Nenhuma história do psicadelismo estaria completa sem a referência aos Doors – o lado negro da coisa. Apareceram no momento certo (a louca segunda metade dos anos 60) e no sítio certo (Los Angeles era um dos epicentros do movimento hippie), tendo sido naquele caldo cultural (questionamento da moral conservadora, expansão da consciência através das drogas; oposição à guerra do Vietname) que se fizeram gente. Canções dos Doors como “Take it as it Comes” e “Indian Summer” espelham bem o fascínio da contracultura de então pelo longínquo oriente, da mesma maneira que “The End” e “When The Music’s Over” têm aquele sabor de viagem alucinogénia tão característico dos sixties.