Austero e de difícil penetração, Pocket Symphony foi um relativo falhanço na carreira dos Air. É um mau disco? Obviamente que não, nem a dupla conseguiria fazer algo do género. Mas, há que reconhecer, é um dos menos obrigatórios da discografia.
Mais pacato e introspetivo do que o costume, Pocket Symphony, de 2007, tem a particularidade maior de integrar colaborações com Jarvis Cocker (Pulp) e Neil Hannon (The Divine Comedy), mas o todo não chega a ser maior que a soma das partes.
“Once Upon a Time” e, especialmente, “Mer du Japon”, foram singles com relativo ‘airplay’, mas a revolução não passou por aqui desta vez – há, como sempre, melodias elegantes, a tradicional maquinaria trabalhada com vista a resultados orgânicos, tudo o que identificamos e apreciamos nos Air, com a diferença de as canções não estarem à altura do que já na altura era uma carreira de requinte.
Quem gosta dos Air, não vai deixar de reconhecer aqui e ali em Pocket Symphony momentos de inspiração. Para os menos fãs ou conhecedores, somos obrigados a recomendar outras portas de entrada mais acessíveis e inspiradas.