Filipe Garcia
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Bicho de letras e de muitas ondas sonoras, cresci convencido que quanto mais pesado melhor era o rock, mas descobri a luz quando me apresentaram o Jazz e os blues. O indie é dispensável, as doses de rock não.

Machine Head || Coliseu dos Recreios

Manual de sobrevivência. Uma noite com os Machine Head.

“For What is Worth” – Liam Gallagher

Em ano de estreia a solo, Liam Gallagher voltou a colecionar elogios, voltou a brilhar com canções como só ele – por mais que isso custe ao mano Noel – sabe fazer. Tínhamos saudades.

“Believe” – Benjamin Booker

Ao rock, aos blues, juntou a soul e uma assinatura gravada em grandes canções. “Believe” torna tudo evidente.

Orelha Negra – Orelha Negra (2017)

Ao terceiro disco, os Orelha Negra afastaram-se dos loops orelhudos, fáceis, cirurgicamente desenhados para a rádio, para fazer dançar. Sem nunca passarem a fronteira para a música avessa ao circuito comercial, arriscaram e, sem grande surpresa, voltaram a ganhar.

“Tua Cantiga” – Chico Buarque

Nunca se dá por perdido um ano em que Chico Buarque nos brinda com música nova. E se 2017 foi, em várias escalas, um ano trágico, a verdade é que tivemos direito a Caravanas.

Playlist da semana: Blues de Natal

Quentinho. De barriga cheia. Entre sorrisos e vinho tinto. Com bacalhau e grão. Música baixinho, confortável, bem disposta mas sem euforias, melancólica, mas nunca derrotada. Do Ray à Ella, do Sufjan ao miúdo Bridges. Com a ajuda dos senhores Young, Waits e Clapton, aqui vai uma banda sonora para um Natal dos bons. Dos mesmo bons.

“Ohio” – Gary Clark Jr, Jon Batiste, Leon Bridges

Nasceu de um massacre, daqueles à americana, o original dos Crosby, Stills, Nash and Young. Reinava Nixon e hoje, no reino de Trump, são Gary Clark, Jon Batiste e Leon Bridges quem canta “Ohio”.

Xutos & Pontapés – Circo de Feras (1987)

Com Circo de Feras, os Xutos dão o salto para a primeira divisão do rock nacional. Os clássicos Contentores, Não Sou o Único, Vida Malvada e N’América, depressa os conduzem ao primeiro lugar.

The War on Drugs – A Deeper Understanding (2017)

A voz soa a algo entre Springsteen e Adams, Bryan não Ryan. A música dança entre o que, imagino, soariam as versões 2.0 de Waterboys ou Fleetwood Mac. E ainda assim, tudo nos War on Drugs soa a próprio. Fui…

Beck – Midnite Vultures (1999)

Já estrela no rock alternativo e embalado por Odelay e Mutations, até hoje tidos como dois dos seus melhores discos, imaginamos a angústia.

The Jimi Hendrix Experience – Are You Experienced (1967)

Gravado em 72 horas, entre três estúdios londrinos, com mais imaginação que equipamento e sem grande disponibilidade para cedências comerciais, quando Hendrix perguntou “Are You Experienced” o mundo reagiu.

“Chronology” – Ornette Coleman

Canção do dia: “Chronology” – Ornette Coleman

“Caravan” – Michel Petrucciani

Canção do dia: “Caravan” – Michel Petrucciani

“Eleanor Rigby” – Stanley Clarke

Canção do dia: “Eleanor Rigby” – Stanley Clarke

“Serenade to a Cuckoo” – Roland Kirk

Canção do dia: “Serenade to a Cuckoo” – Roland Kirk

Playlist da semana: Um passeio entre jazz

Entre Coltrane e Lagréne, por Tyner e Hancock, de Scofield a Reinhardt, um passeio entre jazz. Do clássico ao mais funky, com tom de bronx, com balanço brasileiro para acabar com ritmo de festa cigana, sempre para dar ao pé.

“Moanin’” – Tony Allen

O maior dos clássicos do líder dos Messengers, Moanin, pela bateria do Sr Afrobeat – mais que infalível, cinco minutos de jazz verdadeiramente gourmet.