Tim Burgess – I Love the New Sky (2020)

Herói do confinamento, optimista incorrigível mas de maneira nenhuma superficial, Tim Burgess pode não salvar o mundo mas está numa missão de ajudar a puxá-lo para cima.

Fontaines D.C. – A Hero’s Death (2020)

Os Fontaines D.C. voltam em força com o seu segundo álbum, A Hero’s Death, portentoso disco pós punk. Sinceramente, e dadas as condições do momento, não estava à espera que os Fontaines voltassem ao estúdio tão rapidamente. Mas, se pensarmos…

Banda do Casaco – Dos Benefícios Dum Vendido no Reino dos Bonifácios (1975)

Em 1975 os ambientes progressivos alastravam pelo país. Dos Benefícios Dum Vendido no Reino dos Bonifácios é surrealista, pop e profundamente português.

Elvis Presley – Elvis Presley (1956)

“Antes de Presley, não havia nada”, diria John Lennon, dramatizando o impacto deste disco.

“Anda Estragar-me os Planos (Ao Vivo)” – Afonso Cabral

Afonso Cabral e Francisca Cortesão: duas das mais doces vozes da música portuguesa atualmente. Uma delícia.

Frank Sinatra – In The Wee Small Hours (1955)

A obra-prima de Sinatra foi feita no hotel dos corações partidos, a tons de breu e solidão.

Os melhores discos internacionais de 2019

Saudemos 2019, saudemos o fim da década, marcado por muita música boa, mas sem claros vencedores, disperso que está o gosto das audiências.

Vince Guaraldi Trio – A Charlie Brown Christmas (1965)

Esta obra de Guaraldi faz-nos voltar a sentir aquele que achamos ter perdido para sempre.

Temples – Hot Motion (2019)

Um disco óptimo mas irrelevante. Bem-vindos ao século XXI.

“All My Happiness is Gone” – Purple Mountains

Depois do infeliz suicídio de Berman, é fácil pegar em qualquer uma das letras de Purple Mountains e encontrar aí os avisos de que tudo ia, finalmente, correr mal.

Lorde – Melodrama (2017)

Uma festa trágica, na ressaca de um amor finado. Mais do que música, é cinema e verdade.

The Cure – Pornography (1982)

Pornography é o disco onde os Cure se descobriram claustrofóbicos, transformando a depressão em epopeia.

The Cure – Seventeen Seconds (1980)

Seventeen Seconds é um álbum marcante na carreira dos The Cure. Pelos desenhos sonoros traçados a cinza e pela qualidade poética dos textos cantados, tem um encanto bastante particular. Uma floresta onde entramos para nos perdermos deliciosamente!

The Drums – Brutalism (2019)

Quase uma década depois de terem surgido com o primeiro disco, este novo trabalho dos Drums mantém a jovialidade dos miúdos indie na sonoridade, com o crescimento a ver-se, sobretudo, nas letras.

Vampire Weekend – Father of the Bride (2019)

A banda está descaradamente mais pop, tem mais guitarras acústicas, vai ao country e a Bollywood, não é o disco que a maioria dos fãs esperava, mas é incrivelmente melodioso e inequivocamente Vampire Weekend.

James Taylor – Gorilla (1975)

Gorilla é um álbum alegre, que não larga o amor.

Homeshake – Helium (2019)

Helium é uma viagem interior que parece nem começar, nem acabar. É um «loop» permanente que HOMESHAKE prendeu ao seu quarto trabalho.

Led Zeppelin – BBC Sessions (1997)

Um condensado testemunho da caminhada dos Zeppelin, monumento ao rock, às guitarras e aos excessos, uma ostensiva exibição de génio.