A mamã tem razão, tu ouviste-a: não podes apressar o amor, só tens de esperar, o amor não vem por dá cá aquela palha, é um jogo de dar e tirar. Tu sabes isso, enfiaste isso na cabeça à martelada,…
“Loco in Acapulco” – Four Tops
Nesta nova semana, vamos dedicar as nossas canções do dia a esmiuçar algumas das canções que incluímos na playlist que acabámos de publicar – com uma pequena exceção preparada para sexta-feira, porque não é todos os dias que um dos…
“Nobody Knows the Trouble I’ve Seen” – Sam Cooke
“Nobody Knows the Troubles I’ve Seen”, de Sam Cooke, é todo um tratado sobre o sofrimento e a esperança. Quando canta “sometimes I’m up”, as notas sobem, cheias de luz e confiança. Quando, logo a seguir, confessa “sometimes I’m down”,…
“Do You Remember The First Time” – Pulp
Nesta semana com uma playlist intitulada Sexy Times e sobre sexo, será que se lembram da primeira vez? Em 1994 Jarvis Cocker e os Pulp faziam essa pergunta retória com uma história sobre homossexualidade.
“Generation Sex” – Divine Comedy
Perguntas indiscretas, voyeurismo, aparências e tablóides. Há também referências à morte da Princesa Diana, o que se formos a ver enquadra perfeitamente.
“Get Up (I Feel Like Being a) Sex Machine” – James Brown
Pai do funk e padrinho da soul, não se pode falar de canções carregadas de sexualidade sem lembrar James Brown.
“I Wanna Fuck You” – Snoop Dogg, Akon
Aqui sem rodeios e na versão original com pérolas como “D-O double G and I’m here to put this dick on you” ou ‘Cause pussy is pussy and baby you’re pussy for life”.
“I Wanna Be Yours” – Arctic Monkeys
Uma canção que comece com “I wanna be your vacuum cleaner / Breathing in your dust” tem de ser obrigatoriamente um clássico instantâneo. Canção retirada a AM de 2013 é bastante auto-explicativa no seu sentido
“Soldier’s Things” – Tom Waits
“Soldier’s Things”, apesar de encontrar guarida no excêntrico Swordfishtrombones, é uma bonita balada que não destoaria em Blue Valentine. A vinheta é comovente: uma mãe vendendo os pertences do seu filho morto na guerra.
“You Can Never Hold Back Spring” – Tom Waits
Tom Waits foi fazendo, aqui e ali, aparições em filmes, e esta canção é uma que marca uma dessas aparições, já que a toca durante o filme, num momento incrível de “O Tigre e a Neve”, de Roberto Benigni.
“Shore Leave” – Tom Waits
O chiar de uma cadeira a arrastar em “Shore Leave” sabe ao vanguardista Harry Partch. Narrada por um marinheiro desembarcado em Hong Kong, é a canção mais bonita que conheço sobre a saudade: “and I wondered now how the same…
“Eggs And Sausage (In A Cadillac With Susan Michelson)” – Tom Waits
Um dos momentos mais icónicos de Tom Waits, ao piano com um jazz swingante de fundo em cima do qual Waits vai lançando o seu rap beat letrado mas humorístico (com inúmeras tiradas inesquecíveis), dando largas à sua vertente de…
“Walking Spanish” – Tom Waits
A groovy “Walking Spanish” – Captain Beefheart para o povo – tem uma bazófia irresistível. John Luria – líder dos Lounge Lizards e amigo de Waits – ajuda no saxofone.
“Anywhere I Lay My Head” – Tom Waits
“Anywhere I Lay My Head” é triste, quase dilacerante, por carregar a mágoa funda da sua personagem: “onde quer que eu pouse a minha cabeça é onde faço a minha casa”…
“Alice” – Tom Waits
A suprema beleza de “Alice” esconde uma mente tortuosa, uma mente com terríveis instintos predadores. Esta é uma canção que trata do mais tenebroso dos assuntos, a pedofilia. No entanto, os versos e a melodia são de uma delicadeza poética…
“Downtown Train” – Tom Waits
“Downtown Train” sabe a Springsteen e é descaradamente pop. A sua voz, porém, é de gravilha e ferro enferrujado, e a letra tem negrume escondido: um doentio stalker perseguindo o seu “amor” para todo o lado.
“Lie to Me” – Tom Waits
Já ninguém esperava nada de Tom Waits quando lançou, em 2006, um álbum triplo Orphans: Brawlers, Bawlers & Bastards. Uma incrível coleção de canções de todo o espectro de sonoridades, e do qual ficou especialmente na retina esta rockeira “Lie…
“Singapore” – Tom Waits
“Singapore” tem uma teatralidade à Kurt Weill e versa sobre o rega-bofe de marinheiros aportados no extremo-oriente. A guitarra desengonçada de Marc Ribot evoca na perfeição os passos trôpegos dos seus protagonistas. Que delícia é saborear a sua sensibilidade anti-rock,…