Na última sexta-feira, 1 de novembro, a Casa Capitão virou cenário de uma daquelas noites mágicas em que tudo encaixa: boa música, ambiente acolhedor e uma artista que parece cantar direto para o coração do público. A protagonista foi Mari Froes, uma das vozes mais promissoras da nova MPB, que trouxe para Lisboa um concerto leve, delicado e cheio de emoção.
Brasiliense de alma leve e sorriso tímido, Mari Froes começou a chamar atenção ainda adolescente, com vídeos no YouTube onde reinventava clássicos da MPB com um toque pessoal. Em 2020, lançou o EP Nebulosa, um projeto que combina MPB, bossa-nova e pitadas de jazz e R&B. O que faz Mari Froes se destacar é a sua habilidade de costurar o tradicional e o contemporâneo com uma naturalidade impressionante. Suas canções carregam ecos de Nara Leão, Maria Gadú e Céu, mas respiram modernidade — com harmonias sofisticadas, letras sensíveis e um toque de pop alternativo que conversa com uma geração que busca autenticidade.
No palco da Casa Capitão, Mari Froes mostrou o porquê de ser considerada uma das vozes mais promissoras da nova geração. Com a banda em sintonia e um público completamente rendido, a cantora apresentou um repertório que mesclava sucessos e inéditas, dando um pequeno gosto do que está por vir em seu próximo álbum, tudo envolto num clima de proximidade e leveza.
Entre músicas, Mari conversava com a plateia, ria, contava histórias e fazia o tempo parecer desacelerar. O espaço intimista da Casa Capitão, com luz suave e o charme industrial à beira do Tejo, ajudou a criar a atmosfera perfeita. Mais do que um concerto, foi uma celebração da música feita com alma — e uma prova de que a nova geração da MPB está cheia de força e sensibilidade.
Mais do que um espetáculo, a apresentação de Mari Froes foi uma experiência de escuta — dessas em que o público se deixa levar pelas melodias e sai com o coração um pouco mais leve. Mari não canta para impressionar: ela canta para conectar. E talvez seja justamente essa honestidade que faz o público se reconhecer nas suas canções — e que transformou a noite de 1 de novembro na Casa Capitão num pequeno acontecimento musical.
Fotografias: Felipe Kido






















