A Single Mother / A Single Woman / An Only Child é um álbum que vai direto aos sentidos. Elisabete Guerra e os seus companheiros Francisco Couto, chica e Chinaskee, conduzem-nos por essas vielas do fascínio, plenos de liberdade, crueza e intensidade, despidos de tretas e pretensões.
É certo que cada um de nós terá as suas referências. Mas, para quem cresceu nos anos noventa do século passado, entre cassetes partilhadas e programas alternativos de rádio e tv satélite, e para quem nunca se deixou pentear ou engravatar, A Single Mother / A Single Woman / An Only Child é um álbum que vai direto aos sentidos. Já ouvimos e adoramos aquelas paredes de guitarras delirantes, aqueles valores sujos de (des)produção, os cortes nos meios dos temas, a voz sôfrega da sinceridade ou a acústica sem mel!
O que os mesmos ouvidos não reconhecem, no entanto, é toda uma linguagem – no sentido mais lato do mundo! Não reconhecem e estranham, mas deixam-se encantar por essa estranheza e querem saber mais. Elisabete Guerra e os seus companheiros Francisco Couto, chica e Chinaskee, conduzem-nos por essas vielas do fascínio, plenos de liberdade, crueza e intensidade, despidos de tretas e pretensões.