MICO e Hunter Daily espalharam música e amor pela sala do LAV. Sorrisos de coração cheio não se encontram em doses massivas como estas, e por isso … há que aproveitar!
Há concertos que começam tímidos. Não sabemos o que esperar. Encontramo-nos meramente na expectativa de ver o nosso artista favorito, partilhar o espaço com os seus outros fãs e dançar durante algumas horas até não aguentarmos mais e não sentirmos os pés. No entanto, a timidez foi rapidamente embora, pois o tempo passou a voar e os artistas presentes acabaram por comover todos os presentes. O concerto de MICO, no LAV, no passado dia 15, foi exatamente assim, uma espécie de avalanche emocional que curiosamente, começou com alguém que ainda não tem uma presença tão grande no mapa, a artista Hunter Daily.
Hunter Daily não só abriu a noite, como também o coração de todos. A artista surgiu em palco apenas com o seu guitarrista, e mal sabíamos nós o que estava por vir. Com uma energia eletrificante, o diálogo entre cantora e guitarrista foi ouvido por todos, transformando a energia do público e aquecendo-os para o que estava por vir. Apesar de nos apresentar um alinhamento reduzido (cerca de quatro temas), carinho e interação com o público foram coisas que não faltaram, o que nos faz pensar que a sua atuação não cairá tão cedo no esquecimento.
Escusado será afirmar que sem dúvida alguma deixou Lisboa com mais alguns ouvintes curiosos pela sua música. Houve quem cantasse partes das músicas ou quem mostrasse já reconhecer o talento indiscutível de Hunter.
Depois chegou a altura da estrela da noite: MICO. O artista subiu ao palco repleto de uma energia contagiante que rapidamente tocou o público. A sala vibrou e os cânticos e danças dos seus fãs tomaram conta do espaço. Intermediando os seus hits, como “Senses”, “Homesick”, “Cut my hair” ou “Tv”, com momentos de interação com os seus fãs, brincadeiras e acima de tudo uma enorme proximidade com o seu público.
MICO retribuiu o amor que recebeu da plateia com duas surpresas: mostrou “Without me” ainda por lançar e arriscou, com sucesso, uma versão muito personalizada do sucesso de Gracie Abrams – “That’s so true”.
Texto e fotografias: Miguel Alverca











