Canção do dia

“Sea Horse” – Devendra Banhart

A primeira vez que ouvi a “Sea Horse” foi num concerto do próprio no Centro Cultural de Belém, em 2013. Talvez tenha sido influenciada pela performance — tão teatral e absorvente — mas guardei-a com fascínio para lá voltar mais tarde. Nas vezes seguintes conciliei a sua audição com outras tarefas, e qual o meu espanto ao regressar à divisão de onde se proliferavam as ondas sonoras, quando algo completamente já estava a ressoar das tímidas colunas do meu computador. Clicava para trás. Eventualmente, depois de culpar indevidamente o site onde o escutava, percebi que essa era exactamente a magia de “Sea Horse”.

Como quem não quer a coisa, Devendra Banhart leva-nos das águas de coco consumidas debaixo das palmeiras imaginárias dos primeiros dois minutos, a bailar numa noite quente, num crescente de ritmo e espampanância por pouco mais de três intensos minutos, para logo explodir num clímax instrumental com os mesmos intervenientes… e sorrateiramente retornar nos últimos segundos aos tão serenos acordes iniciais, como se daquela praia nunca tivéssemos partido.

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