Alexandre Pires
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Nasci em terras de Vera Cruz, decorria ainda a década de 70. De pequenino me apercebi que estava destinado a grandes feitos e quis desde logo deixar a minha marca, começando por atravessar o Atlântico a nado. Dessa experiência guardo sobretudo água salgada nos ouvidos, água essa que me impediu de dar ouvidos ao meu pai que queria fazer de mim engenheiro. Hoje, quando me perguntam a profissão, não sei o que responder. Tenho vários chapéus que vou usando consoante a ocasião, desde economista proeminente a futebolista de sonho, de crítico de música amador a empreendedor visionário, de tenista de meia tigela a DJ concorrido, de amante cinéfilo a pai dedicado.

Exposição Fotográfica Altamont

Inaugura-se amanhã, dia 2 de Março, a exposição fotográfica “No Barulho das Luzes (2011-2024)”, uma colecção de fotos tiradas em concertos pelos repórteres do altamont.pt. O local escolhido para esta nova vertente do nosso site é a Chasing Rabbits –…

Banda Sonora Altamont #1: Casa / House

Uma casa e as suas pequenas partes, da sala à casa de banho, do jardim à cave, do quarto à cozinha, recantos vários que constituem um lar.

Yo La Tengo – This Stupid World (2023)

Os Yo La Tengo são uma instituição sonora que nos abençoa com discos e concertos incríveis, ano após ano. This Stupid World é apenas mais um.

Common Ideal e Sogranora dão concerto no Musicbox

Inserido na programação de Novembro do Musicbox, mais precisamente no dia 15, teremos a possibilidade de conhecer duas bandas que prometem dar cartas na cena rock portuguesa, os Common Ideal e os Sogranora. Os Common Ideal são um power trio…

Doclisboa ’23 arranca amanhã: conheça melhor a secção Heart Beat

A edição deste ano do Doclisboa arranca já amanhã, dia 19 de Outubro, e extende-se até ao próximo dia 29 do mesmo mês.

“Still Ill” – The Smiths

A grande questão é, sem dúvida, “Does the body rule the mind or does the mind rule the body?”. A filosofia por trás de cada letra de Morrissey devia ser ensinada aos jovens, juntamente com Nietzsche e Kierkegaard. Tenho dito.

“Flagra” – Rita Lee

As palavras sobre Rita lee estão todas aqui, nada tenho a acrescentar. Para com esta canção específica aí sim, tenho outras – sei, desde tenra idade, o arranque que ficou para sempre na memória: “No escurinho do cinema, chupando drops…

“After You” – Pulp

Depois de um longo hiato, os Pulp voltaram em 2011 com uma tour mundial. Da mesma, resultou este single prodigioso, dançável como se não houvesse amanhã, como só a banda de Jarvis sabe fazer.

“1880 Or So” – Television

Já longe ia o apogeu dos Television quando, em 1992, lançaram um álbum homónimo. Era apenas o seu terceiro disco, o primeiro em 14 anos. Ainda assim, fica na retina esta excelente canção, que abre o disco e faz jus…

“Ponta de Areia” – Wayne Shorter + Milton Nascimento

Maravilhosa parceria esta de Wayne Shorter com Milton Nascimento, no disco Native Dancer de 1975. Se olharmos para a discografia de cada um, este poderia ser encarado como só mais um álbum bem conseguido, mas a conjugação de dois colossos…

Glockenwise || Culturgest: De Barcelos, com amor.
Os Glockenwise vieram a Lisboa apresentar o seu recente disco, Gótico Português, num concerto que deixou uma Culturgest totalmente rendida ao grupo de Barcelos. Comecemos pelo que não entendemos - é um concerto de uma banda rock certo? Então porque…
“You Can Never Hold Back Spring” – Tom Waits

Tom Waits foi fazendo, aqui e ali, aparições em filmes, e esta canção é uma que marca uma dessas aparições, já que a toca durante o filme, num momento incrível de “O Tigre e a Neve”, de Roberto Benigni.

“Eggs And Sausage (In A Cadillac With Susan Michelson)” – Tom Waits

Um dos momentos mais icónicos de Tom Waits, ao piano com um jazz swingante de fundo em cima do qual Waits vai lançando o seu rap beat letrado mas humorístico (com inúmeras tiradas inesquecíveis), dando largas à sua vertente de…

“Lie to Me” – Tom Waits

Já ninguém esperava nada de Tom Waits quando lançou, em 2006, um álbum triplo Orphans: Brawlers, Bawlers & Bastards. Uma incrível coleção de canções de todo o espectro de sonoridades, e do qual ficou especialmente na retina esta rockeira “Lie…

Tom Waits – Closing Time (1973)

Tudo começou em Março de 1973, há 50 anos da data em que vos escrevo este artigo, com o lançamento de Closing Time, que permanece um disco ao qual sempre podemos voltar para nos dar conforto e bem-estar.

“True” – Spandau Ballet

O meu maior guitly pleasure de todos, “True” está nas antípodas das sonoridades que ouço no dia a dia, mas ainda assim conquistou-me, conquista-me a cada audição. Explicações para tal, não existem, não encontro, simplesmente aceito e sigo para a…

“Smalltown Boy” – Bronski Beat

É a canção que tenho sempre para pôr nas sessões Caos no Sodré n’O Bom, o Mau e o Vilão, mas acabo por nunca conseguir encaixar, porque receio que ninguém hoje em dia a reconheça como uma das canções emblemáticas…

“How Bizarre” – OMC

Corria o ano de 1996 quando esta canção foi lançada. O seu êxito foi indescritível, passando em repeat na MTV, e os OMC, lá de longe na Nova Zelândia, nem perceberam bem o que se passou. A descrição de one…