Carlos Lopes
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O autor destas linhas tem já idade para ter (algum) juízo, e isso deve notar-se, assim o espero. Os seus gostos variam, como será fácil perceber. Para além da paixão pela música, o escriba deste texto é professor de Português e Literatura Portuguesa, e é assim que ganha a vida. Com a música ganha o céu, o que já não é pouco. Tem um blog há já seis anos (http://i-blog-your-pardon.blogspot.pt/) onde escreve alguma coisa para pouca gente ler.

Joe Jackson – Fool (2019)

Fool marca o regresso de Joe Jackson aos discos. O recente trabalho do músico inglês joga com as sortes e os azares da vida. E se o tom do disco tende para o lado da soturnidade, também é verdade que o brilho do nosso good ol’ Joe nunca nos deixa às escuras.

Harmonia – Music Von Harmonia (1973)

Abençoados sejam os génios de Moebius, Roedelius e Rother.

Nacho Vegas – Violética (2018)

Nacho Vegas está de volta e traz Violética consigo. É um disco duplo, a bem do prazer e da fartura dos melómanos.

Thom Yorke – Suspiria (2018)

Suspiria é Thom Yorke a aventurar-se por caminhos cinematográficos. O álbum é longo e requer dedicação. Foi o que fizemos, e ainda bem. Suspiria é a banda-sonora de 2018.

Lucy Dacus – Historian (2018)

Historian tem momentos de melancolia, sofrimento, ternura (muitos), e outros (poucos) de descarga e raiva. É visceral, sem ser azedo.

“Peaches” – The Stranglers

“Peaches” é um tema de óbvio cariz sensual / sexual.

Richard Hell & The Voidoids – Blank Generation (1977)

Blank Generation deve ser considerado um estrondoso triunfo. Honra lhe seja feita, ouvindo-o.

Um Festival novo e com IDentidade urbana

Foi ontem apresentado, no Centro de Congressos do Estoril, mais um Festival de música. O ID>No Limits>Contemporary Sounds terá a sua primeira edição em março, mais precisamente nos dias 29 e 30. É, portanto, um Festival de Primavera, focado na…

The Stranglers – No More Heroes (1977)

No More Heroes é um disco incendiário, embora sem a histeria convulsiva e inconsequente de muitos outros produzidos e lançados no boom punk daquele período de tempo.

Márcia – Vai e Vem (2018)

Um dos melhores discos de música portuguesa deste ano não vai nem vem. Fica.

Marianne Faithfull – Negative Capability (2018)

Marianne Faithfull voltou aos discos e vem em perfeita forma. Traz dor, nostalgia e solidão para nos oferecer. E nós, agradecidos por tamanha dádiva, ficamos felizes enquanto a ouvimos.

“Cabo de Trafalgar” – Sr. Chinarro

Com “Cabo de Trafalgar” matamos saudades de Antonio Luque, aka Sr. Chinarro.

“Lloyd, I’m Ready To Be Heartbroken” – Camera Obscura

A canção é ótima, dançável como poucas, quase perfeita. E nós não queremos menos do que isso para si.

“Addictions” – Lucy Dacus

O título não engana. É mesmo uma addiction song.

“Les Comédiens” – Charles Aznavour

Nous vou saluons avec joie, Aznavour!

“Talvez” – Tim Bernardes

“Talvez” é, portanto, muito mais uma certeza do que uma dúvida.

Playlist da Semana: Outono

Tragam mantas, chás quentes e uma gota de álcool para que tudo pareça melhor. E música, muita música.

“Quem?” – GNR

Canção do Dia é a mais recente dos GNR, fresquinha fresquinha.