Está-se a tornar num padrão. Em cada escavadela no subsolo do Vortex, um par de bandas empenhadas em alimentar-nos a alma. Desta vez, foram os italianos S.I.D. e os leirienses Lord of Confusion com o Doom como fundo!
Não quero mentir, mas penso que terá sido a primeira vez que vi um teclado no Vortex… mas lá estava ele, mesmo à frente do palco a empurrar a primeira fila por mais uns metros. O desnível até poderá colocá-la praticamente um metro abaixo dos seus colegas, mas a voz e a presença de Carlota Sousa (voz e teclados) acaba por funcionar como um farol no breu do Vortex.
O som dos Lord of Confusion é tenebroso… de bom, sobretudo quando as vozes de Carlota e os guturais de João Fonseca (baixo e voz) se interligam num bailado de brutalidade. O quarteto de Leira, completado por Danilo na guitarra e por Nélson Figueiredo, vão buscar retalhos de várias texturas – do Doom ao Black Metal – para tecerem uma manta que nos enleia e enfeitiça!
Depois da pausa para arrefecer e retemperar, segue-se o trio italiano S.I.D., que eleva a parada sónica com o seu Death/Doom ancorado na cadência grave de Pikkio (bateria) e na parede de som solidamente construída por Ikea (no pun intended, é mesmo o nome artístico do transalpino) e guiado pela voz e guitarra de Fra. Cativado, o público responde com a dança frenética do metal e só deixa a banda sair do palco quando a reserva (de energia) chega ao fim!




















lord of confusion é muito bom!!
⭐⭐⭐