Carlos Lopes
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O autor destas linhas tem já idade para ter (algum) juízo, e isso deve notar-se, assim o espero. Os seus gostos variam, como será fácil perceber. Para além da paixão pela música, o escriba deste texto é professor de Português e Literatura Portuguesa, e é assim que ganha a vida. Com a música ganha o céu, o que já não é pouco. Tem um blog há já seis anos (http://i-blog-your-pardon.blogspot.pt/) onde escreve alguma coisa para pouca gente ler.

Rui Reininho – 20.000 Éguas Submarinas (2021)

Rui Reininho é um dos nossos grandes heróis. E, ao contrário do célebre verso de Reinaldo Ferreira, este herói serve-se vivo!

Lambchop – Showtunes (2021)

Acusticidade, eletrónica e experimentalismo. A receita tem, sobretudo, estes ingredientes bem frescos.

Bruno Pernadas – Private Reasons (2021)

A primeira coisa que nos apraz referir é que Private Reasons é um disco intrinsecamente pop.

Feu! Chatterton – Palais d’Argile (2021)

Os franceses Feu! Chatterton fizeram um álbum tão repleto de predicados, que é difícil imaginar ter entre mãos algo assim tão extraordinário.

“A Paz Não Te Cai Bem” – Clã

É fácil lembrarmo-nos das imagens de “Subterranean Homesick Blues”, de Dylan, quando assistimos ao vídeo de “A Paz Não Te Quer Bem”.

“Pensamentos Mágicos” – Clã

Boa cadência rítmica, sintetizadores à séria, início de festa garantida.

Clã – Rosa Carne (2004)

Ao quarto disco de estúdio, os Clã resolveram reinventar-se.

“Competência para Amar” – Clã

Podem discordar, naturalmente, mas “Competência para Amar” tem um tom, uma estética, um ambiente que ficaria bem num filme de “Bond, James Bond”. Toda a canção é cool, é charme, elegância, uma verdadeira pérola. Talvez seja do seu “jeito pós-moderno”.…

Funkadelic – Free Your Mind… and Your Ass Will Follow (1970)

O título é um achado. O álbum é um claro passo em frente na banda de George Clinton, mais em direção ao rock do que ao funk ou ao soul. A droga tornou-o épico como poucos.

“In the Land of Grey and Pink” – Caravan

“In the Land of Grey and Pink” é uma delicia datada, but still um dos melhores temas da Canterbury scene.

Kevin Ayers – Shooting At The Moon (1970)

Shooting At The Moon é um disco pleno de liberdade criativa, um disco de braços abertos, pronto para acolher todos aqueles que se dispuserem a abraçá-lo também.

“Sunrise in the Third System” – Tangerine Dream

“Sunrise in the Third System”, dos Tangerine Dream é uma estranha criatura sonora, sussurrando coisas bonitas aos nossos ouvidos.

“Baby” – Os Mutantes

“Baby” é um clássico.

“Tarde em Itapoan” – Vinícius de Moraes, Marília Medalha e Toquinho

Entre Itapoan, Itapuã ou Itapoã, o que importa é a delícia de aí se passar uma tarde a vadiar num velho calção de banho.

“Oh Woman Oh Why” – Paul McCartney

Gritar é fácil. Cantar gritando, já não será tão simples assim. E fazer ambas competentemente é para poucos.

Playlist da Semana: 50 anos de vida

Fazem 50 anos de vida e estão frescos e com saúde. São discos que nos pertencem, tenhamos nós a mesma idade ou qualquer outra. E farão 100 e mais ainda, nós é que não.

Deutsche Elektronische Musik 4 – Experimental German Rock and Electronic Music 1971-83 (2020)

Ouvir como quem petisca. Uns CAN de aperitivo, depois uns Harmonia deluxe com uma pitada de Schnitzler a acompanhar, seguido de um faustoso cardápio para todos os gostos. Não há melhor banquete! Tudo isto servido neste Deutsche Elektronische Musik 4 pronto a servir.

Chico Buarque – Construção (1971)

Comemorar cinquenta anos de vida sem que o tempo tenha deixado marcas de desgaste e de padecimento, não é para todos.