Ana Lúcia Tiago
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A autora deste texto chegou demasiado tarde à musica dos Arctic Monkeys para os ver tocar no Coliseu dos Recreios e nunca se perdoou por isso. Desde então esforça-se por estar sempre a par das novidades, enquanto tenta dividir o seu tempo entre a descoberta de novas formas de criar medicamentos a partir de células e a descoberta dos mais apetitosos álbuns a serem feitos por aí. Os resultados da sua investigação podem não estar ainda na Nature mas (os musicais) podem ser lidos neste site. Tudo peer reviewed, claro está.

“Alley Cats” – Hot Chip

Em “Alley Cats” não temos as batidas dançantes em que pensamos quando se fala de Hot Chip. Ao contrário de grande parte do álbum One Life Stand, de 2010, a canção do dia de hoje é calma e melancólica, combinando…

“Comingback” – Parcels

A música dos Parcels é uma produção invejável aliada a arranjos límpidos e brilhantes e melodias dançantes.

“The Way We Get By” – Spoon

Uma canção simples e curta, que não é mais que a enumeração dos hábitos questionáveis de jovens taciturnos e fãs de Iggy Pop mas que é extremamente eficaz a ficar presa na cabeça de quem a ouve.

“Something For The Girl With Everything” – Sparks

“Something For The Girl With Everything” é um ansioso crescendo com pouco mais de dois minutos, populado por teclas frenéticas e por um falsete que tenta a todo o custo comprar o silêncio de uma menina que sabe demais.

Playlist da Semana: Libertação Total

A playlist desta semana é uma celebração da tão esperada libertação total.

The National – Alligator (2005)

Alligator é o último limar de arestas ao som dos National antes da merecida consagração que a ele se seguiu.

The Strokes – Room On Fire (2003)

Ainda que ensombrado pelo sucesso de Is This It, Room On Fire é um disco incontornável, repleto de canções maiores do que a vida que ombreiam facilmente com os tops de qualquer lista das melhores canções do Indie Rock.

Jorge Palma, Camané e Mário Laginha || Festival Jardins do Marquês

Nem o vento frio desanimou quem foi a Oeiras para ver Jorge Palma e Camané e Mário Laginha, que nos trouxeram dois belíssimos concertos.

Shame – Drunk Tank Pink (2021)

Drunk Tank Pink é uma catarse coletiva ao som de um álbum Rock como deve ser.

“Dylan Thomas” – Better Oblivion Community Center

Com a dose certa de intensidade, refrões quase catchy sobre demónios interiores e instrumentais rock com guitarras bem presentes, eis “Dylan Thomas”.

“Jaipur” – Mr Twin Sister

Banda de Nova Iorque formada em 2008, os Mr Twin Sister serão com certeza amiúde descobertos enquanto aos autores da sample que Kendrick Lamar usou no single “The Recipe”.

“To The End (La Comedie)” – Blur e Françoise Hardy

As duas vozes, ainda que conversando em línguas diferentes, encaixam perfeitamente, em particular quando Damon Albarn e Françoise Hardy cantam juntos o último refrão em Francês.

“At The Indie Disco” – The Divine Comedy

Single de apresentação do álbum de 2010 de Neil Hannon, Bang Goes the Knighthood.

“Paciência” – Bia Maria

Bia Maria editou em 2019 o seu primeiro trabalho Mal Me Queres, Bem Te Quero pela chancela da Chinfrim Discos.

Playlist da Semana: Comme Il Faut

A playlist desta semana é um conjunto de canções que piscam o olho à francofonia.

Conjunto Cuca Monga – Cuca Vida (2020)

Totalmente gravado à distância em modo cadáver-esquisito, Cuca Vida é um bem-disposto e despretensioso mergulho no grupo de WhatsApp da Cuca Monga, cheio de private jokes, piscadelas de olho ao mundo digital e reflexões sobre a amizade.

“Don’t Make Me Over” – Julia Holter

Uma bela interpretação de uma das mais interessantes vozes do Indie feminino atual.

“Cravado” – Laure Briard

Laure Briard é de Toulouse e canta um doce indie-pop em francês, lembrando o legado de Françoise Hardy e de outras afins.