7/10
Capitão Fausto – A Invenção do Dia Claro (2019)

Afinal, não tinham os dias contados. Foi uma boa mentira dos meninos que começaram a fazer indie rock, voltaram-se depois para o psicadelismo e acabaram por encontrar um lugar onde se sentem bem. Chamam-se Capitão Fausto e, ao que parece, estão bem vivos!

9/10
Xutos & Pontapés – Duro (2019)

O projecto começado há uns anos atrás com Puro vê agora o seu epílogo com Duro num refinamento de qualidade e reafirmação de posições extremamente bem acolhido tanto pelo público como pela crítica.

9/10
Montanhas Azuis – Ilha de Plástico (2019)

Três músicos, três sensibilidades, três sintetizadores. O disco do ano chegou em Fevereiro.

8/10
Stereossauro – Bairro da Ponte (2019)

Já não vivemos um país de três F mas talvez, como canta Sr. Preto em FFFFF, “fado, futebol, fátima, festivais e fest, tudo é pop, tudo é hype, tudo é fado”.

7.5/10
Zanibar Aliens – III (2018)

Ao terceiro disco, os Zanibar Aliens esticam as asas para algumas novas paisagens sonoras, sem perder o puro sangue rock que sempre os caracterizou

Medeiros/Lucas – Sol de Março (2018)

Apesar de continuarem a cantar a tradição açoriana, em Sol de Março Pedro Lucas e Carlos Medeiros fazem um piscar de olhos a África e à Europa, porque cantar e experimentar continua a não incomodar a dupla.

8.5/10
Filho da Mãe – Água-Má (2018)

Lançado em maio, Água-má é o quarto álbum do guitarrista Rui Carvalho. Gravado entre o continente e a Madeira, é um disco complexo e que se vai desvendando aos poucos.

7.5/10
David Bruno – O Último Tango em Mafamude (2018)

David Bruno tece uma ode musical ao Portugal suburbano do início dos anos 90, num disco intrigante que mistura vulgaridade romântica com uma elegância inesperada.

7.5/10
António Zambujo – Do Avesso (2018)

Dizem que a beleza está na simplicidade, mas como fazer música simples e cativante? Telefonem ao Zambujo a perguntar.

8.5/10
Glockenwise – Plástico (2018)

Em suma, estamos perante um dos mais belos discos desta geração do rock nacional desta geração.

Tiago Bettencourt || Coliseu dos Recreios

No centro do Coliseu de Lisboa, Tiago Bettencourt teve dos mais brilhantes desenhos de luz e produção visual a que assistimos este ano.

8/10
Madrepaz – Bonanza (2018)

Um ano depois do disco de estreia, a confirmação com Bonanza: os Madrepaz são uma das bandas mais interessantes do panorama musical nacional

7/10
Joana Espadinha – O Material Tem Sempre Razão (2018)

O Material Tem Sempre Razão mostra uma artista apurada nas composições, sem medo de arriscar e abraçar o lado mais dream pop do seu som. É um disco sólido que revela a cantora, sem vergonhas, ao mundo.

7.5/10
Plastic People – Visions (2018)

Uma banda nova, portuguesa, que faz lembrar muita coisa, é certo, mas tudo coisas de valor. Está aqui um belo disco.

Em câmara lenta como na TV: a história dos GNR

Foram tudo: putos do boom do rock, patronos da intelligentsia alternativa, reis e rainhas da pop. Hoje são uma instituição.

8/10
Diabo na Cruz – Lebre (2018)

Lebre é um álbum bipolar, que oscila entre a alegria de bailarico e a epopeia sombria. O folclore tuga permanece mas desta vez vestido de prog rock. Gaiteiros de Lisboa meets King Crimson.

GNR – Defeitos Especiais (1984)

Em 1984, ano distópico por excelência, os GNR lançam um disco sombrio e claustrofóbico cheio de referências pós-punk: uma espécie de Joy Division à Gomes de Sá, metade negrume de Manchester, metade granito do Porto.

8.5/10
Júlio Resende – Cinderella Cyborg (2018)

Dificílimo de descrever em palavras (como aliás qualquer um que esteja nesta linha de “trangressão” entre géneros), Cinderella Cyborg é um assombro de disco.