«It Starts and Ends With You» foi lançado a 4 de fevereiro de 2013. Foi o primeiro single dos Suede desde «Attitude/Golden Gun», duplo lado-A que viria a findar a primeira vida do grupo londrino. Isto são os factos. O subjetivo mandar dizer mais umas coisas.
Este regresso aos álbuns de sucesso crítico – Bloodsports é um mimo para os fãs e uma alegria para os devotos de música pop britânica – permitiu reconciliar os Suede com a sua vida enquanto banda e, tão ou mais importante, com os palcos. É um disco onde à escrita de Anderson se junta, em oito das dez faixas, o toque criativo de Neil Codling, teclista e guitarrista que se juntou à banda em 1995 e viria a sair em 2001, antes do declínio e do que se temia ser um último respirar dos Suede, ainda por cima um pouco inspirado: A New Morning, de 2003, foi o canto do cisne. Até 2010, em palco, e até ao ano passado, no que a novos lançamentos disse respeito.
«It Starts and Ends With You» é uma canção impecável: produção limpa, guitarras reluzentes, belas palavras, uma base rítmica forte, a voz de Anderson como há muito tempo não ouvíamos – cristalina, pura. O teledisco é Suede: negro, respira classe e sensualidade, mesmo que apoiado no simples «banda a tocar a cantiga como se estivesse ao vivo mas não está e esta merda deve ter sido gravada umas 20 vezes». Os Suede são uma banda do caraças.
