86-91: Os Anos de Ouro do Punk Português

O punk português, nascido timidamente em 77, foi quase sempre um fenómeno subterrâneo. No entanto, por um breve período, entre a segunda metade dos eighties e a primeira dos nineties, o punk emergiu à superfície com uma pujança surpreendente. Foi o tempo em que toda a gente conhecia as canções dos Peste & Sida, Mata-Ratos e Censurados. Dedico estas palavras à memória de um dos principais protagonistas desta história: o grande João Ribas.

O nosso punk não teve origem numa só classe social. Dos pioneiros Aqui D’el Rock e Faíscas, os primeiros provinham da working class e os segundos, da classe média. Da mesma maneira, não se formou num só território: Olivais, Margem Sul, Linda-a-Velha (falando só da grande Lisboa), todos foram, à sua maneira, fundamentais para o nascimento do punk lusitano. No entanto, se formos forçados a nomear um epicentro do punk, teremos de apontar o dedo para o pequeno-burguês bairro de Alvalade. Foi neste bairro jovem, pejado de adolescentes, que cresceram João Ribas, João Pedro Almendra e João San Payo. A partir deste núcleo duro dos três Joões, formaram-se quatro das nossas bandas punk mais emblemáticas: os Ku de Judas em 82, os Peste & Sida em 86, os Censurados em 88 e os Tara Perdida em 95.

Era malta de classe média, filhos de funcionários públicos e de profissionais liberais, alguns até de boas famílias. Do núcleo duro, suponho que Ribas era o único que provinha de uma classe média mais remediada. Já Almendra – o mais doido de todos, cuja carinhosa alcunha era “autista” – andou no selecto colégio inglês e no clube de rugby São Miguel, sediado na Avenida de Roma. San Payo vem de uma família artística: a mãe estudou piano, o avô era um conceituado fotógrafo e o irmão mais velho, um artista plástico formado em Belas Artes. O pai de Samuel (baterista dos Censurados) tinha gostos musicais requintados, com uma dieta rica em discos de Dizzy Gillepsie e Dave Brubeck. A sofisticação cultural de muitas destas famílias ajuda a explicar o amor destes jovens pela música. O facto de terem mais poder de compra, e de irem mais vezes ao estrangeiro, deu também o seu contributo. É preciso lembrarmo-nos que no final dos 70, início dos 80, as editoras e rádios portuguesas estavam de costas voltadas para o punk e derivados (o cerco era apenas rompido por António Sérgio, que formou musicalmente toda uma geração). Só para dar um exemplo: foi Almendra, quando se deslocou a França para um jogo de rugby, que trouxe o precioso Never Mind The Bollocks, dando assim a conhecer os Pistols ao pessoal de Alvalade. Por outro lado, o carácter pseudo-chique do Bairro de Alvalade gerava nos “maus filhos de boas famílias” uma vontade irresistível de provocação. Por último, a malta de classe média, sem grandes problemas económicos, tinha mais espaço mental disponível para rebolar naquela vaga angst existencial típica do punk, que os Censurados cantavam em “Angústia” e “Não”.

Foi-se formando, então, uma comunidade que partilhava os mesmos gostos musicais e a mesma atitude contestatária – mas não partidária – contra o establishment. Pouco a pouco, um circuito underground foi nascendo – um conjunto de locais de referência onde todos apareciam. Era nos bancos de jardim dos Coruchéus (em Alvalade) que a malta congeminava uma quixotesca revolução punk, enquanto se aviavam Super Bocks e se rodavam ganzas de mão em mão. Os ensaios dos Kus de Judas – e mais tarde dos Censurados – aconteciam no mítico quarto do Ribas, um espaço de tal forma exíguo que alguns amigos que assistiam só encontravam lugar na casa de banho.

Esse circuito extravasava para fora de Alvalade, nomeadamente para o Bairro Alto. O Bairro de então era muito diferente. O ambiente era mais pesado, com muita fauna underground, de tal forma que os adolescentes verdinhos que por lá apareciam sentiam um misto de desconforto com um secreto orgulho por partilharem o mesmo habitat dos “durões”. A malta tinha menos dinheiro então e era muito comum ir-se à pendura para lá no eléctrico ou na camioneta do lixo. No lugar dos bares sofisticados de hoje, havia tascas rudes como o Gingão (celebrizado numa canção dos Peste), local de culto onde punks e heavies jogavam aos matrecos com chulos e mulheres da vida. Mesmo ao lado do Gingão havia o pouco recomendável Marão onde paravam os skinheads. Como seria de esperar, com punks e “carecas” lado a lado, era vulgar as duas tribos acabarem a noite à pancada.

O Palmeiras – bar da sede do PSR, à Rua da Palma – era outro desses territórios de combate, onde em 89 a tragédia aconteceu. Num concerto contra o serviço militar obrigatório (no qual os Censurados tocaram), o Palmeiras foi invadido por skins da margem Sul, tendo um militante do PSR sido morto à facada. Nos dias seguintes, organizaram-se concertos contra a violência de extrema-direita e os Censurados marcaram de novo presença.

Nos dias de concerto, o Gingão estava vazio: a “punkalhada” ia toda para o Rock Rendez Vous. Nos intervalos dos concertos, a malta juntava-se lá fora a beber cervejas e a fumar ganzas, sem fazer mal a ninguém. Mas eram os tempos do cavaquismo: a sociedade era mais fechada, mais intolerante à diferença, e um ambiente pesado de autoritarismo pairava no ar. Volta e meia a polícia ia lá e levava tudo a eito para a esquadra do Rego, estando este tipo de situações bem retratado em canções como “Tu Ó Bófia” dos Censurados ou “Alerta Geral” dos Peste. A importância histórica dos Peste e dos Censurados vem precisamente dessa sua capacidade em apanhar os ares do tempo, tornando-se assim os grandes porta-vozes do sentimento da juventude durante o bafiento reinado cavaquista. Numa noite em que os Censurados estavam prestes a tocar no RRV, o próprio Fred (baixista da banda) foi levado para a esquadra no meio da enxurrada. Os amigos e fãs diziam-lhe, sem ironia: “Ó Fred, espero que sejas o último a sair: não quero perder pitada dos Censurados.”

Por último, a década de 80 correspondeu ao boom da heroína, e muitos punks daquela geração caíram que nem tordos no “pó” (mais uma vez os Peste tiraram bem a fotografia em canções como “Chuta Cavalo” e “Felizes os 2”). Numa reportagem à SIC, Ribas confidencia: “naquele tempo, quem não se drogava, era careta e ostracizado dos grupos. Felizmente que hoje já não é assim”.

Foi neste fervilhante caldeirão sociológico que os Kus de Judas de Ribas e Almendra apareceram. Mas se dentro de Alvalade eram os maiores, poucos os conheciam fora do bairro onde cresceram. Os concertos eram animados mas a sua dimensão era muito pequena: no máximo, cinquenta a cem gatos pingados. Foram os Peste e os Censurados que deram o salto para uma coisa maior, um culto à séria que levava mil a duas mil pessoas sempre atrás deles.

Os Peste & Sida apareceram em 86 e não havia praga que não fosse exterminada pela voz esganiçada de Almendra, o baixo irrequieto de San Payo, a bateria frenética de Fernando Raposo e as guitarradas cruas de Luís Varatajo e de Orlando Cohen. Em 87 lançam o primeiro álbum, Veneno, punk visceral da cabeça aos pés, que ofereceu os hinos “Carraspana” e “Gingão” a toda uma geração. O disco é mal tocado, as palavras de Almendra mal se percebem, mas Veneno tem uma frescura despenteada que o torna irresistível. Nunca mais os Peste foram tão genuinamente punks como em Veneno. Quando um dia se escrever a História Negra da Produção Musical Portuguesa, constará na lista dos nossos crimes mais hediondos o facto de este disco nunca ter sido editado em CD. Contam-se pelos dedos os privilegiados que tenham o saboroso Veneno na sua colecção de discos.

Em 87, os Xutos conquistaram o mainstream: Circo de Feras, o primeiro com o selo da multinacional Polygram, teve um enorme sucesso comercial. Com este desbravar de caminho, a indústria musical passou a estar receptiva a um rock mais agressivo. Mas a importância dos Xutos nesta história não se esgota aí: eles apadrinharam activamente os Peste e os Censurados, levando-os como banda de suporte para as suas digressões, emprestando-lhes material, produzindo discos (João Cabeleira foi um dos produtores de Veneno e Kalú co-produziu Sopa dos Censurados) e cedendo espaços para concertos (ambas as bandas tocaram no Johnny Guitar, gerido pelo Zé Pedro e pelo Kalú). Goste-se ou não se goste dos Xutos (eu venero os seus três primeiros discos), uma coisa ninguém pode negar: são cinco tipos de uma generosidade fora do vulgar.

Aproveitando esta boleia, os Peste assinam em 89 com a mesma editora dos Xutos, lançando Portem-se Bem, o disco que levou os Peste para a ribalta, pondo o país todo a cantar “Chuta Cavalo”, “Paulinha” e “O Sol da Caparica” (um cover de um cover dos Ramones). Portem-se Bem é o London Calling dos Peste, disco de ruptura onde a estética punk purista de Veneno dá lugar ao flirt descarado com outros géneros musicais, sem nunca comprometer a sua atitude de rock de combate. É sem pudor que os Peste brincam aos Madness em “Caixa Colorida”, piscam o olho esquerdo ao reggae em “Acordas p’la manhã” e o olho direito ao ska em “Família em Stress”. É incrível como em apenas dois anos os Peste evoluíram tanto tecnicamente.

Após a digressão de promoção de Portem-se Bem, Almendra abandona os Peste e integra temporariamente os Censurados (as letras de “É Difícil” e “Srs. Políticos” levam a sua assinatura). Orlando Cohen segue-lhe as pisadas. Os punks mais puristas alegam que com a saída do carismático Almendra, a banda perdeu todo o seu viço punk. Tenho uma opinião diferente. “Morte aos Chibos”, do terceiro álbum, é provavelmente a canção com mais agressividade punk dos Peste & Sida. Mesmo reduzidos a trio, San Payo, Varatojo e Raposo conseguem fazer o último grande disco dos Peste, Peste & Sida é Que é, álbum que dá continuidade à estética de Portem-se Bem (se ouvirmos a colectânea O Melhor dos Peste & Sida, que reúne num só disco todas as canções do segundo e terceiro álbum, não conseguimos distinguir de qual dos discos vem cada canção). Os hits podem não ser tão fortes mas pouca gente da minha geração não sabe cantar os clássicos “Vamos ao Trabalho”, “Felizes os Dois” e “Dever Cívico”.

Mas nem tudo estava bem no reino dos Peste. Em palco, as ausências de Cohen e de Almendra fazem uma mossa dos diabos. Como se não bastasse, Raposo sai a seguir, entrando Marco Rafael para a bateria e Nuno Rafael para a segunda guitarra. As novas aquisições vêm do Metal, uma tradição musical muito diferente, descaracterizando a matriz punk que definia o som dos Peste. O álbum seguinte, Eles Andam Aí, até tem boas canções, mas com a sua produção Metal lavadinha e perfeccionista já nada tem de punk. O ano de 92 já não merece entrar no período dourado do punk português.

Teremos que recuar até 88 para retomar esta história, data em que os Censurados aparecem. Devido ao temperamento puro e espontâneo de Ribas, os Censurados têm um ADN bem diferente dos Peste & Sida. Onde os Peste eram elaborados e eclécticos como os Clash pós-London Calling, os Censurados eram radicalmente simples, fiéis à urgência punk dos Ramones e dos Pistols. Onde os Peste eram mais cerebrais, recorrendo à ironia e ao sarcasmo, Ribas escrevia com o coração: denúncias claras e directas que escrevinhava de um só jorro onde quer que estivesse. Na biografia dos Censurados (escrita por Augusto Figueira e Renato Conteiro), Lola, a manager dos Censurados, conta um episódio engraçado a este respeito: “Lembro-me de ele ir à casa de banho e no regresso já trazer uma letra escrita no papel higiénico.” Um gesto mais punk e do it yourself do que este seria difícil. Ribas era a personificação do punk no seu estado mais puro, a anti-vedeta que nunca instituiu quaisquer barreiras entre o palco e a audiência. Ele era “um de nós” e por isso gerava uma empatia tão grande com o seu público.

Menino do bairro de Alvalade, Ribas põe em causa todos os valores da sua origem pequeno-burguesa, inclusive os da sua pretensa sofisticação intelectual. Na sua genial anti-eloquência, cantava: “por isso não penses muito, pensar de mais faz mal, agarra numa guitarra e vem tocar com o pessoal, kaga na kultura em Portugal.” Como todo o punk, os Censurados estiveram sempre divididos entre o puro niilismo de “Kaga na Kultura” (a linha dos Pistols e dos Ramones) e o empenhamento político de “Guerra Colonial” (a linha dos Clash e dos Dead Kennedys). São duas posições diametralmente opostas mas há um fio condutor a uni-las: a recusa da moralzinha hipócrita do establishment yuppie, em plena ascensão durante o cavaquismo.

O primeiro disco, o homónimo Censurados, sai para as lojas em 90. Era para sair pela independente Ama Romanta, a editora de João Peste, mas os sucessivos atrasos do frontman dos Pop Dell’Arte obrigam os Censurados a procurarem uma alternativa. São mais uma vez os Xutos que os safam, editando o disco pela El Tatu, a independente fundada por Tim. A rapidez com que foi gravado (apenas quatro dias de gravação, mais dois de mistura) jogou a seu favor: é o disco com mais garra dos Censurados. Apesar de nele não haver um único tiro ao lado, três malhas tornaram-se icónicas: “Animais”, “É difícil” (com o Gui dos Xutos no saxofone) e  “Censurados”. Depois de Ribas morrer, é muito difícil ouvi-lo cantar “seremos censurados nesta vida de nascer até morrer” – juramento de integridade punk que honrou até ao fim – sem nos comovermos.

Em 91 é lançado Confusão, mais uma vez um disco sem espinhas. Apesar de seguir muito a linha de Censurados, as canções de sensibilidade punk pop são mais pop ainda (“Coxa”, “Venenosa”, “Americano Gordo”) e as canções de sensibilidade hardcore (“Quero ser eu”, “Revolução”, “Kaga na Kultura”) são mais agressivas ainda. Sobre esta última canção, há uma história curiosa. Os Censurados foram convidados a participar num Festival de Música em França. A banda pedira apoios públicos para a deslocação, mas o pedido foi negado com o argumento que os Censurados eram um projecto que “já tinha pernas para andar”. Desculpa esfarrapada: o apoio foi dado a bandas de maior sucesso comercial como os Madredeus e os Resistência. A partir desse momento, sempre que os Censurados tocavam ao vivo “Kaga na Kultura”, Ribas dedicava-a à Secretaria de Estado da Cultura…

Em 93 os Censurados gravam o seu terceiro e último álbum. Com uma forte influência do crossover (cruzamento entre o punk hardcore e o thrash), Sopa tem a coragem de cortar com a sonoridade dos discos anteriores. A mudança em si nada teria de mal se os Censurados não estivessem tão terrivelmente desinspirados. O deslize criativo é fácil de explicar. Jorge Palma acertou na mouche quando escreveu a letra da canção que encerra Sopa. A ambígua “Estou Agarrado a Ti”, que aparentemente é uma canção de amor, alude afinal à dependência de heroína. Ribas, o grande mentor criativo da banda, estava atolado no “pó” até às orelhas, investindo muito pouco no processo de escrita das canções. Só as malhas mais pop do disco – como “Ateu”, “Sentado ao Balcão”, “Solução”, “Já Sei” e a icónica “Sopa” (cantada por Samuel) – salvam a honra do convento. Se Eles Andam Aí dos Peste era um bom disco mas já não era punk, Sopa era punk até aos pés mas já não era um bom disco.

O problema principal de Sopa estava, porém, noutro sítio: o seu travo amargo a fim, que pressentimos em cada canção. A banda de Alvalade acabou pouco depois: o investido disco lançado pela EMI não vendeu o que se esperava e os Censurados continuavam a não conseguir viver da música. Em parte a culpa foi das cassetes, o suporte por excelência da minha geração: toda a gente tinha os álbuns dos Censurados em cassete mas quase ninguém os comprava.

Por todas essas razões, a ano de 93 não cabe no período dourado do punk português. Rebobinemos de novo a máquina do tempo até 90 para contarmos o último episódio desta história: o inesperado sucesso do primeiro disco dos Mata-Ratos.

Os Mata-Ratos sempre foram muito ambíguos no que toca à sua suposta associação com a extrema-direita. Se por um lado, “a carecada” enchia, de facto, os seus concertos, por outro lado, os punks esquerdistas também estavam lá, sendo inevitável o conflito tribal. Não duvidando que Miguel Newton e seus companheiros se situem no lado direito do espectro político, nada nas suas letras aponta para que cheguem ao extremo racista, xenófobo e antidemocrático desse espectro. O que já se pode afirmar com mais segurança é que os Mata-Ratos geriram habilmente esta polémica em seu favor. Foram assim discípulos fiéis de Malcom McClaren, o génio do marketing que conseguiu dar uma imensa visibilidade mediática aos Sex Pistols aplicando com audácia o princípio de que “não existe má publicidade”. Pôr os Mata-Ratos na boca do mundo pelos maus motivos é, ainda assim, pôr os Mata-Ratos na boca do mundo. A EMI também não é inocente e entrou no jogo, editando Rock Radioactivo, o primeiro disco dos Mata-Ratos: um álbum cheio de guitarras sujas, conteúdos socialmente incorrectos e asneiradas hardcore, a ser editado por uma respeitável multinacional, só mesmo nos loucos anos 90. A estratégia funcionou: seis mil discos vendidos, quarto lugar no top nacional e todos os putos do bairro a saberem entoar “A Minha Sogra é um Boi”, “Armando é um Comando” e “Xavier”. Considerações de marketing à parte, Rock Radioactivo é um grande disco que se tornou um clássico. Mais tarde, a EMI tirou o tapete aos Mata-Ratos, receosa que a longo prazo a colagem à imagem ideologicamente polémica dos Mata-Ratos lhe fosse prejudicial. Nos discos seguintes, a banda de Miguel Newton regressou então ao esconso underground que, no fundo, sempre foi o seu habitat natural. Seja como for, os Mata-Ratos têm hoje um estatuto invejável: estão há 32 anos a fazer o manguito ao sistema, a banda punk portuguesa há mais tempo no activo.

Veneno, Portem-se Bem, Peste & Sida é Que É, Censurados, Confusão, Rock Radioactivo: é com estes seis maravilhosos álbuns como música de fundo que se escreve a história de um dos períodos mais férteis da música eléctrica portuguesa. De 91 para cá, o punk português esmoreceu no mainstream mas não só há cada vez mais novas bandas punk como a própria malta da velha guarda continuou o seu caminho. San Payo mantém-se nos Peste, Almendra nos Punk Sinatra, e Ribas esteve muitos anos à frente dos Tara Perdida. O ano passado fui a um grande concerto dos Tara Perdida, num quase cheio Coliseu dos Recreios pejado de adolescentes, todos entoando os seus hinos. Era o punk a voltar à ribalta.
No passado dia 23 de Março, João Ribas, o príncipe do punk, teve o descaramento de nos deixar cedo demais. Honremos o seu imenso legado, agarrando na sua guitarra e continuando “a tocar com o pessoal”. Punk’s not dead.

Comentários (8)
  1. rosa diz:

    Lisboa, lisboa……..

  2. Está um bom artigo,parabéns. Focado no Punk lisboeta e numa época em que o vivi, faltando apenas (na minha opinião) uma menção a outro local carismático onde assisti a alguns bons concertos, o Bar Oceano. Quanto a bandas, onde ficaram os Vómito? Cagalhões? Cães Vádios?, entre muitas outras. E a cena punk do Porto que era também muito forte? Mais info, que é bom relembrar! :)

  3. Dario diz:

    Esqueceram-se de mencionar as bandas oriundas do Porto, Coimbra, Aveiro e por aí fora!

  4. doi totil diz:

    Uma grande banda daqueles tempos foi sem dúvida “Dói Tótil” que relança seu projeto para mais informações https://www.facebook.com/DoiTotil/

  5. Increiblemente buenos Peste & Sida y Censurados. Yo los escuché en los 90 por medio de un amigo que visitó Portugal y compró varios discos y aún hoy en día los escucho. De lo mejor del punk rock mundial.

  6. César Ribas diz:

    @João Pimenta: Se tiveres algum link acerca do movimento punk de outras áreas de Portugal, agradecia que os colocasses aqui já que tenho interesse em ler.
    @paulo: Se tiveres algum link acerca do movimento punk de 79 a 86, agradecia que os colocasses aqui já que tenho interesse em ler.
    Obrigado aos dois ;)

  7. Alex Magais diz:

    …a banda q mais fez e ainda faz pelo verdadeiro Movimento punk nacional,anarco-punk DIY diga-se de passagem para os menos ilucidados…os Crise Total foram os q provavelmente mais influenciaram quase todas as bandas ai mencionadas nem sao referidos mas por um lado acho bem pois o Manolo nao iria gostar de ser posto no mesmo barco q o resto das bandas q no fundo acabaram por servir-se do punk para atingirem os fins comerciais q diziam nao procurarem…ate a posicao apolitica dos Mata-Ratos aqui chamam-lhes de tendencionistas da direita,,nao o sao,sao sim fence-sitters como dizem os bifes,toleram o qnao devia de ser tolerado!No fundo este Punk aqui mencionado para os punks a serio hoje em dia chama-se pop-punk e para eles chama-se pseudo-punks!

  8. paulo diz:

    Os anos de ouro do punk em Portugal foi de 79 a 86 ,o autor deste artigo estudou mal a materia.

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