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Comentários (9)
  1. Raul Cisto diz:

    Meus amigos, a música era música muito antes do CD e do leitor MP3 no carro.
    A questão do ‘são bons só pelos concertos ou pela música’ parece-me, desculpem-me uma vez mais absurda. Parto, claro, do princípio que nos concerto eles oferecem… música e não rebuçados, maços de notas de 50 euros ou fellatios. A questão é que vocês estão acostumados a consumir música de uma determinada forma, mas isso não quer dizer que a vossa é a única.

    Por outro lado, reduzirem-nos a sons primitivos e batidas repetitivas, citando o Vasco, também não me parece clarividente, pois não justifica o pouco sucesso das milhares de outras bandas que têm ‘sons primitivos e batidas repetitivas’.

  2. Anonymous diz:

    Racista?! Seria uma cena idiota de fazer, especialmente vindo de um gajo com carapinha e de raça pouco clara.

    Libertar o macaco referia-me às danças tribais à maluca. Libertar o homo sapiens seria mais correcto.

    Somos todos um bocado macacos a meu ver. Basta ver o national geographic.

  3. Anonymous diz:

    Outra coisa alex,
    Eles fazem sucesso nos palcos secundários e sabes bem se tiveres com meia duzia de jolas no bucho danças ao som daquela merda.

  4. vask diz:

    Três apontamentos:

    1 – O sucesso dos Buraka:

    O sucesso deles comprado com bandas electrónicas como os Massive Attack ou portishead é nenhum. Fazem sucesso dentro da comunidade indie electrónica. Foram inteligentes na forma como pegaram em sons primitivos e deram roupagens electrónicas actuais.Gosto deles mas tal como o fred disse sabem a bolinhos com creme, sou seja, se comes muito ficas enjoado e cagas-te todo.

    2- Banda ao vivo. Ao vivo, como uma boa dose de substâncias ilícitas no bucho, podem ser interessantes. Os sons primitivos e a batida repetitiva pode puxar pelo macaco que há em nós.

    3- Digno de maior aplauso foi a actuação da Mariza no david letterman que deixou o o apresentador e público ao rubro.

  5. Frederico Batista diz:

    quando dizes macaco estás a fazer um comentário racista?

  6. Frederico Batista diz:

    Raul: não sei se reparaste mas eu próprio aludi à importância do facto dos Buraka não irem pelo Pop/Rock Português ou Inglês, não que não quisessem mas sim porque o seu estilo é outro. Parece-me é que nunca ouviste o disco deles em casa. Eu, pessoalmente, quando o ouvi fez-me lembrar os 11 anos quando ouvíamos 2Unlimited. Achávamos muita piada a 2 ou 3 singles e víamos que os concertos que davam na MTV eram potentes mas quando ouvias o disco completo era uma tremenda seca.

  7. Alex diz:

    Entendeste por hesitação minha um pedido de opinião dos restantes contribuintes deste blog, naturalmente que tenho a minha própria opinião, a qual aqui vos deixo – há de facto qualidade na música dos buraka. E quando digo “qualidade” digo inovação, criatividade e a tal capacidade técnica que referiste, e é por isso mesmo que estão a ser reconhecidos internacionalmente. Mas há que salientar um aspecto importante: começaram a ser mais falados pela energia dos seus concertos do que pela qualidade da sua música e diria que foi com isso que conseguiram cativar audiências pelo mundo, mais recentemente nos EUA com as suas actuações nomeadamente em Coachella. Daí perceber um pouco o que o Fred diz – as notícias vindas do “resto do mundo” relatam sucesso nos concertos, mas então e vendas de CD’s? Onde estão elas? Será que andam a ouvir BSS em casa, no carro, etc? Acho que seria um dado estatístico importante…

    Resumindo, sim são bons. Eu pessoalmente não gosto do tipo de som, mas reconheço que são bons. Mesmo por saber que são bons, questiono-me das intenções dos que lhes andam a dar “sucesso” lá fora – só pelos concertos ou pela qualidade da música?

  8. Raul Cisto diz:

    Bem eu discordo do que o Fred disse, na sua essência, e pelas mesmas razões não simpatizo com a hesitação do Alex.

    Primeiro porque cagar sentenças acerca do modo de se ouvir a música (em casa, em concerto, durante a cópula, etc) é algo que deve ser sempre considerado como pessoal, variando de indivíduo para indivíduo. E uma vez mais insisto na tecla de que a música não depende do seu modo de transmissão nem do estado de espírito nem da localidade onde é transmitida para ser música.

    Segundo, porque o que me espanta não é o sucesso que eles estão a ter, mas sim o talento, a visão e a criatividade dos Buraka.
    São músicos, na verdadeira acepção da palavra, extremamente inteligentes que sabem muito bem o que estão a fazer, e considero quase ofensivo pôr-se em causa a sua qualidade ao mesmo tempo que se demonstra interesse em mediocridades género b fachada ou pontos negros. A diferença entre estes dois produtos nacionais é incomensurável (e a única razão que vos leva a meditar sobre os BSS é precisamente o espanto – ou direi mesmo incompreensão – perante tamanho sucesso internacional.)

    Resumindo, não sendo um tipo musical que procure muitas vezes, parece-me evidente a sua originalidade, gritante a sua capacidade técnica e brilhante a sua visão.

    Não sei muito bem o significado de “música de qualidade”, mas tenho a certeza de que os autores desta banda irão com certeza ter longas e produtivas carreiras, debaixo de vários projectos que provavelmente serão menos conhecidos que os Buraka Som Sistema.

  9. Frederico Batista diz:

    Bem, vamos por partes. Será que ter sucesso um pouco por todo o lado é sinónimo de qualidade? Para uma “banda” “portuguesa” para fazer sucesso um pouco por todo o mundo é algo para ficarmos com algum espanto. Porque será? Primeiro são diferentes do que, geralmente, se faz por cá. Não é uma banda rock a tocar mais do mesmo, seja em portugues ou ingles. Segundo, eles ao vivo são, de facto, muito bons. Em relação ao disco em si, confesso que o inclui no meu ipod, porém ao fim de uns dias tirei-o. Acho-o cansativo. São uma boa banda ou grupo ou whatever para se ver ao vivo, porque improvisam muito, têm mta força e energia e mobilizam o público. Não é som para se ouvir muito em casa.

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