João Salazar Braga
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Se pudesse viajar no tempo, regressaria à década de 60 e viveria o California Dream com os The Beach Boys. Ou então iria para o Rio tentar cair nas graças da Garota de Ipanema. Se bem que, pensado melhor sobre o assunto, também não me importava nada de estar no Cavern Club, em Liverpool, a assistir à revolução que 4 miúdos iriam, não tarda, provocar no mundo. Como viajar no tempo é impossível, tenho de me contentar, ou com os meus phones, ou com as minhas colunas. E, sinceramente, isso basta-me. Tenho 22 anos. Gosto de escrever. Sobre música, sobre tudo.

Caribou – Suddenly (2020)

Este é o primeiro álbum do produtor canadiano desde 2014, ano em que ofereceu às pistas de danças mais intimistas do mundo o trabalho Our Love.

“Friday Afternoon’s, Op.7: Cuckoo!” – Benjamin Britten

Esta canção ganhou particular fama ao ter sido usada por Wes Anderson numa das últimas cenas de Moonrise Kingdom. É uma canção simples, que passa rápido pelos nossos ouvidos, mas que traz consigo uma leveza indescritível.

“Hapiness” – Hobo Johnson & The Lovemakers

Hobo Johnson canta recitando a sua própria poesia e os Lovemakers tratam do resto. O resultado final é sempre impressionante.

Gil Scott-Heron – We’re New Again [A Reimagining by Makaya McCavern] (2020)

Gil Scott-Heron é considerado, por muitos, o primeiro MC da história.

“Running” – Helado Negro

Helado Negro, projeto de Roberto Carlos Lange, não é uma novidade, sobretudo para quem acompanha atentamente o mundo do folk, mas parece que poucas foram as pessoas que valorizaram verdadeiramente este trabalho do músico norte-americano de raízes equatorianas.

“Flores e Festas” – Reis da República

Num trabalho cheio de gritos revoltosos de guitarra, bateria e teclas, encontramos um quadro muito bonito em “Flores e Festas”, pintado pela voz de Madalena Tamen.

“Day Dreaming” – Aretha Franklin

Nunca são suficientes as palavras para descrever a música de Aretha Franklin, “rainha” em todos os sentidos da palavra.

Playlist da Semana: Café de Flore

Paris é mais do que arte, filosofia, abstracionismo e existencialismo. Paris também é música eletrónica – e da melhor colheita. Venham prová-la ao Café de Flore.

Vince Guaraldi Trio – A Charlie Brown Christmas (1965)

Esta obra de Guaraldi faz-nos voltar a sentir aquele que achamos ter perdido para sempre.

Gerry Mulligan – Night Lights (1963)

Estamos perante um álbum que pode muito bem definir o que deve ser o chamado «smooth» jazz.

Allah-Las – LAHS (2019)

LAHS é exatamente aquilo que estávamos à espera. Ainda assim, deixou-nos surpreendidos.

(Sandy) Alex G – House of Sugar (2019)

Se há coisa que impressiona em (Sandy) Alex G é a sua sinceridade poética. Alex fala-nos de tudo com uma sinceridade inigualável.

“The Big Ship” – Brian Eno

Em 1975, Brian Eno transportou, dentro do seu Another Green World, toda a humanidade para o futuro.

“Deus, Pátria e Família” – B Fachada

Uma das composições mais impressionantes da música portuguesa.

“Eu Amo Você” – Tim Maia

Em “Eu Amo Você” estamos cara a cara com um Tim ainda mais sincero e contemplativo. O trono do soul brasileiro, desde o seu início, esteve entregue ao seu rei.

“Spooky” – Classics IV

Umas das canções mais “catchy” de sempre

Playlist da semana: A Beleza Esconde-se Entre Ponteiros De Relógio

Sabemos que um momento da nossa vida é verdadeiramente belo quando nos apercebemos da sua beleza no exato momento em que o estamos a viver.