O disco de afirmação de um libanês que é uma máquina a fundir funk, afrobeat, música árabe e psicadelismo, tudo pintado com a elegância de banda sonora de um filme italiano.
Jovanotti – Il corpo umano VOL.1 (2025)
Um excelente trabalho que sintetiza quase tudo o que o Jovanotti fez na sua carreira, e que nos faz dançar e sentir.
Khruangbin – A la sala (2024)
Um disco que nos sacia mas que mostra uma banda numa encruzilhada estética. Será que a fórmula chegou ao fim? Os Khruangbin andam por aí há perto de dez anos, com um buzz que foi crescendo progressivamente e que terá…
Yma Sumac – Voice of the Xtabay (1950)
Uma cantora inca com uma amplitude vocal absurda anuncia-se ao mundo e torna-se a rainha da exotica.
Rão Kyao – Estrada da Luz (1984)
Estrada da Luz foi um fenómeno estranho, um disco instrumental do nosso pioneiro da “world music” que foi um sucesso comercial e de crítica.
Nitin Sawhney – Immigrants (2021)
Nitin Sawhney dá-nos em Immigrants um poderoso e bonito documento sobre o mundo que temos e o que queremos Foi em 1999 que, apanhando a boleia da popularidade do trip-hop e da world music, Nitin Sawhney esteve mais perto de…
M.I.A. – Kala (2007)
Tudo é desmedido em Kala: mil tambores festejando a união de todas as tribos, timbres estridentes desafiando os tímpanos, uma voz blasé e insolente com quilos de swag.
Anoushka Shankar – Reflections (2019)
O mundo de Anoushka Shankar é um feitiço que se nos cola, que consegue soar ao mesmo tempo moderno e intemporal.
Nitin Sawhney – Beyond Skin (1999)
O seu poder está na suspensão, nem que seja provisória, do nosso cinismo. Durante 58 minutos voltamos a ter compaixão pelo mundo.
Como um gato do Japão: as sete vidas que Bowie nos deu
Há tanta heterogeneidade no seu percurso – no estilo de vida, aparência, sexualidade, drugs of choice, música que fez – que parece que Bowie não viveu uma vida mas muitas, “like a cat from Japan”, como o próprio nos chamou a atenção em “Ziggy Stardust”.
Rabih Abou-Khalil – Songs For Sad Women (2007)
O momento político que atravessamos é espesso. Não se antevêem unanimidades, acordos tácitos nem muito menos cooperação. Andam todos de candeias às avessas, os impérios assustados e os líderes perseguidos. A História, essa é sempre a mesma: desde os Acádios…