“Circle” começa e acaba com um coro etéreo, distante e apaziguador. Mas, excepto nesses momentos de início e fim, a composição é rápida, complexa, cheia de camadas e texturas. Os instrumentos, de cordas e sopro, parecem serpenteá-la furiosa e precipitadamente, sem deixar esconder a sua inspiração oriental. A percussão pontilha a música quase desordenadamente. Os sintetizadores tímidos no fundo oferecem a tela onde esta amálgama de sonoridades acontece. Os silêncios acontecem quando têm de acontecer, como se a canção tivesse caído num abismo. Mas é só uma ilusão; a seguir vem com o mesmo alento. Até que se cansa, e aí caminha com vagar, e enfim desaparece.
“Circle” – Visible Cloaks