Duarte Pinto Coelho
299 Articles0 Comments

Nasci numa terça-feira de sol em Dezembro e reza a lenda que, nesse dia, o sino da igreja matriz tocou ininterruptamente durante uma hora. Autor de excelentes mixtapes gravadas da rádio, fui também exímio tocador de congas e arrependo-me bastante de não ter seguido carreira como músico. Tentei então ser jornalista mas foi como locutor que encontrei a melhor forma de fingir que não tenho um problema de dicção com os L (èles). A chegar aos 40, não me lembro de alguma vez ter passado um dia sem ouvir música. O meu maior desejo é que toda a gente use bigode e não diga mentiras.

Clã – lusoQUALQUERcoisa (1996)

O álbum de estreia dos Clã é um exercício interessante de uma banda em início de carreira com fulgor de ir a todo o lado ao mesmo tempo, mas numa estética a que o grupo, felizmente, não deu seguimento.

B Fachada – Rapazes e Raposas (2020)

Uma ausência prolongada desembocou num disco surpresa e trouxe de volta o mais galante bardo da nossa praça. O disco é excelente, como seria de esperar, mas é a primeira vez que Fachada não inventa novas linguagens. Há seis anos…

“22 Grand Job” – The Rakes

Ao longo desta semana estivemos a lembrar bandas que surgiram no início do século e que quisemos acreditar que vinham salvar o mundo à guitarrada. Os convidados de hoje tiveram vida curta, mas intensa: duraram seis anos, suficientes para lançar…

“Long Before Rock’n’Roll! – Mando Diao

Esta semana as canções do dia estão a incidir sobre bandas que apareceram no início do século e que pareciam ter condições para se tornarem enormes e, no caminho, colocarem o rock indie como género dominante a nível mundial –…

“Island of the Honest Man” – Hot Hot Heat

Os indie rock com potencial de salvação teve o apogeu no início da década passada, sendo que o ano de 2005 foi particularmente rico em edições. É desse ano o disco que aqui trazemos hoje, Elevator, segundo álbum dos canadianos Hot…

“Apply Some Pressure” – Maximo Park

Em semana dedicada à fase em que acreditávamos que o indie rock ia salvar o mundo, hoje lembramos os Maximo Park. O disco de estreia saiu em 2005 e causou estrondo, com as suas guitarras de sotaque inglês cerrado. Apesar…

“Can’t Stand Me Now” – The Libertines

Os Libertines fazem parte de uma fornada que, no início do século, parecia que ia dominar o mundo com guitarras, mas afinal não.

Playlist da Semana: Indie Rock da esperança

Recuemos até aos primeiros anos do século XXI. Os Strokes tinham chegado para nos livrar do nu-metal e deram coragem a toda uma geração de miúdos que queriam salvar o mundo à guitarrada.

Afonso Cabral – Morada (2019)

Este é o primeiro disco a solo, mas ao todo participam no álbum quase 20 músicos.

“Once Around the Block” – Badly Drawn Boy

Sempre de gorro, Badly Drawn Boy foi ponta de lança da música independente em Inglaterra na viragem para o século XXI.

“Passo a Passo” – Joao Coração

Vasculhando os recantos da nossa memória recente, esta semana estamos a recuperar bandas e artistas de quem já não ouvimos novidades há demasiado tempo. O convidado de hoje é provavelmente o mais elegante de uma geração da cantores e compositores…

“Charity Fucker” – Stowaways

Esta semana, dedicamos as canções do dia e a playlist a algumas bandas que desapareceram dos nossos radares mas das quais temos saudades. O caso de hoje são os Stowaways, banda de Matosinhos nascida no virar do milénio, vencedora do…

Playlist da Semana: Semi-Perdidos

Olhamos para algumas bandas que estão, por várias razões, umas mais outras menos, desaparecidas.

“Adeus Europa” – Corsage

O que será feito dos Corsage? Excelente banda pop-rock independente, lançou dois óptimos discos mas já não se los ouve desde 2012. E é pena. Letras de humor mordaz, melodias viciantes, uma leveza que faz sempre bem à alma. Para…

“O Velho e o Moço” – Los Hermanos

Uma canção para ouvir todos os dias.

Los Hermanos – Los Hermanos (1999)

Ska-punk abrasivo, corações partidos, compositores de excelência. Assim se faz a estreia dos Los Hermanos.

Vampire Weekend – Father of the Bride (2019)

A banda está descaradamente mais pop, tem mais guitarras acústicas, vai ao country e a Bollywood, não é o disco que a maioria dos fãs esperava, mas é incrivelmente melodioso e inequivocamente Vampire Weekend.

Cage The Elephant – Social Cues (2019)

Dêmos graças por, em 2019, ainda haver bandas como os Cage The Elephant que estão cá, se não for por mais nada, é para nos salvar à guitarrada.