Na sua 12ª passagem por Portugal, os Franz Ferdinand, com Alex Kapranos como figura central, trouxeram o bom e velho indie rock de volta, mostrando-se mais frescos e dinâmicos do que nas suas últimas actuações. Lisboa agradeceu e saiu bem satisfeita.
Sociedade da Grã-Ordem Kavernista – Sessão das 10 (1971)
Em 1971, um quarteto de músicos, praticamente desconhecidos, gravou uma pérola, recheada de humor e criatividade. Sessão das 10, lançado no meio da ditadura brasileira, é um retrato dos tempos, com ironia suficiente para fugir à censura.
“Metamorfose Ambulante” – Raul Seixas
Entre misticismo, crescimento e amor, a canção deambula, polvilhada com toques lisérgicos, sobre estes temas, sob a batuta do grande messias do rock brasileiro.
The Beach Boys || Jardins do Marquês 2022
Numa noite bem fria e ventosa, Mike Love e os seus “Beach Boys” trouxeram um pouco do calor da Califórnia, num concerto carregado de nostalgia e de boas vibrações.
Wings – Wild Life (1971)
Wild Life soa exactamente ao que pretendeu ser: um conjunto de canções honestas, despretensiosas, e divertidas. Os anos 70 estavam a começar a descolar e Paul estava pronto para embarcar.
Creedence Clearwater Revival – Mardi Gras (1972)
O sétimo e último disco da carreira dos Creedence Clearwater Revival, Mardi Gras, é o espelho de uma banda batida e desintegrada. Com a saída de Tom Fogerty, estava claro que a banda não tinha pernas para continuar.
“The Dripping Tap” – King Gizzard & The Lizard Wizard
“The Dripping Tap”, com os seus longos 18 minutos – a mais longa canção dos K.G., leva-nos numa montanha russa de sensações e estilos que tão bem os australianos conseguem fazer. Uma experiência sensorial que tem de ser sentida.
“Chaise Longue” – Wet Leg
“Chaise Longue”, primeiro single do seu disco homónimo, traz uma frescura e uma despreocupação que nos sabe tão bem.
“Traps” – Bloc Party
“Traps”, single inicial de Alpha Games, é uma bela canção indie rock, pujante, com todos os ingredientes que nos fizeram ser agarrados de imediato pelos Bloc Party. Um bom regresso.
“Flyin (like a fast train)” – Kurt Vile
Um ano em que haja novo disco de Kurt Vile é sempre um ano positivo. O singer/songwriter slacker mais cool de sempre regressa com (watch my moves), de onde retiramos esta “Flyin (like a fast train)”, que mantémo seu lado…
“Age of Anxiety I” – Arcade Fire
Uma canção incrível, como só os Arcade Fire conseguem gerar.
Playlist da Semana: O melhor de 2022… so far
Aproveitando o facto de estarmos a chegar a meio do ano decidimos olhar para o que andámos a ouvir desde Janeiro até agora para fazer um balanço dos lançamentos de 2022.
Arcade Fire de volta a Portugal em dose dupla
Os Arcade Fire vêm apresentar o seu novo álbum nos dias 22 e 23 de setembro no Campo Pequeno em Lisboa
Red Hot Chili Peppers – By The Way (2002)
Depois de terem colhido todos os louros de Californication, os Red Hot dão a permissão a John Frusciante para traçar o rumo a seguir. By The Way é um disco luminoso, melódico e pop, sem nenhum dos defeitos que estes termos poderiam vir a sugerir.
“Can’t Stop” – Red Hot Chili Peppers
Com um crescendo incrível até acabar num groove bem típico dos Red Hot, “Can’t Stop” mantém a (boa) toada pop que a banda californiana trouxe após Californication, não esquecendo a sua génese funk-rock-rap do seu início de carreira.
The Coral – Coral Island (2021)
Ao décimo disco da carreira, os Coral regressam à boa forma com Coral Island, que conta a história de uma cidade imaginária, tornada viva pelas nossas memórias de infância.
Paul McCartney – RAM (1971)
Ao seu segundo disco a solo, Paul McCartney lança as bases para aquele que viria a ser o seu futuro som com os Wings. RAM, mal recebido na altura, é uma belíssima colecção de canções, vindas de quem ainda sofria bastante com a ruptura dos Beatles.