Tiago Freire
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O autor deste texto tem 39 anos mas um corpinho de 35. É jornalista há mais de 15 anos. É colaborador de vários blogs e parvoíces afins e já escreveu para a Blitz e para a FHM. Nasceu e cresceu em Carcavelos, fazendo aí o mestrado musical enquanto todos os seus amigos andavam de skate ou faziam surf. Hoje em dia, divide o seu tempo entre as notícias de Economia e a educação dos seus três filhos, enquanto o mundo não percebe que ele é o maior escritor vivo do planeta, coisa que terá inevitavelmente de acontecer. Na próxima encarnação desejaria ser uma mistura entre o Serge Gainsbourg e o Pablo Aimar.

“The One You Know” – Alice in Chains

Guitarras pesadas, algum negrume e as harmonias vocais entre Cantrell e o vocalista William DuVall são, em 2018, a imagem de marca destes verdadeiros sobreviventes do grunge.

Playlist da semana: Seattle Supersonics

Alguns dos discos mais incontornáveis da riquíssima década de 90 vieram deste canto remoto dos EUA. Celebremos, portanto, hoje e sempre.

Roger Daltrey – As long as I have you (2018)

O eterno vocalista dos The Who traz-nos um conjunto de versões influenciado pelas suas referências R&B do início da sua carreira.

Johnny Marr – Call the Comet (2018)

O eterno guitarrista dos Smiths regressa com um disco inventivo, ambicioso e que traz como bónus a que poderá ser a grande canção do ano.

Stills & Collins – Everybody Knows (2017)

Stephen Stills e Judy Collins, duas lendas septuagenárias do country-rock fazem um dos discos mais bonitos e profundos dos últimos anos.

Stephen Malkmus – Stephen Malkmus (2001)

O génio dos Pavement deixa a sua banda para trás e atira-se para o primeiro disco da sua futura carreira, mantendo-se em belíssima forma.

Pavement – Terror Twilight (1999)

O último disco de originais dos Pavement é uma obra mais madura, cansada e contemplativa, mas deu-nos alguns dos mais belos hinos da banda.

José Mário Branco – Inéditos 1967-1999 (2018)

José Mário Branco traz-nos em “Inéditos (1967-1999)” um exercício aventureiro que nos leva das cantigas de amigo ao ié-ié.

Stephen Malkmus & The Jicks – Sparkle Hard (2018)

O homem que sempre compôs e tocou de forma a não parecer estar a esforçar-se demasiado mantém esse charme juvenil, mas o resultado é mais adulto.

X-Wife – X-Wife (2018)

Ao quinto disco, os X-Wife montam uma festa dos diabos. Que venha o Verão, que a banda sonora já chegou.

Unknown Mortal Orchestra – Sex & Food (2018)

Os Unknown Mortal Orchestra não deixam de fascinar, mas perdem alguma da definição que lhes vinha trazendo progressivamente novos fãs.

Pink Floyd – Animals (1977)

Entalado entre Wish You Were Here e The Wall, Animals é um disco duro e violento, mas que merece o seu lugar entre os melhores da discografia dos Pink Floyd.

The Breeders – All Nerve (2018)

Os Breeders regressam com um disco sólido e no qual a sua voz é encontrada sem qualquer dificuldade, embora faltem malhas que prometam ficar na história do indie-rock.

Tracey Thorn – Record (2018)

A voz dos Everything but a girl regressa com o seu melhor disco a solo, um manifesto pessoal e feminista movido a sintetizadores e que é coração e cabeça em partes iguais.

Beautify Junkyards – The Invisible World of Beautify Junkyards (2018)

Ao terceiro disco, os Beautify Junkyards não surpreendem e embrenham-se ainda mais nos bosques arcaicos da sua folk outonal.

“Aqui dentro de casa” – José Mário Branco

Intervenção social e protesto, sim; mas também doçura, ternura; e aquela sua capacidade de análise que, juntamente com o seu impulso poético, nos consegue contar uma história, ou várias, dentro da mesma história.

“Novas Babilónias” – Clã

Agora que, estranhamente, os Clã parecem andar algo esquecidos, recordemos um dos seus primeiros singles, “Novas Babilónias”.

“In France They Kiss On Main Street” – Joni Mitchell

“In France The Kiss On Main Street” mostra Joni Mitchell a espraiar-se a seu bel-prazer.