Tiago Freire
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O autor deste texto tem 39 anos mas um corpinho de 35. É jornalista há mais de 15 anos. É colaborador de vários blogs e parvoíces afins e já escreveu para a Blitz e para a FHM. Nasceu e cresceu em Carcavelos, fazendo aí o mestrado musical enquanto todos os seus amigos andavam de skate ou faziam surf. Hoje em dia, divide o seu tempo entre as notícias de Economia e a educação dos seus três filhos, enquanto o mundo não percebe que ele é o maior escritor vivo do planeta, coisa que terá inevitavelmente de acontecer. Na próxima encarnação desejaria ser uma mistura entre o Serge Gainsbourg e o Pablo Aimar.

Dax Riggs – 7 songs for spiders (2025)

Um tiro de rock escuro dos pântanos do Louisiana, como um casamento entre os Queens of the Stone Age e o Beck dos primeiros tempos.

King Gizzard and the Lizard Wizard – Phantom Island (2025)

Cordas, sopros, southern rock, Motown e cocaína dos anos 70, em mais um belíssimo disco dos King Gizzard.

Stereolab – Instant Holograms on Metal Film (2025)

O felicíssimo regresso dos Stereolab, uma das bandas mais interessantes e idiossincráticas dos anos 90, 15 anos depois do último disco

Terno Rei – Nenhuma Estrela (2025)

A banda de São Paulo traz-nos um disco cheio de belas e imediatas canções indie, com ecos de anos 90 mas cheio de sensibilidade pop e melancolia. Os Terno Rei nasceram em São Paulo por volta de 2010 e têm…

Jovanotti – Il corpo umano VOL.1 (2025)

Um excelente trabalho que sintetiza quase tudo o que o Jovanotti fez na sua carreira, e que nos faz dançar e sentir.

PZ – Apocalypse later (2025)

PZ bebe uma bebida a ver o mundo desmoronar-se, no seu primeiro disco totalmente em inglês e marcado pela estrutura rock. A bater os 20 anos de carreira, PZ continua sem dar qualquer sinal de abrandar. A sua pulsão criativa…

Mão Morta – Vénus em chamas (1994)

No primeiro disco para uma multinacional, os Mão Morta mudam, mas não como muitos esperariam. Os Mão Morta sempre desafiaram as normas e as expectativas, flirtando com o sucesso para depois o sabotar e vice-versa. Depois do sucesso de Mutantes…

Mão Morta – Mutantes s.21 (1992)

O sucesso que atirou os Mão Morta do pequeno circuito alternativo para o mainstream. Os anos de 1991 e 1992 foram paradoxais para os Mão Morta. Por um lado, como se podia constatar do disco O.D. Rainha do rock n…

Mão Morta – Viva la Muerte (2025)

Um disco profundo e urgente, que desmascara o fascismo com poesia, música e mestria.

Alex Pester – Bedroom Songs (2025)

Uma excelente e discreta pérola pop de um garoto inglês que vai certamente dar que falar. Alex Pester é um garoto inglês de 25 anos de quem nunca tínhamos ouvido sequer falar. Porém, este é já o sétimo disco de…

Bob Dylan – Highway 61 Revisited (1965)

No período mais fértil da sua vida, chega-nos o disco que melhor condensa as várias facetas de um Bob Dylan em busca determinada pela sua liberdade artística. Em Julho de 1965 chega às rádios e aos ouvidos da América “Like…

Orlando Cohen – Planet V (2024)

Um disco sereno e bonito que mostra um lado mais introspectivo de um dos guitar hero nacionais. Orlando Cohen será sempre reconhecido como guitarrista dos saudosos Censurados, mas também dos Peste & Sida e de tantos outros projectos da música…

Nancy Vieira – Gente (2024)

Um disco que pinta África com as cores do Brasil e um toque de Lisboa, com um resultado enternecedor e muito bonito.

The Hard Quartet – The Hard Quartet (2024)

Um bom disco da realeza indie do rock americano mas que fica aquém da promessa que trazia. O nascimento deste Hard Quartet veio praticamente do nada. Primeiro, o anúncio de que se tinha formado um supergrupo; logo de seguida um…

Lou Reed – Coney Island Baby (1976)

Um disco bonito e luminoso, como resposta à fúria do anterior Metal Machine Music.

Mazzy Star – So tonight that I might see (1993)

Enquanto a agressividade do grunge destruia tudo, um par improvável inventava a dreampop para os tempos modernos. As origens dos Mazzy Star podem encontrar-se na primeira metade dos anos 80, com o movimento Paisley Underground, uma espécie de revivalismo psicadélico…

Júlio Pereira – Fernandinho vai ó vinho (1976)

A estreia a solo de Júlio Pereira é uma “opereta-rock” cheia de grandes convidados e de um humor e uma ternura irresistíveis. Quando pensamos em Júlio Pereira vem-nos imediatamente à cabeça a imagem do músico de cabelo longo com o…

Inóspita – E nós, Inóspita? (2024)

Apesar do nome, Inóspita, o projecto puramente instrumental da guitarrista Inês Matos chama-nos para junto de si.