MaZela espalhou magia, beleza e encanto pelo sótão da Casa Capitão. O Altamont esteve lá para ver, ouvir e sonhar!
«Há sempre alguém que sonha em qualquer parte»
(Canção sem Final | A Garota não)
Lançado no final de 2024, Desgostos em Canções de Colo é um dos discos pequenos (leia-se EP) mais bonitos que me chegaram aos ouvidos nos últimos tempos. Foi necessário esperar um bom bocado até poder ver e ouvir como Maria Roque e Alexandre Mendes o transportariam para o palco, e a espera, como manda o cliché, valeu bem a pena. E isso é maravilhoso, porque cliché bem pode mandar, que a vida muito poucas vezes obedece.
Em cima do baixinho estrado do sótão da Casa Capitão, e entre as duas cadeiras onde se senta a dupla que constrói a MaZela, está um belo candeeiro e uma pequena mesa com dois copos de tinto. Este cenário transpira intimismo, mas … e se me permitem, não era preciso! No dia em que decidirem tocar na estação da Alameda, em plena hora de ponta, e sem qualquer adereço, formar-se-á uma deslumbrante bolha que engolirá os passageiros de ouvido atento e alma livre! E foi numa dessas bolhas que neste sábado pairei com um conjunto de companheiros de sonho musical.
Ao longo dos cinco temas de colo, uma “música nova” (ainda sem nome) e a versão de “Canção sem final” d’A Garota Não que deixaram para o final, a guitarra acústica de Maria foi dialogando com a guitarra elétrica de Alexandre. Contaram segredos, partilharam histórias, falaram de medos, fantasias e desejos. Como sei? A bela voz da Maria contou-nos tudo … ou cantou-nos tudo … como preferirem imaginar! Ela bem pediu ajuda para os coros, mas estávamos todos e enfeitiçados e com medo de arranhar aquele momento lindo que por nós passou como um sonho … daqueles que o sol da primavera por vezes nos dá!














