Carlos Lopes
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O autor destas linhas tem já idade para ter (algum) juízo, e isso deve notar-se, assim o espero. Os seus gostos variam, como será fácil perceber. Para além da paixão pela música, o escriba deste texto é professor de Português e Literatura Portuguesa, e é assim que ganha a vida. Com a música ganha o céu, o que já não é pouco. Tem um blog há já seis anos (http://i-blog-your-pardon.blogspot.pt/) onde escreve alguma coisa para pouca gente ler.

Capitão Fausto – A Invenção do Dia Claro (2019)

Afinal, não tinham os dias contados. Foi uma boa mentira dos meninos que começaram a fazer indie rock, voltaram-se depois para o psicadelismo e acabaram por encontrar um lugar onde se sentem bem. Chamam-se Capitão Fausto e, ao que parece, estão bem vivos!

The Claypool Lennon Delirium – South of Reality (2019)

South of Reality é um instante de exaltação do espírito, uma alucinação sonora, um entusiasmo pulsante e intenso.

Orchestral Manoeuvres in the Dark – Dazzle Ships (1983)

Teria sido muito mais simples e fácil que a dupla Andy McCluskey e Paul Humphreys continuassem na mesma linha de temas como “Souvenir” ou “Joan of Arc (Maid of Orleans)”, mas os artistas têm destas (boas) coisas, como manias, birras que fazem e que muitos não entendem.

Panda Bear – Buoys (2019)

Panda Bear regressou diferente. Mais tranquilo, mais capaz de fazer valer a simplicidade melódica acima de qualquer outra coisa. Despiu a sua música de fardos pesados e resolveu dar-nos Buoys, uma enorme e agradável surpresa.

Djavan – Vesúvio (2018)

Vesúvio não representa uma erupção de criatividade, mas dá sinais da qualidade que o músico tantas vezes mostrou. Djavan regressa em boa forma, e isso será sempre motivo de satisfação.

“Hot Dog” – Led Zeppelin

“Hot Dog” é simples, quase banal, facilmente digerível (daí o título?), embora a letra fale de desamor e de vingança marcada. Coisas da vida, portanto.

Joe Jackson – Fool (2019)

Fool marca o regresso de Joe Jackson aos discos. O recente trabalho do músico inglês joga com as sortes e os azares da vida. E se o tom do disco tende para o lado da soturnidade, também é verdade que o brilho do nosso good ol’ Joe nunca nos deixa às escuras.

Harmonia – Music Von Harmonia (1973)

Abençoados sejam os génios de Moebius, Roedelius e Rother.

Nacho Vegas – Violética (2018)

Nacho Vegas está de volta e traz Violética consigo. É um disco duplo, a bem do prazer e da fartura dos melómanos.

Thom Yorke – Suspiria (2018)

Suspiria é Thom Yorke a aventurar-se por caminhos cinematográficos. O álbum é longo e requer dedicação. Foi o que fizemos, e ainda bem. Suspiria é a banda-sonora de 2018.

“Peaches” – The Stranglers

“Peaches” é um tema de óbvio cariz sensual / sexual.

Richard Hell & The Voidoids – Blank Generation (1977)

Blank Generation deve ser considerado um estrondoso triunfo. Honra lhe seja feita, ouvindo-o.

Um Festival novo e com IDentidade urbana

Foi ontem apresentado, no Centro de Congressos do Estoril, mais um Festival de música. O ID>No Limits>Contemporary Sounds terá a sua primeira edição em março, mais precisamente nos dias 29 e 30. É, portanto, um Festival de Primavera, focado na…

The Stranglers – No More Heroes (1977)

No More Heroes é um disco incendiário, embora sem a histeria convulsiva e inconsequente de muitos outros produzidos e lançados no boom punk daquele período de tempo.

Márcia – Vai e Vem (2018)

Um dos melhores discos de música portuguesa deste ano não vai nem vem. Fica.

Marianne Faithfull – Negative Capability (2018)

Marianne Faithfull voltou aos discos e vem em perfeita forma. Traz dor, nostalgia e solidão para nos oferecer. E nós, agradecidos por tamanha dádiva, ficamos felizes enquanto a ouvimos.

“Cabo de Trafalgar” – Sr. Chinarro

Com “Cabo de Trafalgar” matamos saudades de Antonio Luque, aka Sr. Chinarro.

“Lloyd, I’m Ready To Be Heartbroken” – Camera Obscura

A canção é ótima, dançável como poucas, quase perfeita. E nós não queremos menos do que isso para si.