“An evening in Everywhen” foi o espetáculo apresentado por Catarina Salinas e Ed Rocha Gonçalves na passada quarta-feira, no Tivoli. Uma noite de pop, dança e sobretudo muitos amigos.
Everywhen é o mais recente disco dos Best Youth, editado em Janeiro deste ano, e o Tivoli recebeu, na quarta-feira passada, “An evening in Everywhen”.
A energia do duo portuense é invejável. Enquanto Catarina serpenteia em palco, no seu lindo fato de patinadora artística (isto é um elogio, um enorme elogio), Ed alterna entre o seu altar de sintetizadores e as suas guitarras, também ele balançando ao som da música.
A festa em palco era contagiante e alastrava à plateia, e à segunda canção, “Rumba Nera”, já os corpos recostados nas centenárias cadeiras do Tivoli começavam a ficar inquietos.
Com a chegada de The Legendary Tigerman ao palco, o duo passaria a trio. “New Love”, canção do disco Zeitgeist de 2023 de Tigerman, foi a primeira colaboração do trio e a primeira canção a ser apresentada, mas não ficou por aí. Os artistas fizeram uma bonita versão de “Wicked Game” de Chris Isaak, com direito a nuvens no decor a lembrar o teledisco do final dos anos 80, com a supermodelo Helena Christensen, que faz parte do imaginário de muitos. Mas os Best Youth e o The Legendary Tigerman que me perdoem, mas a minha versão favorita continua a ser dos HIM (não julguem o meu coração de millennial).
Marisa Liz foi outra das convidadas, e apesar desta colaboração ser muito recente, a sinergia entre os três artistas é apaixonante. A interpretação de “Back With a Bang” transbordou amor e talento. Exigimos mais parcerias!
Com Marisa Liz já tínhamos chegado a um dos pontos altos do concerto, mas nada me fazia prever o delírio que assisti com a chegada de Moullinex. “In the shade” celebra este ano uma década e a comemoração foi em grande. Desde a entrada de Moullinex até à sua saída do palco ninguém mais se sentou, para felicidade dos vários espectadores que teimavam em levantar-se e dançar enquanto o pessoal do Tivoli lhes pedia cordialmente para se sentarem. O ambiente só acalmou ao segundo encore, com a última canção da noite, a velhinha “Hang Out”.
Assistir a um concerto dos Best Youth é não ficar alheio ao que se passa ao nosso redor: à cumplicidade e às emoções de Catarina Salinas e Ed Gonçalves e dos seus convidados; aos companheiros de plateia, frisas e camarotes que policiam quem insiste em ficar sentado em momentos de dança; e aos que saem da sala ainda banhados em suor da frenética dança do baile pop entre amigos.
Fotografias: Hugo Amaral












