O piano entra de mansinho e, sem sabermos, já estamos embrenhados no feitiço deste corvo feito do éter. Como artista a pintar com mãos delicadas os pormenores de uma paisagem imensa, subtis traços melódicos vão-se multiplicando, harmonias de outro mundo sobrepõem-se – são as cores vivas de florestas, praias e sóis a nascer numa tela.
Sonhos, sonhos e mais sonhos. De infância, de velhice, de sempre.
“We’ll all feel. All together.
All feel. All together.”
No fundo, é isso que acontece. E é algo mágico.