“Tropical Hot Dog Night” – Captain Beefheart

“Este samba infeccioso e demente era a prova que me faltava para mostrar que Beefheart regressara por fim ao seu trono natural: o indiscutível rei da esquisitice.” (Nick Kent, “Apathy for the devil”, 2010)

“Señor (Tales of Yankee Power)” – Bob Dylan

“O ponto alto do insípido Street Legal de ’78 é a melancólica “Señor, Dylan ainda chafurdando no desespero e na traição, imediatamente antes de ter sido tocado pelas mãos de Deus.” (Nick Kent, “Apathy for the devil”, 2010)

“Domino” – The Cramps

“Os renegados rockabilly de Los Angeles conseguiram superar a própria versão original de Roy Orbison, com a sua medida certa de basófia psicótica.” (Nick Kent, “Apathy for the devil”, 2010)

“Watching The Detectives” – Elvis Costello

Um dos poucos exemplos de brancos que não fazem figura de parvo a tocar reggae.” (Nick Kent, “Apathy for the devil”, 2010)

“Everybody’s gotta live” – Love

Vislumbre de Love já em fase decadente da sua carreira.

“Love My Way” – The Psychedelic Furs

Um dos momentos altos do synth pop recuperado por Luca Guadanino para “Call Me By Your Name”.

“Sufferin’ In Vain” – Suicide

“Actores”, ou como um intervalo pode ser uma coisa absolutamente incrível.

“Wild is the Wind” – Nina Simone

A intensidade de Nina Simone em 7 minutos.

“Hidden Place” – Björk

“Hidden Place” é a canção perfeita para começar um disco que tem tanto de vulnerável como de exótico.

“Papi” – Dean Blunt

Para muitos, samplar a Echoes dos Pink Floyd seria considerado foleiro. Mas Dean Blunt não é um artista qualquer e a apropriação da música dos mestres do rock progressivo é feita com uma mestria e sensibilidade que há-de convencer os mais céticos. 

“h o e” – Katie Dey

“h o e” é uma balada que passou por uma trituradora e foi reconstruída sem manual de instruções. 

“Dog Breath, in the Year of the Plague” – The Mothers of Invention

Nenhuma lista de iconoclastas estará completa sem Frank Zappa. “Dog Breath”, da obra-prima que é Uncle Meat, funde dois dos seus amores: doo-wop e música clássica contemporânea. E ainda inclui uma cantora de ópera no segundo verso! 

“Black Ballerina” – Ariel Pink

Homenagens aos Devo, clubes de strip e fabricantes de elevadores. Esta canção tem tudo menos uma estrutura linear. O que é o refrão ou o verso, ninguém saberá dizer com precisão, mas isso não importa quando uma música é tão orelhuda como esta.

“Tua Cantiga” – Chico Buarque

Uma canção polémica. Para ouvir e refletir.

“Hurt” – Johnny Cash

Sobre escolhas, arrependimentos, caminhos, este é talvez um dos maiores manifestos de vida de um artista, refletidos numa canção e num clip poderosamente comoventes.

“Here Comes The Sun (Concert For Bangladesh)” – George Harrison

Estes rasgos pontuais do sol de Inverno que nos aquecem o rosto e a alma, são absolutamente viciantes. Apetece-nos automaticamente recordar esta canção dos Beatles, lançada em 1969 no álbum Abbey Road, aqui na versão Concert for Bangladesh.

“Another One Goes By” – The Walkmen

Uma melodia que apetece ouvir enquanto sonhamos acordados, mas de olhos fechados. A degustar as guitarras elétricas, prostrados naquela preguiça boa.