
Chegou a hora. Com o regresso ao activo de uma banda que marcou indelevelmente o rock na passagem dos anos 80 para os 90, aproveitamos para olhar para trás e tirar as medidas ao fenómeno Guns N’ Roses, que tão depressa apareceu e levou tudo à frente como se auto-destruiu, como num bom velho mito rock n’ roll.
Ao longo dos próximos oito dias, o Altamont editará vários artigos sobre a banda. A análise individual aos melhores discos (ou seja, ignoraremos olimpicamente o Chinese Democracy); canções do dia todas elas do catálogo dos Guns; atenção especial ao importante concerto no festival de Coachella; e trabalhos de fundo acerca do passado e presente destes perigosos animais do rock.
A digressão que junta, pela primeira vez em mais de duas décadas, três dos pilares essenciais do grupo de Los Angeles – Axl Rose, Slash e Duff McKagan (o importantíssimo Izzy Stradlin não embarcou na viagem no tempo) – começou há poucos dias. E, logo na primeira data oficial (no Troubador), Axl partiu o pé, lançando rumores e o receio de que a tour da banda estaria, mais uma vez amaldiçoada. A verdade é que Axl – conhecido nos tempos áureos por ataques de ‘primadonna’ e por atrasos constantes – não só chegou a horas como deu tudo durante o set. E fê-lo sentado no trono, literalmente, no trono construído para Dave Grohl quando teve de actuar com os Foo Fighters, igualmente lesionado. Novos tempos, novos hábitos.
Os ecos dessa primeira nova noite em Las Vegas mostram o grupo a revisitar todos os discos, incluindo Chinese Democracy, e falam de um triunvirato que, aparentemente, conseguiu ultrapassar as mágoas e as divergências e dar aos fãs aquilo que estes querem: umas horas de grande música, de uma banda que foi enorme e que, hoje, ainda é uma incógnita.
Se o futuro é incerto, o passado é património de todos. É nessa visita de estudo que o Altamont vos convida a entrar.