Lusophonia

Capitão Fausto || Cine-Teatro de Alcobaça

O concerto de Capitão Fausto no Cine-Teatro de Alcobaça, no passado sábado, começou com uma viagem ao passado psicadélico de Pesar o Sol. Incisiva mas teatral, “Lameira” abriu as hostes para recordar os tempos da mocidade mas, logo de seguida, “Semana em Semana” puxou-nos de volta ao presente contra a nossa vontade e não faltou muito até que se levantasse um grupo de pessoas na plateia para dançar, à boa e velha maneira, “Os Dias Contados”.

À medida que o terceiro álbum de Capitão Fausto ecoava no pequeno mas “belíssimo” Cine-Teatro de Alcobaça, a banda de Lisboa mostrava-se mais confiante e mais à vontade no formato de concertos em teatros. A meio da setlist voltámos a Pesar o Sol e ainda se ouviram grandes malhas de Gazela. “Raposa I” e “Santa Ana” fizeram subir a temperatura elétrica. Haveríamos de voltar a Dias Contados com uma paragem em “Amanhã Tou Melhor” que fez a plateia cantar com Capitão Fausto. Na reta final, “Febre” e “Verdade”, novamente da infância da banda, terminaram em grande o concerto.

No encore da praxe, “inesperado” até, o vocalista Tomás Wallenstein reapareceu a solo e em contraluz, para iniciar “Alvalade Chama Por Mim” e lembrar que a “mocidade” nunca mais nos vai servir. “Tem de Ser” e “Morro na Praia” encerraram um concerto que conseguiu um feito pouco frequente: encher o teatro “ao fim da rua” em Alcobaça.

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Texto: João Neves