Carlos Lopes
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O autor destas linhas tem já idade para ter (algum) juízo, e isso deve notar-se, assim o espero. Os seus gostos variam, como será fácil perceber. Para além da paixão pela música, o escriba deste texto é professor de Português e Literatura Portuguesa, e é assim que ganha a vida. Com a música ganha o céu, o que já não é pouco. Tem um blog há já seis anos (http://i-blog-your-pardon.blogspot.pt/) onde escreve alguma coisa para pouca gente ler.

Cornershop – When I Was Born For The 7th Time (1997)

Com vinte e cinco anos ainda por fazer em 2022, When I Was Born For The 7th Time mantém intactos todos os seus vastos motivos de interesse.

Djavan – Coisa de Acender (1992)

É sempre importante ouvir Djavan.

Jana Pochop – The Astronaut (2022)

The Astronaut é o mais recente álbum da norte americana Jana Pochop. E se a artista e o disco nada lhe dizem, então é tempo de reverter essas situações. Pode (e deve) começar por aqui. Jana Pochop aterrou nos nossos…

Drug Couple – Stoned Weekend (2022)

É com muito prazer que se ouve Stoned Weekend. O sabor de uma certa América chega-nos através das vozes e das guitarras de Becca e Miles, os Drug Couple de serviço. Pode até acontecer que passemos a tê-los como novos…

Eels – Extreme Witchcraft (2022)

Mago, sacerdote de bons e belos feitiços, Mark Oliver Everett e os Eels estão de volta. A bruxaria prometia ser extrema, mas algum do encantamento esperado ter-se-á dissipado um pouco, ficando aquém de sortilégios anteriores. Todos gostamos de Mark Oliver…

Tangerine Dream – Electronic Meditation (1970)

Electronic Meditation é um dos mais importantes discos da riquíssima história da música dita eletrónica.

Moreno Veloso – Every Single Night (2022)

Every Single Night é um acontecimento que muito deve à clausura da pandemia em que ainda vivemos. O disco compõe-se de versões muito especiais de variados temas onde apenas encontramos voz, as cordas de um violão e uma pitada enorme de bom gosto.

Vanishing Twin – Ookii Gekkou (2021)

Ookii Gekkou é um título estranho, como estranho (mas aliciante) é o que no disco se escuta. Ao terceiro álbum, os Vanishing Twin voltam a não desiludir. É, acreditem, uma pequena e inquietante maravilha sonora.

Peter Baumann – Trans Harmonic Nights (1979)

Peter Baumann ainda hoje está vivo e ativo no mundo da música. Continua a fazer o seu caminho de forma assinalável, com os altos e baixos próprios da criação artística.

Moebius & Plank – Rastakraut Pasta (1980)

Rastakraut Pasta é um álbum relativamente curto. Trinta e cinco minutos, e está feita a farra.

José Afonso – Contos Velhos, Rumos Novos (1969)

Zeca Afonso vira o volante em Contos Velhos, Rumos Novos, álbum lançado no último ano da década de 60. Com um pé na tradição popular, o outro atira-o para longe, embora também bem perto: África surge como sotaque musical, e é essa novidade sonora do disco.

“Menina dos Olhos Tristes” – José Afonso

Tudo é de finíssimo recorte, aqui. A voz, a melodia e as palavras que lembram que há gente que não volta da guerra, gente que se perdeu num rumo que não escolheu, mas que lhe foi imposto.

José Afonso – Baladas e Canções (1964)

Baladas e Canções tem os seus particulares encantos, mesmo que distante dos brilhos alcançados nos tempos futuros.

Milton Nascimento – Geraes (1976)

Geraes vem na sequência de Minas. Estão ligados umbilicalmente, embora não sejam gémeos. Ou, se entenderem que são, serão falsos, se bem que conservem alguns traços de união. É, no fundo, mais um disco histórico de Milton Nascimento. Geraes abriu…

Cartola – Cartola (1976)

A eternidade em duas faces da mesma rodela! Poucos anos antes da sua morte, e apenas ao seu segundo e tardio disco, Cartola ganhou o céu. Talvez já o houvesse conquistado antes, mas aconteceu que com ele pôde perpetuar a…

Caetano Veloso – Transa (1972)

A data é comemorativa, mas servirá sobretudo como lembrete: ouvir Transa é urgente, mesmo passados 50 anos do seu aparecimento público, ou até talvez por isso. O antes e o agora revelam que o disco, afinal, não tem a idade…

Icarus Phoenix – No Trees Can Grow To Heaven Unless Its Roots Reach Down To Hell (2021)

“No Trees Can Grow To Heaven Unless Its Roots Reach Down To Hell” é uma citação de Carl Jung, mas é também o título da pequena maravilha sonora que Icarus Phoenix nos deu este ano. Honra seja feita ao ilustre…

Carlos do Carmo – E Ainda… (2021)

Trata-se, sobretudo, de um belíssimo adeus. Um até sempre rumo à eternidade. As palavras sempre soaram redondas na voz de Carlos do Carmo. E ainda assim permanecem… Há muito que não víamos em Carlos do Carmo apenas um homem da cidade.…