São três os pares de mãos que nos tecem esta melodia, e não é o seu estado embrionário enquanto banda – a colectânea conheceu a sua formação no não-tão longínquo ano de 2010 – que os impedem de a transformar um teclado, um baixo e uma bateria num oceano de qualidade quase confundível com alguns dinossauros do género.
“Triangle” nasce, cresce e engole-nos numa progressão de acordes gigantes que culminam num solo de piano imaculável tricotado pelas mãos experientes de Matthew A. Tavares (sim, que conta com descendência lusa). Um tema para ouvir, ouvir e ouvir até nunca mais fartar – e mesmo assim, nunca deixa de espantar. São três, são miúdos e contam apenas com três discos e uma colaboração deste ano com um membro dos Wu-Tang-Clan, Ghostface Killah. Três putos no mundo dos grandes. Para manter debaixo de olho e vê-los a desabrochar com a música que não parece nunca conseguir ficar melhor – mas vai ficando.