósito eram então comuns, dando sentido às palavras dos Peste:…
Canção do Dia: Crosby, Stills, Nash & Young – Helpless
“Helpless” é cantada e escrita por Neil Young. Alguns anos depois, Dylan roubou-lhe os acordes. Chamou-lhe “Knocking on Heaven’s Door”.