Carlos Lopes
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O autor destas linhas tem já idade para ter (algum) juízo, e isso deve notar-se, assim o espero. Os seus gostos variam, como será fácil perceber. Para além da paixão pela música, o escriba deste texto é professor de Português e Literatura Portuguesa, e é assim que ganha a vida. Com a música ganha o céu, o que já não é pouco. Tem um blog há já seis anos (http://i-blog-your-pardon.blogspot.pt/) onde escreve alguma coisa para pouca gente ler.

Julian Cope – Peggy Suicide (1991)

Peggy Suicide poderia ter sido o álbum de uma geração. É tão diversificado nos estilos e tão centrado em temáticas que a todos dizem respeito, que deveria mesmo ter sido um disco importante. Ou melhor, ainda mais importante do que…

Novos Baianos – Acabou Chorare (1972)

Acabou Chorare existe para nos lembrar que a excelência não tem tempo nem pressa. Existe, e ponto final.

Caetano Veloso – Multishow ao Vivo – Abraçaço (2014)

Depois de três discos de estúdio e de mais três ao vivo com a roqueira Banda Cê, Caetano Veloso deu por terminada mais uma fase camaleónica da sua extensa carreira artística. Depois de Cê e Multishow Cê ao Vivo, Zii…

“Conversa de Botas Batidas” – Los Hermanos

Foi trágico o dia 25 de fevereiro de 2002, na cidade do Rio de Janeiro. Em virtude do desabamento do Hotel Linda do Rosário, o corpo de uma mulher de 62 anos e de um homem de 70 foram encontrados…

Moreno Veloso – Solo In Tokyo (2011)

Talvez seja o resultado lógico da interpretação que damos à tão proverbial ordem natural das coisas. Depois de escrever por várias ocasiões sobre Caetano Veloso (ídolo absoluto reinante no meu restrito Olimpo de deuses das coisas dos sons e das…

Canção do Dia: Serge Gainsbourg – Je T’Aime Moi Non Plus

Esta não é uma canção qualquer. Por entre a corrente sanguínea da sua melodia, há um pouco de tudo: gemidos, suspiros, vozes sussurradas, amor sonoro em versos explícitos. “Je T’ Aime Moi Non Plus” deve ser, seguramente, uma das canções…

Benjamin Biolay – Rose Kennedy (2001)

Não deve ser fácil carregar às costas o peso de uma antiga e forte tradição artística e ser, ao mesmo tempo, considerado o ponta de lança da nova geração de cantores e compositores de uma França pós Trenet, Regianni, Ferré,…

Beck – Morning Phase (2014)

Dizer que Morning Phase é um disco muito próximo de Sea Change parece uma coisa tão óbvia, que nem deveria ter escrito a frase que acabou de ler. São discos gémeos, num certo sentido. Talvez gémeos falsos, mas já lá…

Julian Cope – Krautrocksampler: One Head’s Guide to the Great Kosmische Musik – 1968 Onwards

Quando em meados do ano passado fiz a minha estreia no Altamont, estava longe de imaginar que um artigo sobre Krautrock (o terceiro que redigi para este site) pudesse suscitar tamanho interesse nesta maravilhosa massa adepta que nos acompanha. Fi-lo…

Canção do Dia: XTC – Making Plans For Nigel

Muitos filhos sofreram com o facto de nem sempre corresponderem às expectativas dos pais. A história do rock está repleta de casos com esses contornos. Colin Moulding, dos geniais XTC, escreveu, a esse propósito, uma canção intemporal, espécie de hino…

Nick Cave and The Bad Seeds – Live From KCRW (2013)

Acostumei-me ao encanto particular das canções, e das letras das canções de Nick Cave, desde os seus primeiros registos discográficos. Em nome próprio sempre, e menos enquanto membro dos The Birthday Party, banda que nunca me esforcei por adorar. A…

Gorky’s Zygotic Mynci – Sleep / Holiday (2003)

Fui atraído pelo exótico nome da banda, e ainda bem que assim aconteceu. O primeiro disco que comprei e ouvi dos Gorky’s Zygotic Mynci foi, curiosamente, o último da carreira do grupo. Comprei-o há cerca de 10 anos, e nunca…

The Coral – The Coral (2002)

Caíram como uma bomba, e durante algum tempo foram considerados a next big thing do rock alternativo britânico. Traziam malandragem e excentricidade para dar e vender. Misturavam rock psicadélico à americana com western spaghetti, tons de dub com pitadas de…

King Missile III – failure (1998)

Poderá a música ser, acima de tudo, uma encenação quase teatral de uma realidade irónica, perversa e desconcertante, mas mesmo assim trazer em si mesma as marcas reconhecíveis daquilo que nos fascina no universo sonoro organizado, , estético e artístico?…

Caetano Veloso – Cores, Nomes (1982)

Tinha 16 anos quando comprei Cores, Nomes. O disco havia saído no Brasil no ano anterior, e com ele Caetano Veloso conseguia o segundo disco de ouro da sua já considerável carreira. Para mim, e até hoje, Cores, Nomes representa…

Ilustres Desconhecidos: Otto

A impressão de que o mundo da música não é um espaço onde a justiça do reconhecimento público está sempre presente, talvez seja a razão principal e determinante destas linhas. Se, na verdade, o músico em questão tem algum reconhecimento…

Destroyer – Five Spanish Songs (2013)

First things first: sou um admirador confesso da obra de Antonio Luque (ou melhor, de Sr. Chinarro), e ainda um novato na arte do Destroyer Daniel Bejar. Serve esta introdução para me posicionar perante o EP Five Spanish Songs, de…

Vincent Delerm – Les Amants Parallèles (2013)

A nova canção francesa é muito pouco conhecida e divulgada em Portugal. Lamento que assim seja, uma vez que nomes de qualidade não faltam por lá. Lamento ainda que nem mesmo a nossa maior loja de consumo cultural (que é…