Carlos Lopes
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O autor destas linhas tem já idade para ter (algum) juízo, e isso deve notar-se, assim o espero. Os seus gostos variam, como será fácil perceber. Para além da paixão pela música, o escriba deste texto é professor de Português e Literatura Portuguesa, e é assim que ganha a vida. Com a música ganha o céu, o que já não é pouco. Tem um blog há já seis anos (http://i-blog-your-pardon.blogspot.pt/) onde escreve alguma coisa para pouca gente ler.

David Byrne – Who Is The Sky? (2025)

Um dos mais esperados álbuns do ano já cá canta. E canta tão bem como sempre cantou. É bom podermos regressar ao nosso passado afetivo, sem pormos em causa a validade dos sons que se fazem no presente!

Talking Heads – Fear of Music (1979)

Denso, belo, cativante, mas muito freak, também. A deliciosa paranóia extravagante de Fear of Music é um vírus bom, daqueles que ninguém se importará de apanhar.

Odair José – O Filho de José e Maria (1977)

A vida d´O Filho de José e Maria como nunca a ouviram, provavelmente. A proposta maldita de Odair José chegou ao Altamont!

Luke Haines & Peter Buck – Going Down To The River… To Blow My Mind (2025)

A dupla está de volta! Luke Haines e Peter Buck regressam em plena forma, completando uma sonora e inusitada trilogia psiquiátrica.

IE – Reverse Earth (2025)

Os IE fizeram um dos álbuns mais estimulantes do ano, até ao momento. É tão bonito este Reverse Earth, que o seu título parece mesmo simbolizar o avesso do que se passa no mundo. 

Giles, Giles & Fripp – The Cheerful Insanity of Giles, Giles & Fripp (1968)

Reeditado muito recentemente, The Cheerful Insanity of Giles, Giles & Fripp merece a nossa atenção. Um disco histórico, que a história nunca considerou devidamente.

Tindersticks + Ganso || Ageas Cooljazz 2025 – Can we start again, mr. Staples?

Mais uma noite mágica no Ageas Cooljazz. Os enormes Tindersticks ainda não perderam a essência e estão em ótima forma.

Billy Bragg – Don’t Try This at Home (1991)

Recordar bons e velhos tempos, assim como bons e velhos discos. Podem experimentar o álbum em casa, que só retirarão gozo e prazer deste fabuloso trabalho de Billy Bragg.

NOS Alive – Dia 3: a tarde desfez-se na leveza de Luís Severo, a noite fez-se dos pesos pesados Muse e Nine Inch Nails

Houve claros contrastes, no último dia do NOS Alive. Começou de forma serena e terminou em fúria.

NOS Alive – Dia 2: a luxúria sombria de St. Vincent elevou-nos ao Olimpo desconcertante de All Born Screaming

A sentença é irrevogável: St. Vincent fez o que quis do público, e fez-se Justice na noite de ontem.

NOS Alive 2025 – Dia 1: e foi um mar de gente aos pés de Olivia Rodrigo

O primeiro dia pode resumir-se assim: Alive no país das maravilhas!

NOS Alive 2025 – Apresentação à imprensa e algumas novidades

Na véspera do início da 17ª edição do NOS Alive, Álvaro Covões recebeu imprensa para apresentar o recinto, assim como para partilhar algumas novidades.

All India Radio – Tranquil Motion (2024)

O espaço é uma matéria sem fim e musicar o espaço leva-nos a descobertas extraordinárias. Tranquil Motion é uma galáxia onde se vive muito bem.

Simone, Aline Paes e Rogê || Festival Jardins do Marquês: a noite fez-se perfeita, e nada será como antes

Tarde e noite brasileiras em solo luso. Ontem, nos Jardins do Marquês foi assim: o Rio de Janeiro esteve bem, mas quem ganhou de goleada foi São Salvador da Bahia.

Lake Ruth – Hawking Radiation (2025)

Parece que veio até nós para fazer amizade, este Hawking Radiation. Uma amizade hipnótica, fascinante e plena de boas radiações. As canções enriquecidas dos Lake Ruth rebentam mesmo connosco!

Emma-Jean Thackray – Weirdo (2025)

Depois de Yellow, o brilhante álbum de 2012, Emma-Jean Thackray regressa com Weirdo. Considerá-lo um disco esquisito, só pode ser esquisitice.

Primavera Sound Porto 2025 – Dia 3: ao último dia, os Parcels fizeram de nós marionetas das suas danças. Foi dançar até fartar.

Virada a página de mais uma edição, foram os australianos Parcels quem mais se destacaram.