Carlos Lopes
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O autor destas linhas tem já idade para ter (algum) juízo, e isso deve notar-se, assim o espero. Os seus gostos variam, como será fácil perceber. Para além da paixão pela música, o escriba deste texto é professor de Português e Literatura Portuguesa, e é assim que ganha a vida. Com a música ganha o céu, o que já não é pouco. Tem um blog há já seis anos (http://i-blog-your-pardon.blogspot.pt/) onde escreve alguma coisa para pouca gente ler.

Primavera Sound Porto 2025 – Dia 2: o ecletismo do Primavera em todo o seu esplendor

Do filme do segundo dia, fez-se uma bonita longa metragem: os atores principais terão sido os TV on the Radio, Waxahatchee, Kiwanuka e Deftones.

Primavera Sound Porto 2025 – Dia 1: o rock dos Fontaines D.C. e a pop de Charli xcx abriram as hostilidades

Primavera Sound, finalmente! O rasto rock dos Fontaines D.C. e a pegada pop da Charli “Brat” xcx dominaram a noite do primeiro dia.

Coala Festival: Xande (e Caetano) brilharam na noite de Ney Matogrosso

Dois concertos encheram a noite de ontem, no Coala Festival Portugal. Xande Canta Caetano e o camaleónico Ney Matogrosso arrasaram.

Arcade Fire – Pink Elephant (2025)

Pink Elephant não é do apreço de muitos, mas há quem tenha uma opinião diferente. Parece que todos lhes andam a fazer o funeral, mas os Arcade Fire continuam vivos, afinal. E bem.

The Burning Hell – Ghost Palace (2025)

Há que ouvir este disco. É urgente, muito urgente mesmo, porque os The Burning Hell dizem que não tardará muito, até que chegue o apocalipse. Querem melhor razão do que esta?

Olivia Combs – Santa Olivia Partes (2025)

É preciso tempo e disponibilidade para ouvir o que nos propõe Olivia Combs. E se tempo e disponibilidade é muito do que nos falta nos tempos que correm, então serenem os passos e os corações e ponham a rodar Santa Olivia Partes.

Lucy Dacus – Forever Is a Feeling (2025)

Lucy Dacus está de regresso. Fomos delicados com ela, exatamente como ela sempre é connosco, e o que nos ficou foi um certo sentimento de culpa por não termos gostado tanto do disco como gostaríamos.

Uma Mão Cheia de viagens e passeios sonoros

São cinco discos, uma mão cheia de aventuras, momentos muito díspares. Mas são também uma aventura que vale a pena percorrer, ouvindo-os.

Panda Bear – Sinister Grift (2025)

Panda Bear está de regresso! Que haja regozijo, comemoração, um qualquer amplo gesto de alegria pura! Noah Lennox trouxe-nos a tristeza que nos faz tão felizes!

Bob Dylan – John Wesley Harding (1967)

John Wesley Harding é um disco belíssimo, embora um pouco fora do radar daqueles que não conhecem muito bem a obra de Dylan. Neste Especial, o destaque que lhe é dado justifica-se plenamente. Aqui para nós, é mesmo um dos…

Mogwai – The Bad Fire (2025)

The Bad Fire é um fogo bom. Fricção de sílex sonoro para que se acenda a alma dos temas do novíssimo disco dos Mogwai. Que bela entrada esta, em 2025! Os Mogwai sempre brincaram com o fogo, a verdade é…

Saint Etienne – The Night (2024)

Da noite, costuma fazer-se dia, para se voltar, uma vez mais, à escuridão. Essa parece ser a nova casa dos Saint Etienne. E o brilho desse manto noturno, acreditem, tem um fulgor irresistível. Andam há anos a tentar fazer fazer…

Yakuza – 2 (2024)

Voltaram ao registo longa duração, e em boa hora os acolhemos. 2, dos Yakuza, figura como um dos melhores discos nacionais do ano que está quase a chegar ao fim.

Pedro Abrunhosa e Bandemónio – Viagens (1994)

Como em tudo na vida, há sempre quem não esteja de acordo, há sempre uma pequena aldeia que resiste, um Ideafix disposto a rosnar a desfavor do bardo de serviço.

Martinho da Vila || Coliseu dos Recreios: Os octagenários também sabem dar festas

Foi bonita e comovente, a festa. O lendário octogenário da Vila Isabel ainda está capaz de fazer um festão! Viva Martinho da Vila!

John Cale – Vintage Violence (1970)

O pontapé de saída a solo de John Cale dá pelo nome de Vintage Violence. É enganoso, o título. O álbum traz-nos leveza e paz de espírito, sempre que o ouvimos. Vintage Violence é o primeiro álbum a solo do…

John Cale – Paris 1919 (1973)

Paris 1919 é um monumento sonoro incontornável! Com mais de meia década de idade, o álbum continua brilhante, com a particular Luz da Cidade que lhe emprestou o título. Está mais ou menos generalizada a ideia de que Paris 1919…

Talking Heads – Naked (1988)

Let’s get Naked, everybody? Por nós, a resposta será sempre claramente afirmativa. Por isso, preparem-se para uma viagem até 1988, ano em que os Talking Heads resolveram fechar a loja da sua própria criatividade coletiva. Há rumores, ou até mais…