Canção do dia

“Once In A Lifetime” – Talking Heads

Byrne não canta, prega, como se fosse um pastor da IURD, perguntando-nos, com a sua entoação exuberante e fanática, se algum dia nos sentimos estranhos perante a nossa própria vida (quem nunca teve uma crise existencial que atire a primeira pedra). Os teclados são repetitivos e desagradáveis, expressando a monotonia absurda do quotidiano, com a tensão a acumular-se até níveis exasperantes. Por fim, tudo extravasa num refrão absurdamente orelhudo, o momento da nossa súbita epifania. O hit mais bizarro da história da pop, portanto.

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