Carlos Lopes
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O autor destas linhas tem já idade para ter (algum) juízo, e isso deve notar-se, assim o espero. Os seus gostos variam, como será fácil perceber. Para além da paixão pela música, o escriba deste texto é professor de Português e Literatura Portuguesa, e é assim que ganha a vida. Com a música ganha o céu, o que já não é pouco. Tem um blog há já seis anos (http://i-blog-your-pardon.blogspot.pt/) onde escreve alguma coisa para pouca gente ler.

NOS Alive 2025 – Apresentação à imprensa e algumas novidades

Na véspera do início da 17ª edição do NOS Alive, Álvaro Covões recebeu imprensa para apresentar o recinto, assim como para partilhar algumas novidades.

All India Radio – Tranquil Motion (2024)

O espaço é uma matéria sem fim e musicar o espaço leva-nos a descobertas extraordinárias. Tranquil Motion é uma galáxia onde se vive muito bem.

Simone, Aline Paes e Rogê || Festival Jardins do Marquês: a noite fez-se perfeita, e nada será como antes

Tarde e noite brasileiras em solo luso. Ontem, nos Jardins do Marquês foi assim: o Rio de Janeiro esteve bem, mas quem ganhou de goleada foi São Salvador da Bahia.

Lake Ruth – Hawking Radiation (2025)

Parece que veio até nós para fazer amizade, este Hawking Radiation. Uma amizade hipnótica, fascinante e plena de boas radiações. As canções enriquecidas dos Lake Ruth rebentam mesmo connosco!

Emma-Jean Thackray – Weirdo (2025)

Depois de Yellow, o brilhante álbum de 2012, Emma-Jean Thackray regressa com Weirdo. Considerá-lo um disco esquisito, só pode ser esquisitice.

Primavera Sound Porto 2025 – Dia 3: ao último dia, os Parcels fizeram de nós marionetas das suas danças. Foi dançar até fartar.

Virada a página de mais uma edição, foram os australianos Parcels quem mais se destacaram.

Primavera Sound Porto 2025 – Dia 2: o ecletismo do Primavera em todo o seu esplendor

Do filme do segundo dia, fez-se uma bonita longa metragem: os atores principais terão sido os TV on the Radio, Waxahatchee, Kiwanuka e Deftones.

Primavera Sound Porto 2025 – Dia 1: o rock dos Fontaines D.C. e a pop de Charli xcx abriram as hostilidades

Primavera Sound, finalmente! O rasto rock dos Fontaines D.C. e a pegada pop da Charli “Brat” xcx dominaram a noite do primeiro dia.

Coala Festival: Xande (e Caetano) brilharam na noite de Ney Matogrosso

Dois concertos encheram a noite de ontem, no Coala Festival Portugal. Xande Canta Caetano e o camaleónico Ney Matogrosso arrasaram.

Arcade Fire – Pink Elephant (2025)

Pink Elephant não é do apreço de muitos, mas há quem tenha uma opinião diferente. Parece que todos lhes andam a fazer o funeral, mas os Arcade Fire continuam vivos, afinal. E bem.

The Burning Hell – Ghost Palace (2025)

Há que ouvir este disco. É urgente, muito urgente mesmo, porque os The Burning Hell dizem que não tardará muito, até que chegue o apocalipse. Querem melhor razão do que esta?

Olivia Combs – Santa Olivia Partes (2025)

É preciso tempo e disponibilidade para ouvir o que nos propõe Olivia Combs. E se tempo e disponibilidade é muito do que nos falta nos tempos que correm, então serenem os passos e os corações e ponham a rodar Santa Olivia Partes.

Lucy Dacus – Forever Is a Feeling (2025)

Lucy Dacus está de regresso. Fomos delicados com ela, exatamente como ela sempre é connosco, e o que nos ficou foi um certo sentimento de culpa por não termos gostado tanto do disco como gostaríamos.

Uma Mão Cheia de viagens e passeios sonoros

São cinco discos, uma mão cheia de aventuras, momentos muito díspares. Mas são também uma aventura que vale a pena percorrer, ouvindo-os.

Panda Bear – Sinister Grift (2025)

Panda Bear está de regresso! Que haja regozijo, comemoração, um qualquer amplo gesto de alegria pura! Noah Lennox trouxe-nos a tristeza que nos faz tão felizes!

Bob Dylan – John Wesley Harding (1967)

John Wesley Harding é um disco belíssimo, embora um pouco fora do radar daqueles que não conhecem muito bem a obra de Dylan. Neste Especial, o destaque que lhe é dado justifica-se plenamente. Aqui para nós, é mesmo um dos…

Mogwai – The Bad Fire (2025)

The Bad Fire é um fogo bom. Fricção de sílex sonoro para que se acenda a alma dos temas do novíssimo disco dos Mogwai. Que bela entrada esta, em 2025! Os Mogwai sempre brincaram com o fogo, a verdade é…