Carlos Lopes
493 Articles9 Comentários

O autor destas linhas tem já idade para ter (algum) juízo, e isso deve notar-se, assim o espero. Os seus gostos variam, como será fácil perceber. Para além da paixão pela música, o escriba deste texto é professor de Português e Literatura Portuguesa, e é assim que ganha a vida. Com a música ganha o céu, o que já não é pouco. Tem um blog há já seis anos (http://i-blog-your-pardon.blogspot.pt/) onde escreve alguma coisa para pouca gente ler.

“Sangue Latino” – Secos & Molhados

Sem rodeios e sem exageros, “Sangue Latino” é uma das mais perfeitas canções da história da música popular brasileira.

The Flaming Lips – King’s Mouth: Music and Songs (2019)

King’s Mouth é uma belíssima metáfora sobre o que uma cabeça pode albergar. Como a de Wayne Coyne, por exemplo.

“Waitin’ For Superman” – The Flaming Lips

O mundo não anda bem, por isso era bom que o Super Homem viesse para nos ajudar a suportar os estado de coisas.

“Namoradinha de Um Amigo Meu” – Roberto Carlos

A música, muitas vezes, consegue dar-nos o que os homens tantas vezes nos tiram: o prazer e a liberdade!

João Gilberto – João Gilberto (1973)

João Gilberto foi sempre preferindo uma aproximação cada vez mais minimalista no que toca à execução da sua arte: a de fazer diamantes sonoros.

Playlist da Semana: We Have Nothing To Do With This

Se quiser experimentar, faça-o por sua conta e risco. Depois não diga que não avisámos. A meio, ou verá estrelas, ou precisará de um analgésico.

Secos & Molhados – Secos & Molhados (1973)

Bastou apenas este primeiro disco para os Secos & Molhados se colocarem eternamente no Olimpo da música popular brasileira.

Milton Nascimento – Minas (1975)

É um disco enorme, intrincado e esplendoroso como poucos. Um autêntico triunfo do Grupo de Minas, sempre com o bom Bituca no comando das operações.

Eumir Deodato – Prelude (1973)

Ouvir Prelude 46 anos depois do seu nascimento é uma obrigação e um prazer.

Morreu Scott Walker, o anjo negro que foi uma estrela cintilante nos anos 60

Chegou o dia fatal: the sun ain’t gonna shine anymore para Scott Walker. Aos 76 anos, a morte ceifou mais um dos grandes da música pop (num primeiro fôlego da sua carreira), mas também da música avant-guarde experimental dos seus…

Capitão Fausto – A Invenção do Dia Claro (2019)

Afinal, não tinham os dias contados. Foi uma boa mentira dos meninos que começaram a fazer indie rock, voltaram-se depois para o psicadelismo e acabaram por encontrar um lugar onde se sentem bem. Chamam-se Capitão Fausto e, ao que parece, estão bem vivos!

The Claypool Lennon Delirium – South of Reality (2019)

South of Reality é um instante de exaltação do espírito, uma alucinação sonora, um entusiasmo pulsante e intenso.

Orchestral Manoeuvres in the Dark – Dazzle Ships (1983)

Teria sido muito mais simples e fácil que a dupla Andy McCluskey e Paul Humphreys continuassem na mesma linha de temas como “Souvenir” ou “Joan of Arc (Maid of Orleans)”, mas os artistas têm destas (boas) coisas, como manias, birras que fazem e que muitos não entendem.

Panda Bear – Buoys (2019)

Panda Bear regressou diferente. Mais tranquilo, mais capaz de fazer valer a simplicidade melódica acima de qualquer outra coisa. Despiu a sua música de fardos pesados e resolveu dar-nos Buoys, uma enorme e agradável surpresa.

Djavan – Vesúvio (2018)

Vesúvio não representa uma erupção de criatividade, mas dá sinais da qualidade que o músico tantas vezes mostrou. Djavan regressa em boa forma, e isso será sempre motivo de satisfação.

“Hot Dog” – Led Zeppelin

“Hot Dog” é simples, quase banal, facilmente digerível (daí o título?), embora a letra fale de desamor e de vingança marcada. Coisas da vida, portanto.

Joe Jackson – Fool (2019)

Fool marca o regresso de Joe Jackson aos discos. O recente trabalho do músico inglês joga com as sortes e os azares da vida. E se o tom do disco tende para o lado da soturnidade, também é verdade que o brilho do nosso good ol’ Joe nunca nos deixa às escuras.