No passado dia 9 de dezembro, foi a vez de Sadie Jean pela primeira vez subir ao palco do LAV, finalizando a sua digressão internacional “Early Twenties Torture World Tour”, que vem alinhada ao lançamento do seu primeiro álbum.
Antes de Sadie Jean encantar, foi Ben Ellis, artista convidado da noite que aqueceu a sala. Pacato, mas com algumas faixas que passeiam entre a introspeção e a melancolia, Ellis conseguiu conquistar o público e antes do momento principal, estabeleceu uma conexão genuína com as pessoas que foram chegando.
Quando Sadie finalmente entrou, o início foi marcado por um ritmo mais sereno. A artista começou com temas que pediam atenção, criando um ambiente mais íntimo no espaço. Com uma voz doce que convidava cada pessoa na plateia a ouvir não só as letras, mas também o que estava por trás delas.
À medida que o concerto avançava, algo mudou. A energia aumentou, e Sadie soltou-se mais em palco, soltando até alguns passos de dança. Foi nesta fase que se sentiu a verdadeira transição do espetáculo, não era apenas um recital emotivo, mas um momento coletivo de música pop onde se podia cantar e dançar sem pensar no amanhã.
Depois dessa onda mais animada, Sadie regressou a músicas mais pausadas, criando uma espécie de arco emocional ao longo da noite, um contraste que funcionou, porque deu espaço para respirar, sentir e depois soltar.
No total, foi uma noite que misturou momentos calmos com outros mais vibrantes, e que mostrou bem porque Sadie Jean conquistou tantos fãs com as suas músicas sinceras sobre amor, crescimento e vida adulta.
Texto e Fotografias: Miguel Alverca









