Marcela Janeiro Pereira
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Nascida nos anos 80, em Lisboa mas com Beira Alta e o Baixo Alentejo nas costelas. O meu sonho era ter talento para a música, mas o talento ficou pelo gostar de música. A vocação pela “escrítica” musical chegou nos anos de faculdade, com o boom dos blogs, e nunca mais desapareceu.

Tia Blake and Her Folk Group – Folksongs & Ballads (1971)

Há discos que constroem uma carreira. E há discos que constroem um mito. Folksongs & Ballads pertence claramente à segunda categoria: um único registo, gravado numa tarde, que atravessou décadas em silêncio até ser redescoberto e transformado num objeto de culto.

Cara de Espelho || Culturgest: quando a música manda na sala

Lisboa assistiu à estreia do segundo disco dos Cara de Espelho: punhos no ar e música intensa, numa sala inteira incapaz de desviar os olhos do palco. Na Culturgest, a solenidade habitual deu lugar a uma noite de festa.

Rui Reininho + Samuel Úria || Teatro Maria Matos: O Caos Certo de Reininho e Úria
Rui Reininho e Samuel Úria encontraram-se no Maria Matos e nada ficou no lugar. Dois reis da palavra, um palco e zero guião. A conversa virou concerto e o concerto virou caos feliz. Começo por dizer que, por muito que…
Benjamim + Tozé Brito || Teatro Maria Matos: quando a música atravessa gerações

Um encontro improvável que rapidamente fez sentido. No Teatro Maria Matos, Benjamim e Tozé Brito cruzaram gerações e repertórios numa noite dedicada às canções e à memória que carregam.

Sérgio Godinho + Clã || Teatro Maria Matos: 2/3 da Santíssima Trindade em palco

O ciclo Conta-me uma Canção regressou em grande, com Sérgio Godinho, Nuno Rafael e os Clã a encantarem o Teatro Maria Matos numa noite de histórias, duetos e momentos musicais que se revelaram tão épicos quanto o jogo Benfica–Real Madrid que acontecia ao mesmo tempo.

Capitão Fausto || Meo Arena: a noite da consagração da banda mais famosa de Alvalade

No Meo Arena, os Capitão Fausto provaram porque são uma das bandas mais importantes de Portugal. Entre fãs de todas as idades e estilos, em duas horas de concerto a banda conquistou palco e público, mostrando maturidade, energia e uma cumplicidade contagiante. Foi, sem dúvida, a noite da consagração

Lisa Sereno – Belonging (2025)

No seu disco de estreia, Lisa Sereno cruza a folk clássica com uma pop etérea e delicada. Belonging, editado pela Omnichord, é um exercício íntimo e nostálgico sobre o desejo de pertença, a solidão emocional e o desequilíbrio nas relações.

Jay-Jay Johanson na República da Música: melancolia com sorriso nos lábios

O sueco regressou a Lisboa com um concerto de memórias, emoção e uma voz que soa tão perfeita como há quase trinta anos.

A Garota Não – Ferry Gold (2025)

Em Ferry Gold, A Garota Não expande o seu universo poético e musical, transformando cada canção em retrato íntimo e denúncia social. Um disco exigente, belo e profundamente emotivo, que pede atenção, entrega e, sobretudo, um coração aberto.

Vodafone Paredes de Coura – Dia 4: entre pó e guitarras: Franz Ferdinand deram o último grito de Coura 2025

Foram eles a dar o fecho apoteótico a quatro dias intensos de música e memórias. Os Franz Ferdinand transformaram a despedida de Coura 2025 numa celebração contagiante, deixando no ar a promessa de que o festival voltará em 2026 com a mesma energia inesgotável.

Vodafone Paredes de Coura – Dia 3: um dia de mulheres fortes e um rei no final

O terceiro dia do Vodafone Paredes de Coura foi dominado por vozes femininas: Cassandra Jenkins, Lambrini Girls e Black Country, New Road deram o tom. A fechar, King Krule mostrou porque continua a ser um dos artistas mais relevantes do indie e alternativo internacional.

Vodafone Paredes de Coura – Dia 2: do calor da tarde à intensidade da noite, assim foi o segundo dia

O segundo dia do Festival Vodafone Paredes de Coura foi um dia de portugueses fortíssimos, e nem todos a falar português, e de Lola Young, ídolo de alguns teens que rumaram à praia fluvial mais famosa do país, fazendo a média de idades no recinto descer ainda mais.

Vodafone Paredes de Coura – Dia 1: entre lágrimas e refrães: o arranque intenso de Paredes de Coura

O primeiro dia do Vodafone Paredes de Coura trouxe calor, pó e um anfiteatro cheio de música e memórias à beira-rio. Entre lágrimas, danças e refrães ao sol, o festival mostrou porque continua a ser um dos mais especiais do país.

Afonso Rodrigues: uma viagem a solo e em português

Depois de anos a escrever em inglês, Afonso Rodrigues estreia-se a solo e em português. Uma temporada no Malawi ajudou a pôr o desejo antigo em primeiro plano. O disco cruza a escrita de cantautor com uma estética musical atual…

Beth Gibbons || Coliseu dos Recreios: a devoção permanece

Num Coliseu esgotado, Beth Gibbons deu um concerto onde o tempo pareceu suspender-se e onde o público se rendeu, sem reservas, a uma das vozes mais emblemáticas das últimas três décadas.

Joan As Police Woman || Museu do Oriente: Uma Noite de Quiet Live Music
Joan As Police Woman levou ao Museu do Oriente uma noite de pura intimidade e emoção, apresentando o novo álbum Lemons, Limes and Orchids. No dia 29 de abril, o Auditório do Museu do Oriente recebeu o regresso de Joan…
Éme || Turim: Pequeno concerto, grandes canções
Éme levou as suas canções ao Turim e provou que basta uma guitarra e boas histórias para fazer uma sala pequena, parecer enorme. Éme foi um dos artistas convidado do ciclo "Cidade Escura", uma parceria entre a Junta de Freguesia…
Mão Morta – Primavera de Destroços (2001)

Foi com Primavera de Destroços que mergulhei a sério no universo dos Mão Morta. Um disco sombrio, intenso, teatral que ainda hoje o volto a ouvir quando a primavera teima em saber a inverno. Primavera de Destroços foi o primeiro…