Ricardo Romano
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"Um bom disco justifica sempre os meios”- defendeu-se Ricardo Romano, ao ser acusado de ter vendido o rim esquerdo da sua tia entrevada para comprar uma edição rara do Led Zeppelin II - o melhor disco de sempre. O juiz não se convenceu, mandando-o para uma prisão com condições desumanas, onde uma vez foi obrigado a ouvir do princípio ao fim um disco do Neil Diamond. Actualmente em liberdade, cumpre pena de trabalho a favor da comunidade no site Altamont mas a proximidade com boas colecções de discos não augura nada de bom.

“Domino” – The Cramps

“Os renegados rockabilly de Los Angeles conseguiram superar a própria versão original de Roy Orbison, com a sua medida certa de basófia psicótica.” (Nick Kent, “Apathy for the devil”, 2010)

“Watching The Detectives” – Elvis Costello

Um dos poucos exemplos de brancos que não fazem figura de parvo a tocar reggae.” (Nick Kent, “Apathy for the devil”, 2010)

Playlist da semana: Assobios

Esperemos que gostem da nossa selecção. E que vos despertem despreocupados assobios.

Quando Hendrix queima a guitarra

Porque precisamos de deuses e de mitos, Hendrix sacrificou-se por nós, imolando a sua guitarra no fogo de Monterey.  Nesse instante, tornou-se eterno.

Red Bull Music Culture Clash || Coliseu dos Recreios

Na passada sexta-feira, decorreu a segunda edição portuguesa da Red Bull Music Culture Clash. Quatro equipas, cada uma no seu palco, digladiaram-se num combate musical.

Belle and Sebastian – How To Solve Our Human Problems (2018)

Sob o pretexto de revisitarem o rock e a soul dos anos 60, bem como o prog e o disco dos anos 70, os Belle and Sebastian oferecem-nos mais um bonito disco, cheio de delicadeza e imaginação melódica.

The Legendary Tigerman || Lux

The Legendary Tigerman, agora em formato banda-a-sério, ofereceu-nos uma bonita noite de sujidade e rock’n’roll.

Vem aí a quarta edição do Festival Montes da Rock

Três bandas de rock musculado vão agitar, a partir das 22h, a bonita aldeia de Montes da Senhora: Patrulha do Purgatório, Asimov e Martin’s Gang.

Não tenhas vergonha, eu também gosto de disco sound

Bonita a história do nascimento, morte e ressurreição do género musical mais odiado de todos os tempos. Nós gostamos de disco e explicamos porquê.

MGMT – Little Dark Age (2018)

Ao quarto disco, os MGMT regressam à acessibilidade pop da sua estreia, namorando com o mainstream electro dos anos 80. Podem não ser hoje tão relevantes, mas uma macheia de canções pop quase perfeitas, isso já ninguém nos pode tirar.

Sérgio Godinho – Nação Valente (2018)

No seu novo disco de originais, Sérgio apropria-se de músicas de outros, fazendo-as suas. O canibalismo compensa: Nação Valente é um dos melhores Godinhos dos últimos anos.

Massive Attack – Blue Lines (1991)

Em pleno século XX, Blue Lines inventa o som do século XXI. A receita é simples: música de dança para a cabeça e não para os pés. 

A Love Supreme: quando Coltrane nos roubou o cinismo

Um tipo bem tenta ser fiel à sua descrença, molhando todos os dias o Schopenhauer no galão da manhã, mas depois vem a maldita magia de John Coltrane.

“Submissão” – Xutos & Pontapés

Hoje, a canção do dia não poderia ser outra senão “Submissão”, o hino à derrota que sempre foi “cantado” pelo nosso querido Zé Pedro, para deleite e tortura dos fãs.

Até sempre, meu bom Zé Pedro

Ergam escadas, partam muros. O nosso herói partiu.

Vodafone Mexefest 2017 – Dia 2

O Vodafone Mexefest acabou. Houve grandes concertos, amplos quilómetros feitos, e agora segue-se uma longa espera por dezembro de 2018.

Vodafone Mexefest 2017 – Dia 1

Quando há Mexefest, sabemos que o Natal está próximo e que vamos fazer quilómetros Avenida da Liberdade afora. E isso é bom.

Xutos & Pontapés: a história bonita de uma vida malvada

Obrigado, Xutos. Por serem quem são, por termos crescido com eles e com o rock cantado em português, por nos terem dado ao longo de mais de 30 anos a banda sonora das nossas vidas.

Criado em 2005, o Altamont é, no seu âmago, um lugar de união para quem gosta de música. Evoluindo e crescendo, mas sem perder a inocência e ingenuidade que lhe dá o seu lado mais verdadeiro, o Altamont tentará cumprir com o propósito que sempre lhe pautou o caminho – ser um local de descoberta e partilha para quem ainda tem tempo para ouvir um disco de uma ponta à outra.

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